Mês: junho 2009

gTruco – Truco Paulista Multiplayer Online no browser (integrado com miniTruco)

29 de junho de 2009

Ter iniciado o miniTruco foi uma sucessão de alegrias para mim. A primeira foi tornar disponível um jogo gratuito, mesmo com operadoras e fabricantes trabalhando contra. Já a segunda foi constatar o sucesso do mesmo: só neste site foram mais de 300 mil downloads, e ele aparece em vários outros. E isso com propaganda zero, só no boca-a-boca.

Em seguida veio a satisfação de ver que gente como o Willian Gigliotti, o Leonadro Sellani e o Sandro Gasparotto baixar o código fonte e desenvolver estratégias para tornar o jogo cada vez mais desafiante. O Sandro foi além: criou um modo especial em que o jogo funciona sozinho, para testar essas estratégias e aprimorar a sua (que acabou recebendo o merecido apelido de HAL – eu já perco dela consistentemente).

Fosse só isso eu já acharia fantástico, mas dessa vez ele se superou: aprimorando o servidor do miniTruco (que é responsável pelo jogo via internet) com features importantes como o registro de usuários e bate-papo durante o jogo, o Sandro criou uma versão que roda inteiramente no browser, sem a necessidade de qualquer plugin, o gTruco.

O jogo ainda está em versão beta, mas funciona muito bem (detalhes). E o melhor de tudo é que as pessoas na web podem jogar com pessoas no celular – o servidor é o mesmo. O celular ainda não suporta o registro de usuários e o chat, mas ele chega lá! O que você está esperando? Chame seus amigos para entrar no gtruco.com.br (e/ou baixar o miniTruco) e comece a jogar!

Semana do Serviço Voluntário da Mozilla (Mozilla Service Week)

29 de junho de 2009

Dentre as muitas pessoas simpáticas que eu conheci/reencontrei no último FISL estava o pessoal da Mozilla. Além de levar da melhor forma possível as hordas de pessoas que passavam o tempo todo lá perguntando a mesma coisa, i.e., se vendiam camisetas do Firefox (quem manda ter um logotipo bacana?), eles fizeram uma série de atividades e divulgaram bastante coisas interessantes (com destaque para os vídeos de propaganda, um mais lindo que o outro.)

A coisa que me chamou a atenção foi a Semana do Serviço Voluntário da Mozilla (Mozilla Service Week). A idéia é simples: durante a semana de 14 a 21 de Setembro deste ano eles vão colocar gente que tem condições de oferecer ajuda técnica em contato com entidades que precisam dessa ajuda (que normalmente é bem cara, consumindo recursos que poderiam ser empregados mais diretamente com o público-alvo das entidades.)

Se você tem um tempinho nessa semana, pode se cadastrar antecipadamente no site pra ajudar. Se faz parte de uma entidade, também pode inscrever ela para receber essa ajuda. E se tiver tempo antes disso, uma das coisas que eles precisam é ajudar a traduzir o site, e você pode se oferecer para isso também.

(ah, as camisetas você compra na Mozilla Store, que reverte o lucro para bancar o desenvolvimento do browser mais necessário do planeta.)

Os Movimentos e a USP – Parte II

20 de junho de 2009

Vários colegas observaram que os comentários que fiz sobre o movimento estudantil pró-greve na USP se pautam por um tom de imparcialidade que, para um ex-aluno que já ouviu tanta bobagem ser dita por integrantes deste movimento, peca pela inocência ou até pela insensatez. Eu mesmo tive essa impressão em vários momentos ao escrever o texto, mas ainda achava que era razoável colocar os argumentos expostos pelos dois lados e manter o benefício da dúvida naquilo que não fosse absolutamente factual.

No entanto, os acontecimentos da última sexta-feira colocam por terra qualquer chance que pudesse ser dada aos alunos pró-greve. Motivados pela oportuna pesquisa que comprova aquilo que já se pressentia, isto é, oposição da maioria dos alunos à greve, alguns alunos resolveram fazer uma manifestação pacífica (tão leve e descompromissada que até foi referenciada como flash mob no Twitter) de repúdio à paralisação. Infelizmente, foram recebidos com violência – não só pelo SINTUSP, mas pelos próprios colegas universitários que eram favoráveis à greve.

O ocorrido é inequívoco: há depoimentos no Orkut, vídeo no YouTube e até reportagem. Em todos os casos verifica-se o mesmo: o direito de manifestação pacífica sem repressão violenta que os pró-greve e sindicalistas tanto prezam foi por eles negado aos alunos contrários à greve.

Fosse apenas o sindicato reagindo dessa forma, eu já acharia uma barbárie, mas não estaria tão perplexo. Ter alunos agindo exatamente como a PM que tanto criticaram é triste. É sinal de que os pró-greve se prestam cada dia mais ao papel de que são acusados, isto é, de massa de manobra dos sindicalistas. É um comportamento burro, dogmático e inaceitável naqueles que estão se preparando para compor a tal “elite intelectual” do país. Lastimável, lastimável.

Atualizando o iPhone (incluindo jailbreak e unlock) para o OS 3.0 usando o PwnageTool

20 de junho de 2009

logo.pngFiz a atualização do meu iPhone californiano não-3G para o OS 3.0, com o auxílio do PwnageTool – que faz isso garantindo o jailbreak (que permite instalar as apps que eu quero, independente da vontade e do DRM do Steve Jobs) e o unlock (isto é, fazer ele funcione com qualquer operadora). Além dos fixes do OS 3.0 já comentados por aí, o jailbreak novo inclui o Icy, um programa bem mais rápido que o Cydia para instalar software via apt.

O processo consiste nos passos abaixo, e por ora é preciso usar um Mac. Como de costume, não me responsabilizo se o seu iPhone travar, explodir ou se transformar num BlackBerry. Só faça se souber o que está fazendo (ou estiver pensando em inutilizar o seu pra comprar um 3GS oficial ou um Nokia bacanudo).

ATENÇÃO: Isso é para o iPhone original, não para o iPhone 3G (menos ainda para o 3GS). O 3G é mais enroscado porque não tem a falha fundamental que permite a simples troca do software de baseband (grosso modo, a parte do iPhone que é efetivamente o telefone). Rolou um software chamado yellowsn0w que fazia essa troca em memória, mas o último update (2.2.1) matou essa possibilidade. A boa notícia é que está pra sair o ultrasn0w, versão nova desse software que promete des-tijolar esses modelos – fique de olho no blog do ultrasn0w para mais novidades.

Parte I: Gerando um firmware do mal:

  • Atualize o iTunes para 8.2 (se já não fez isso);
  • Sincronize o iPhone;
  • Baixe o PwnageTool para Mac (torrent), o firmware 3.0 e os bootloaders 3.9/4.6 (os dois);
  • Instale o PwnageTool (abra o DMG e arraste o abacaxi para Applications). Deixe o resto na pasta Downloads que a ferramenta acha;
  • Rode o PwnageTool, selecione o primeiro iPhone;
  • Clique na seta para a direita, selecione o firmware quando ele encontrar e seta novamente;
  • A primeira pergunta é só um aviso (de que ele vai criar um firmware do mal baseado no que você baixou e botar no seu desktop), clique em Yes;
  • Em segiuda ele pergunta se o seu iPhone ativa normalmente pelo iTunes, clique em No;
  • Ele vai trabalhar um pouco (hora de tomar um café);
  • Ele vai perguntar se o seu iPhone já foi pwnado antes. Responda que não (mesmo que já tenha).

Com isso ele deve gerar o firmware do mal no seu desktop (não confunda com o que você baixou, que está na pasta Downloads.) Mas não acabou, é preciso instalar isso no iPhone.

Parte II: Instalando o firmware do mal:

  • Colocar o iPhone no modo DFU (device firmware upgrade): se você acabou de executar os passos acima, clique na seta que o PwnageTool te ensina a fazer. Caso contrário (ou se não rolar), siga estes passos;
  • O iTunes vai detectar o telefone em modo de restauração e oferecer para dar o restore. Segure a tecla alt/option enquanto clica no botão restore (se não fizer isso ele vai baixar e instalar o firmware original, e adeus jailbreak/unlock) e selecione o firmware do mal (o que está no desktop, não confunda com o que você baixou na pasta Downloads).

Ele vai instalar o firmware novo (você vai ver o abacaxi no lugar da maçã). Após o demorado processo, o telefone deve iniciar normalmente e reconhecer a operadora – mas em estado de novo (sem os seus dados). Basta ir no iTunes e restaurar o backup (ele vai perguntar se é um iPhone novo ou se é o que você tinha backup antes) e pronto, você é um feliz usuário do OS 3.0.

Eu separei o procedimento em duas partes porque assim você pode atualizar os iPhones dos seus amigos (que não sejam 3G, já falei, p*** moleque mala) sem passar por esse processo todo: basta guardar o firmware alterado (todo o resto, inclusive o PwnageTool, é dispensável) e executar a Parte II.

UPDATE: Murphy strikes again: foi só eu ter todo esse trabalho pra atualizar e escrever o post que o iPhone Dev Team lançou o redsn0w, um software que permite alcançar o mesmo objetivo de uma forma bem mais simples, na linha do QuickPwn: você atualiza o firmware para o 3.0 pelo jeito oficial, roda o software e ele faz o patch direto no iPhone. Tem pra Windows e Mac, e embora ele não faça o unlock do 3G (vide acima), pelo menos faz o jailbreak (pra quem tem um 3G oficial, é perfeito). Eu não testei esse método, mas parece uma alternativa razoável (ainda mais para os apressadinhos que já sairam fazendo o update e ficaram sem telefone.)

Revista Galileu

18 de junho de 2009

Motivado pela participação do Fausto Salvadori, do blog Boteco Sujo, resolvi dar uma espiadela na versão reloaded da Revista Galileu. Eles essencialmente desencanaram da idéia de ser o “primo pobre, mas limpinho” da Superinteressante (disclaimer: não leio esta última há anos), e miraram mais alto: a fonte principal de inspiração é a Wired. Do layout à divisão, passando pela linha editorial, tudo lembra a revista que, entre altos e baixos, é uma dos mais interessantes subprodutos remanescentes da bolha da internet.

Costumo ter um pé atrás com esses lances de “versão nacional”, mas não é que deu certo? As matérias misturam bem temas globais com reportagens locais (a matéria de capa desta edição, sobre a skynet o Google, é um bom exemplo desse equilíbrio, misturando informações de fora e entrevistas com funcionários daqui), justificando os R$ 9,90 do preço de capa.

Um detalhe curioso é a presença tímida de anúncios – mesmo o tradicional “calhau” (anúncios da própria editora que são colocados quando não é possível vender um espaço) aparece muito pouco. Mas as poucas propagandas que aparecem são bonitinhas – será que eles esperam colocar apenas publicidade mais sofisticada, como ocorre com a Wired? Seria bem interessante, e não duvido que nas agências (particularmente as online) teria gente interessada em produzir coisas fora do normal (haja visto o sucesso de iniciativas como o Desencannes.)

(editado em 19/06, foi pro ar antes da hora :-P)

Os Movimentos e a USP

16 de junho de 2009

O episódio recente envolvendo o confronto entre policiais e estudantes/professores/funcionários da USP trouxe a público uma questão que se arrasta há anos dentro dos muros da Cidade Universitária: o movimento sindical pelos direitos dos funcionários e sua relação conturbada com o movimento estudantil e discente contra o sucateamento do ensino público.

O Prof. Túlio Vianna observa com a sensatez que lhe é tradicional o quão infeliz é a idéia de mandar a tropa de choque para dentro da universidade. O confronto era inevitável – eu diria que quase desejável, do ponto de vista da reitoria (isso, claro, se o feitiço não virar contra o feiticeiro). O Serra sai ganhando em qualquer caso, pois angaria simpatia com a direita conservadora sem perder nenhum voto que já não fosse dele mesmo.

O episódio violento e o dividendo eleitoral são razões mais do que suficientes para me deixar desapontado com os rumos que a situação tomou. Mas não são as únicas coisas que me desagradam nessa história toda. O assunto tem sido debatido em listas de discussão, redes sociais e outros lugares que nem sempre eram o foro mais apropriado, o que me levou a comentar sobre alguns destes pontos polêmicos:

Institucionalização da greve

Qualquer aluno ou professor pode confirmar que as greves são cíclicas. Elas têm a época pra iniciar, são interrompidas durante as férias e só a duração é que varia (de acordo com a repercussão). O resultado é que os alunos se veem privados de serviços fundamentais (como o refeitório e o ônibus circular), sem enxergar qualquer contrapartida (o que lhes seria compreensível para um evento esporádico, mas não em algo que acontece todos os anos.)

Isso tem vários efeitos negativos: os alunos que conseguem levar a atividade acadêmica sem depender destes serviços simplesmente ignoram as manifestações. Os restantes sofrem (e se tornam mais simpáticos a posições reacionárias). E quem poderia resolver as questões, isto é, a reitoria, mal toma conhecimento – até que a coisa sai de proporções, como no momento em que foi feito piquete impedindo a entrada na cidade universitária, e aí acontece o que aconteceu (insisto que a reitoria jamais deveria ter feito o que fez – mas o piquete deu a eles a desculpa furada de que precisavam.)

Relação entre movimento estudantil e sindical

Uma das coisas que mais me incomoda é justamente essa “frente única”. É verdade que salários e condições de trabalho justas para funcionários e professores são um elemento importante para a manutenção da qualidade de ensino. E também é razoável que os usuários do serviço manifestem um certo grau de simpatia em relação aos prestadores.

Mas nada disso convence que as greves periódicas – e a participação de grupos de alunos nelas – sejam benéficas no longo prazo para ambas as partes (em particular para os alunos). Além de misturar pautas que têm pouca relação umas com as outras (e muitas vezes méritos bem distintos), quase sempre os maiores prejudicados pelas atividades conjuntas são os alunos – e o resultado é claramente ilustrado pelos exemplos abaixo.

A “maioria” que apóia a greve

A participação em greves é decidida em assembléias, nas quais não há um quórum mínimo determinado (ou, quando há, sequer é de maioria). Nem sempre é viável para todos os alunos participar das mesmas – o que gera um mecanismo perverso: os alunos mais envolvidos com a atividade acadêmica (que são os mais propensos a se opor a estes movimentos) respondem pela maior parte da ausência e, por conta disso, as posições de uma minoria são “acatadas pela maioria” e colocadas em prática.

Todo mundo tem culpa nisso: desde a organização das assembléias (que não estipula quórum mínimo ou considera mecanismos alternativos – salvo eventuais assembléias feitas em faculdades, a assembléia geral é o instrumento comum) até os alunos que não participam. O resultado é que, embora não tenhamos um dado concreto sobre opiniões dos alunos (uma pesquisa de opinião isenta faria bem), fica a forte impressão de que a maioria esmagadora do corpo discente é contra as atividades, mas acaba sujeita a elas.

Estereótipos e bullying

É natural que num instituto de humanidades as pessoas se envolvam em maior número e expressividade do que, digamos, em um instituto de exatas, e é quase certo que alinhamentos políticos se correlacionem com a área de estudo em maior ou menor grau. Isso não se sobrepõe ao princípio acadêmico fundamental que é a liberdade de expressão, mas, infelizmente, a realidade que os alunos da USP vivem é que é muito difícil escapar aos estereótipos institucionais. Quem nunca ouviu piadas sobre a existência da matéria “Greve e Manifestação I” na FFLCH, ou que aluno da Poli só fica sabendo da greve quando a Veja chega na porta do apartamento na praia que atire a primeira pedra.

Tem vezes em que o cenário é até mais complicado. Na época da invasão/ocupação da reitoria presenciei uma situação peculiar: assembléias foram convocadas sucessivamente no Instituto de Matemática (IME) para definir a posição dos alunos. Tratava-se de uma manobra evidente por parte dos pró-invasão, já que a primeira assembléia foi massivamente contra a presença dos alunos no prédio, e, acima de tudo, contra a interrupção da atividade acadêmica que se sucedeu.

Até aí tudo bem – é um pouco tacanho querer vencer pelo cansaço, mas até um certo ponto faz parte do jogo. O que realmente me desapontou foi o jeito com que os estudantes mais tímidos eram tratados com desdém quando se manifestavam contra o assunto (comigo ninguém arriscava: eu lido com pseudo-dialética trotskista desde a época em que essa galera só gritava mesmo com o Bowser quando perdia uma vida.)

Não estou defendendo um estado de cortesia hipócrita como o que se vê muitas vezes no ambiente corporativo – o debate e o confronto de idéias é da natureza do meio acadêmico. Entretanto, este confronto deve ficar restrito ao terreno das idéias, o que nem sempre acontece nestas assembléias e plenárias. Essa atitude só coloca lenha na fogueira dos reacionários, que regojizam com tragédias como a do útlimo dia 9.

Confrontos internos

É ledo engano achar que a presença da PM é o único causador da violência relacionada ao movimento sindical na universidade. Não é preciso acreditar na minha palavra: esse tipo de confronto físico já foi registrado em vídeo pelo menos duas vezes. A primeira foi o Sintusp Wars, no qual alunos da Escola Politécnica debocham dos manifestantes (generalizando-os como “alunos da FFLCH”) e registram agressão de alunos da faculdade por integrantes do SINTUSP que estariam protestando no estacionamento da Poli (e que teriam alegado agressão anterior por parte de professor).

Deixando de lado o humor e a “reportagem” de qualidade e gosto questionáveis, há um registro inqeuívoco do confronto a partir do sétimo minuto. É importante observar que o protesto afetava apenas alunos e professores – que, até onde sei, pouco apitam sobre as questões trabalhistas da universidade. Além disso, posso estar enganado, mas o funcionário em questão parece ser exatamente Claudionor Brandão, líder sindicalista detido no confronto com a PM e ex-funcionário, cuja demissão (possivelmente política) por justa causa é assunto de reviravoltas jurídicas e segue em aberto, sendo um dos grandes pontos de conflito entre reitoria e manifestantes.

Se o confronto entre estudantes e sindicalistas já demonstra uma relação menos simbiótica do que parecer, é mais impressionante ainda (apesar da falta de som) a Cadeirada na Física, ocasião em que o Instituto de Física entrou em greve após assembléia bastante dividida. Os alunos empilharam carteiras em barricada, mas um professor insistia em dar sua aula, e começou a desempilhar as carteiras ao mesmo tempo em que alunos as recolocavam na pilha.

O professor, vendo que não teria sucesso, arremessa uma cadeira e sai, sendo que a reação dos alunos sugere fortemente a possibilidade de agressão ao professor – e eu nem sei por onde começar a comentar o quanto essa idéia vai contra tudo o que se acredita e se respeita no ambiente acadêmico.

Conclusão

O assunto é bastante complexo para ser resolvido com opiniões minimalistas do tipo “desce a porrada nos vagabundos” ou “abaixo a reitora subserviente aos interesses capitalistas”. Longe de defender o niilismo ou a alienação, convido à análise e à reflexão – lembrando que em todo conflito com algum histórico é fácil escolher um ponto no tempo e justificar todo o resto como reação justa àquela arbitrariedade. Israelenses e Palestinos fazem isso o tempo todo, e isso não ajuda a chegar num consenso. Não caia nesta armadilha. Pense.

Apenas o Fim

14 de junho de 2009

Achei bastante simpático Apenas o Fim, produção nacional da qual fiquei sabendo através do Nerdcast #163 – Profissão: Cineasta. O filme narra a última hora do relacionamento entre uma jovem ligeiramente despirocada e um rapaz com forte tendências nerd – uma combinação que, por não exagerar nos estereótipos, garante a identificação dos mais diversos públicos.

A produção – feita por alunos da PUC-RJ – teve os seus percalços (que você descobre ouvindo o podcast mencionado), mas nenhum deles causou impacto na qualidade. Ao contrário: a limitação imposta pela locação, por exemplo, exigiu um certo dinamismo dos diálogos, que não desanimam.

O único senão é que o filme não teve cópia em película, o que faz com que ele esteja disponível apenas em salas com projeção digital. Eu assisti no Espaço Cultural Unibanco da Augusta, e a projeção não decepcionou.