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Chester Na África (III)

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02/10 (Terça) – Semi-encoxada(!), trabalho, shopping center e um velho conhecido

Fechamos o evento pela manhã com um passeio de quadriciclo pelo campo. O quadriciclo é como uma moto, só que com quatro rodas (claro), o que o torna um veículo não muito trivial. Você sempre fica com a impressão de que está caindo ou que ele está “puxando” para um lado. Naturalmente eu saí da estrada uma vez ou outra enquanto me habituava com o brinquedo.

Não fui o único a fazer isso isso, mas o treinador do acampamento achou que eu não iria dar conta, e mandou o assistente dele me ajudar. Por “ajudar” entenda-se: subir no quadriciclo atrás de mim e segurar no guidão. Coloque a imaginação para funcionar e você verá exatamente a cena: o cidadão ficou praticamente encaixado atrás de mim!

O desconforto físico não foi nada perto do estrago psicológico: cruzar todo um oceano apenas para um africano montar atrás de você está longe de ser o ponto alto da minha carreira pessoal. O consolo é que ninguém fotografou este constrangimento – além disso, seguiríamos para o escritório à tarde, o que deixaria pouco tempo para chorar sobre a masculinidade derramada.

O pessoal fecha a lojinha cedo por aqui – geralmente entram às 8h e cai a caneta às 17h. O hotel onde estamos hospedados (StayEasy Century City) é vizinho do Canal Walk, um dos maiores e mais sofisticados shopping centers do país, então aproveitamos para visitar este último (além de jantar, precisava trocar dinheiro, e o hotel não tinha uma taxa de câmbio muito favorável).

Por falar em dinheiro, a moeda africana é o Rand (R), e R$ 1 equivale a cerca de R3.8. Comida é relativamente barata (ao menos para quem mora em São Paulo) e eletrônicos são bem mais em conta – o que me levou a deixar a câmera antiga em casa (as fotos até este momento são cortesia dos colegas e do Google) e comprar uma nova.

Voltando ao Canal Walk: o lugar é gigantesco e tem todo os os tipos de lojas internacionais que se possa imaginar, mais umas tantas marcas locais, lançando por terra qualquer estereótipo de “selva e deserto” que a pessoa tenha do país. A praça de alimentação (clique para ver) é insanamente kitsch, no melhor estilo Neo-Tokyo – tanto que só no final do jantar me dei conta de que ela tinha um fliperama.

Ali dentro fui surpreendido por uma visão familiar: uma máquina de Dance Dance Revolution. Era a DDR Extreme japonesa. Não é minha favorita, mas caramba, encontrar DDR em plena África do Sul era um sinal. Saí de lá com 6 rands a menos, várias escalas mais dolorido e suando em bicas sob uma chuva que surgiu do nada. Mas o sorriso era de orelha a orelha, abalado apenas pela performance pífia – acho que não escapo de me matricular em uma academia assim que pisar no Brasil.

P.S.: As ilustrações são meramente ilustrativas. Quando eu tiver tempo subo o álbum de fotos completo.

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