Mês: setembro 2007

Migrando o Movable Type de BerkleyDB para MySQL

20 de setembro de 2007

As novas versões do Movable Type (publicador deste blog) não vão mais suportar o formato BerkleyDB para guardar os posts, comentários e configurações. Como pretendo atualizar em breve, resolvi adiantar o expediente e migrar para MySQL. Nada muito esotérico: o MT tem um script de migração e uma receita de bolo bem simples.

A migração rolou sem problemas, mas um problema irritante aconteceu desde então: a tela de login passou a aparecer a cada vez que eu clicava em um link no administrador. Se eu voltasse para o BerkleyDB, o problema desaparecia.

Em 99% das aplicações web, esse tipo de coisa é problema com o cookie que identifica a sessão do usuário – mas o fato de só acontecer com o banco novo me fez desconfiar que este caso era dos 1% restantes. De fato, o script de migração BerkleyDB->MySQL não cria a tabela de sessões, e o @#%@ do MT simplesmente manda para a tela de login, ao invés de dar erro logo de cara – como programadores pragmáticos (#32) teriam feito.

De qualquer forma, uma boa alma postou o script de criação da tabela faltante, e resolvi registrar aqui para quem vier a precisar.

Evento: Web 2.0 no Brasil

17 de setembro de 2007

web20nobrasil.pngEstive hoje no Web 2.0 no Brasil, evento promovido pela Info Exame com uma programação bem diversificada.

Dentre os pontos altos eu destaco a discussão sobre blogs e sabedoria das multidões (que colocou frente a frente gente como o Tabet do Kibe Loco e o gerente da iniciativa de blogs da IBM) e a de tecnologia (na qual o Marcelo Negrini traçou um bom panorama da aplicabilidade da próxima geração de ferramentas para criação de Rich Internt Applications). A apresentação do case da Coca-Cola também foi bacana, embora eu tenha ficado na dúvida se aquele mega-ultra-sistema-agregador-de-toda-a-sua-vida-online realmente existe.

Nem tudo foram flores (aliás, a maior parte não foi): uma sessão inteira foi dedicada a falar sobre experiências de empresas mais “offline” (vestuário, saúde, etc.) com wikis. Legal saber que rola, mas ouvir os detalhes foi confortável como um tratamento de canal. Outro ponto sofrido foi ver a velha guarda da imprensa misturar coisas como número de comentários e número de matérias comentadas, dividir a audiência em fatias que somavam mais de 100% e outros atentados contra a aritmética sendo feitos sem a menor cerimônia. Doeu um pouco, mas nada que os fantásticos coffee-breaks não resolveram.

A maior crítica que eu faria é que um evento com notáveis falantes e espectadores limitados a perguntas no final não é exatamente a cara da Web 2.0. O Naka, que me acompanhou, deu uma idéia genial: eles deviam deixar o pessoal mandar comentários via SMS e projetar no telão (como aqueles caras famosos fazem com a busca).

Eu, ao menos, perdi o costume de ficar parado enquanto vomitam conteúdo. Felizmente, a Web 2.0 veio ao resgate: graças ao navegador do celular, pude postar no meu Twitter sempre que dava vontade, finalmente sentindo o gostinho do moblog.

Magias e Barbaridades

13 de setembro de 2007

Trecho de Magias e Barbaridades, de Fabio CicconeGraças a um comentário do autor num post recente descobri a existência de Magias e Barbaridades – um webcomic nacional pra ninguém botar defeito[1].

Fazer humor com temas medievais é uma missão ingrata – já vi veteranos como os autores de Penny Arcade e PvP se arriscarem nessa área, com resultados pífios. Lendo Magias e Barbaridades percebi que faltava um certo tom que só existe do lado de baixo do Equador.

Vale a pena ler do início (que apresenta os personagens sem o lugar-comum de forçar a barra nas caracterizações – já tem história rolando nas primeiras tiras). É relativamente recente, mas tem material em quantidade e qualidade suficiente para fidelizar, como foi o meu caso.

Ah, também tem versão em inglês, para quem preferir. Mas não é tão atualizado.

[1] ok, vou botar um ;) – um feed RSS cairia bem (nem que seja como o do PvP, que só te ajuda a saber quando saiu tira nova, sem prejudicar o retorno publicitário).

Software anti-poluição

4 de setembro de 2007

Imagem de um SUV e uma mão manifestando sentimentos com relação a ele. Fonte: http://static.flickr.com/31/45872457_5fa7370f76_m.jpgO WordWeb é um software de dicionário com uma licença de uso interessante: a versão free só pode ser usada por pessoas que se comprometerem a limitar a quantidade de vôos anuais e a não possuir veículos SUV (os grandes poluidores urbanos). Claro que eles não têm como verificar, mas é uma maneira inovadora de passar a mensagem.

Teste MAD para Primeiros Socorros – só que fora da MAD

3 de setembro de 2007

Numa possível boa intenção, o Detran/RJ postou um simulado da prova de direção defensiva e primeiros socorros (que todo mundo que tira ou renova a carteira de motorista precisa fazer). Tá, a prova real tem lá as suas questões sem noção, mas o simulado tem pérolas dignas daqueles testes da Revista MAD, tais como:

A vítima que você está socorrendo parou de respirar. O que você faz?

  1. a sacode para que volte a respirar.
  2. chama o médico legista.
  3. não faz nada, pois não há mais nada a fazer.
  4. inicia uma respiração boca-a-boca e aguarda a chegada do médico, pois a vítima pode estar viva.

Dance Dance Immolation

1 de setembro de 2007

Pense no clássico Dance Dance Revolution, com um “molho” a mais: você bota essa roupa de amianto e começa a jogar. Se mandar bem, a máquina cospe chamas para o alto, em sua homenagem. Se errar os passos, ela lança as chamas em você.

É o Dance Dance Immolation, com uma apresentação convenientemente programada para o Burning Man deste ano. Um cara da Wired experimentou e ficou bem louco. Dá pra entender.