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Kiva

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kiva.pngJá se falou bastante sobre Kiva na internet nos últimos tempos. Mas ainda me impressiona a quantidade de gente que não conhece o site, que ignora a efetividade do microcrédito e sequer sabe da possibilidade de colaborar a partir do Brasil sem sair do computador – o que me levou a compartilhar um pouco de experiência a esse respeito.

Para quem não conhece, trata-se de uma iniciativa que oferece microcrédito a empreendedores individuais em regiões carentes. Gente que vai usar esse dinheiro para plantar, comprar algo para revender, enfim, batalhar a vida quando um emprego não é uma opção. A idéia (baseada em indicadores socioeconômicos) é que este tipo de empréstimo oferece retornos sociais maiores e mais duradouros do que iniciativas “pasteurizadas” de larga escala, como programas de emprego e combate a fome (ou, ao menos, complementares a estas).

A instituição conta com agentes nesses locais que levantam e analisam cada caso em que um empréstimo de baixo valor possa representar avanço social, apresentando estes perfis a potenciais investidores. Não é a única a fazer isso, mas inova ao permitir a qualquer pessoa participar com qualquer quantia nestes empréstimos através da internet. Basta entrar no site, selecionar o pequeno empreendedor no qual você quer investir e a quantidade que quer emprestar (você pode emprestar apenas uma pequena parte do que ele precisa, e até diversificar seus “investimentos”).

O pagamento pode ser feito através do PayPal (que não cobra taxas neste caso), minando o risco de problemas com o seu cartão de crédito. Quando o empréstimo é pago (o risco de não-pagamento existe em qualquer empréstimo, mas eu tenho recebido regularmente), você pode re-investir e/ou doar parte para a própria Kiva manter a operação, ou creditar novamente no PayPal. Pessoalmente acredito que se o dinheiro não lhe fez falta, é mais jogo mantê-lo na ciranda do bem, mas a opção está ali.

Infelizmente o Brasil ainda não se inclui entre os países que eles ajudam – seria bastante interessante optar por ações locais. Isso não muda o fato de que transferir recursos para este setor da economia é efetivo como avanço social global, e colaborar para o avanço deste tipo de iniciativa (independente da região geográfica) é, a meu ver, mais eficiente do que o assistencialismo puro e simples (que tem seu lugar, mas resolve mais a questão de aplacar a consciência de quem doa do que de oferecer possibilidades de longo prazo para quem recebe).

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