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Os Movimentos E a USP – Parte II

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Vários colegas observaram que os comentários que fiz sobre o movimento estudantil pró-greve na USP se pautam por um tom de imparcialidade que, para um ex-aluno que já ouviu tanta bobagem ser dita por integrantes deste movimento, peca pela inocência ou até pela insensatez. Eu mesmo tive essa impressão em vários momentos ao escrever o texto, mas ainda achava que era razoável colocar os argumentos expostos pelos dois lados e manter o benefício da dúvida naquilo que não fosse absolutamente factual.

No entanto, os acontecimentos da última sexta-feira colocam por terra qualquer chance que pudesse ser dada aos alunos pró-greve. Motivados pela oportuna pesquisa que comprova aquilo que já se pressentia, isto é, oposição da maioria dos alunos à greve, alguns alunos resolveram fazer uma manifestação pacífica (tão leve e descompromissada que até foi referenciada como flash mob no Twitter) de repúdio à paralisação. Infelizmente, foram recebidos com violência – não só pelo SINTUSP, mas pelos próprios colegas universitários que eram favoráveis à greve.

O ocorrido é inequívoco: há depoimentos no Orkut, vídeo no YouTube e até reportagem. Em todos os casos verifica-se o mesmo: o direito de manifestação pacífica sem repressão violenta que os pró-greve e sindicalistas tanto prezam foi por eles negado aos alunos contrários à greve.

Fosse apenas o sindicato reagindo dessa forma, eu já acharia uma barbárie, mas não estaria tão perplexo. Ter alunos agindo exatamente como a PM que tanto criticaram é triste. É sinal de que os pró-greve se prestam cada dia mais ao papel de que são acusados, isto é, de massa de manobra dos sindicalistas. É um comportamento burro, dogmático e inaceitável naqueles que estão se preparando para compor a tal “elite intelectual” do país. Lastimável, lastimável.

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