Bitchmaps

5 de fevereiro de 2010

Uma nova reportagem do Terra reacendeu o interesse geral no BitchMaps – um mashup que cruzava posts de um fórum sobre casas de tolerância com sistemas de geotagging e exibia o resultado no Google Maps, chamando a atenção da mídia (vide abaixo) pela aplicação original (e, diriam alguns, surreal) da tecnologia.

Para quem se interessa pela parte operacional da coisa, escrevi na época uma série de posts detalhando as técnicas utilizadas no mashup – vale lembrar que isso foi feito em 2008, e hoje devem existir outras bibliotecas e plugins mais avançados para fazer a mesma coisa no Ruby on Rails.

A escolha do fórum foi um misto de brincadeira e de experiência social. Não tenho nada contra a atividade proposta (para mim, recai na linha “se é consensual e não afeta ninguém de fora, que mal tem?”), mas não é exatamente a minha praia – razão pela qual passei o site adiante, não tendo hoje qualquer ligação com ele.

Os atuais proprietários (em seu pleno direito) optaram por simplificar o visual, removendo informações sobre o desenvolvimento e a repercussão na mídia. No entanto, eu achei essa mesma informação aqui e resolvi (re-)reproduzir só para preservar:


O bitchmaps é um experimento de geotagging/ mashup , motivado pela enorme quantidade de endereços físicos de acompanhantes/estabelecimentos nos fóruns do site GPGuia , que poderiam ser facilmente visualizados num mapa se fossem processados e disponibilizados no formato KML.

Os botões ver no mapa abrem os resultados no Google Maps, e os download abrem no Google Earth (ou outro programa compatível com KML que você tenha). Usuários do iPhone ainda podem digitar a URL da cidade (incluindo o “http://”) na caixa de busca do iPhone Maps.

Informações Técnicas

O sistema de captura foi desenvolvido usando Ruby On Rails, devido às facilidades oferecidas pela linguagem e pelo framework, tais como o Hpricot (usado para localizar os links no site) e o GeoKit (que faz a consulta nos sistemas de geotagging).

Os arquivos .kml de cada cidade são gerados com base nos resultados obtidos por estas ferramentas, e a versão compactada (.kmz) é servida no site (com um rewrite simples para encurtar as URLs).

Os endereços são identificados por uma expressão regular, considerando a cidade/estado referenciados pelo fórum. A eficácia depende da qualidade da formatação destes endereços no título do post. Algumas cidades não foram representadas por terem endereços pouco convencionais (ex.: Brasília), outras porque os posts raramente ou nunca apresentam endereços no título. A atualização tem periodicidade indefinida.

Avisos Importantes

Este site ou seus desenvolvedores não têm qualquer conexão com o GPGuia. ou com qualquer um dos softwares, aparelhos ou sites mencionados, tampouco com as empresas ou pessoas que os desenvolvem ou representam. O uso das informações é livre, respeitando restrições que as fontes eventualmente venham a impor. Não assumimos qualquer responsabilidade pela veracidade ou precisão das informações, tampouco corroboramos qualquer finalidade de uso das mesmas.

Salientamos que nosso objetivo não é desviar tráfego do GPGuia. Ao contrário: o mapa permite que os posts sejam alcançados de forma mais interativa (todos os pontos no mapa dão link para os posts que os originaram). O que queremos aqui é mostrar o potencial do geotagging para fazer a ponte entre os amplos recursos de mapeamnto existentes na rede e as mais diversas fontes de informação.

Créditos e Agradecimentos
A idéia inicial e a programação foram do Chester – com uma grande ajuda do Andre Cardozo, que deu o caminho das pedras das bibliotecas. O Felippo criou o logo/visual e a Dani Valentin fez a página. O Roudi bolou o nome (e uma tonelada de idéias para o futuro), e mais um monte de gente ajudou com sugestões, testes e conselhos.

Repercussão
Folha de São Paulo · Folha Online · O Globo Online · Terra · UOL Tecnologia (GigaBlog)

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2 Comentários em Bitchmaps
  1. [...] de música do Girl Talk e os exemplos iam de sites comerciais como o BuscaPé até o polêmico BitchMaps e o surreal [...]

  2. [...] nos últimos tempos. Eu, que andava um pouco afastado da tecnologia (que foi crucial para subir o BitchMaps quase que da noite para o dia), curti muito a abordagem. Houve um espaço para [...]

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