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Google Developer Day 2010

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GDD2010-logoA maratona de eventos do mês foi concluída com a edição deste ano do Google Developer Day em São Paulo. É um evento bastante concorrido (afinal, é gratuito, bom e ligado ao Google), o que deve tornar a escolha dos participantes um desafio interessante – mesmo para aqueles cuja missão já é meio que organizar/classificar o universo…

Esse ano o processo de inscrição incluiu uma provinha que gerou bastante “mimimi” nas listas e redes sociais: uns questionaram a eficácia de um teste tão básico (e para esses recomendo ler sobre FizzBuzz e programadores que não programam), outros se sentiram injustiçados com a eventual não-convocação. O fato e que ela ajudou: qualquer pessoa que você encontrasse lá esse ano era, em maior ou menor grau, apaixonada por código. Não era bem assim em anos anteriores, e isso fez diferença no café/happy hour. Sabem como é: developers, developers, developers!

A organização também melhorou em todos os aspectos: da alimentação (que já era boa) aos os brindes (incluindo uma camiseta bem bacana) e internet, tudo pareceu funcionar melhor. Tinha mais gente que nos outros anos, e o pessoal xingou muito no twitter esse aspecto. Pessoalmente, achei que acomodaram bem – e que o GDD escala.

O conteúdo era, como se esperava, um grande showcase de tecnologias Google. Como recém-convertido a Android (e vindo do ADL Bootcamp), fiquei empolgado com a ênfase dada à plataforma – que não sucumbiu à miopia das operadoras, como eu temia no meu primeiro contato, em 2007. De qualquer forma, com três palestras simultâneas divididas em quatro trilhas (Android, Cloud, APIs e Chrome/HTML5), era difícil achar um horário em que nada interessasse (só deixei de ver dois blocos, para fins de socialização e uma merecida soneca nos pufes).

As palestras eram mais abrangentes que profundas (ao menos as que eu vi) – o que, para autodidatas, é um fantástico “mapa da mina” sobre o que explorar no universo de tecnologias que o Google disponibiliza. Em particular gostei de ver novamente o p@ falando sobre AppEngine e outros tópicos, e o Ryan Boyd destrinchando OAuth e OpenID. O que deu menos certo, a meu ver, foi a participação de empresas que usam as APIs do Google: a intenção de levar “gente que faz” para mostrar seus cases foi boa, mas rolou desde constrangimento de ex-funcionário até palestra tomada pelo “jabá”.

Mas essas coisas acontecem, e nem de longe tiram o brilho do evento. Pelo contrário, esse mesmo espírito de abertura conduziu ao fechamento do evento com apresentação dos GTUGs (Google Technology User Groups) do Brasil (onde o Paulo Fernandes do SP-GTUG sorteou vários brindes) e ao happy hour, no qual Googlers e civis papearam bastante. Em resumo, o casamento entre tecnologia e fator humano tornou o evento um sucesso, que espero ver novamente em 2011.

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