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Dance Dance Revolution Hottest Party

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A última coisa que eu esperava era ver um jogo da série DDR no Nintendo Wii. Mas parando para pensar, os dois têm tudo a ver: o Wii se caracteriza por um controle pouco usual e por colocar a jogabilidade acima dos gráficos – e isso descreve bem o DDR (para quem não conhece, é aquela série de jogos em que você tem que pisar num tapete ou base de metal seguindo coreografia na tela, sempre em sincronia com a música que está tocando).

Os caras da Konami perceberam isso e lançaram o DDR Hottest Party para o Wii – e eu, que nem Wii tenho, acabei comprando o jogo e pegando um console emprestado. Uma das grandes novidades é que, além do tapete, você joga com o controle do Wii. Marcadores especiais (hand markers) dizem quando você deve mexer a mão direita (que segura o Wiimote) ou a esquerda (que segura o Numchuck).

Demora um pouquinho pra pegar – parece que o que conta é estar acelerando (ou desacelerando) quando o hand marker está na posição. Eu consegui melhores resultados dando uma “chicotada” no momento certo, mas tem gente que diz que o melhor é pensar nos controles como baquetas. Um bônus de estar com os controles na mão é poder usar o direcional de qualquer um deles para escolher as músicas/dificuldade.

A outra novidade são os gimmicks: a partir do nível Basic, cada música é “pentelhada” por um gimmick diferente. Por exemplo, o Foot Destructor é uma bolinha espinhenta – se você pisar nela, toma penalidade. Outro é o Double Stump: quando você pisa nesta seta, outra seta “escorrega” para baixo. O Foot Confuser (maldito) é uma setinha que vem girando e/ou dançando, e você tem que prestar atenção na posição (e não na orientação) pra saber onde pisar – e por aí vai.

Ambas as novidades são bem intuitivas, dando um molho extra tanto para iniciantes quanto para veteranos – mas dá pra desligar tudo e ficar com o DDR original. E falando nele, seus modos básicos, como o workout e o free play estão lá. As 26 músicas iniciais são todas novas (aliás, uma meia dúzia delas eu ouvi em aulas de Power Jump na academia), e você joga o Groove Circuit para liberar as outras 24 – das quais boa parte consiste em remixes de clássicos DDR (mas com novas coreografias). Parecem números tímidos quando se compara, por exemplo, com as cerca de 70 que os últimos DDRs do PS2 trazem, (ou com as 83 no DDR Universe no XBox 360), mas a qualidade do mix é indiscutível – e só de ser tudo novidade já vale.

No começo achei que tinham tirado o Lesson Mode (que meus amigos carinhosamente chamavam de “Srta. Miyagi”, em alusão à semelhança entre o método da mocinha e o “pintar cerca, lustrar carro” do filme). Na verdade, ele foi substituído por “Lesson By DJ”, uma música que apresenta os passos básicos (e já ensina a começar do jeito certo, sem voltar para o meio). A versão Wii fica devendo as opções online (particularmente em comparação com as do XBox/XBox 360, nas quais é possível até baixar músicas novas), mas o PS2 sempre viveu bem sem isso.

O maior balde de água fria mesmo foi perceber que não é possível usar tapetes de dança (pads) do PS2. Tentei duas marcas de adaptadores, sem sucesso (Gemini e CubeJoy – o último inclusive é vendido em alguns lugares como compatível com esta adaptação, o que comprovei não ser verdade). Os únicos pads compatíveis são os do DDR Mario Mix (o tapete do Wii é, na verdade, um tapete de GameCube). O pad original da Konami é um pouco melhor que os genéricos que a gente encontra por aqui – escorrega menos e parece ser mais durável – mas quem tem pads mais legais se frustra um pouco.

Tirando isso, é um jogaço. Seguem o teaser oficial e um cara dancando na E3, só para dar o gostinho:

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