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Campus Party Brasil 2011 (#cpbr4)

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Woz no cpbr4Esse ano eu passei menos tempo no Campus Party do que gostaria. Do pouco que vi, as coisas boas permanecem: você interage com muita gente (velhos conhecidos e sangue novo), aprende e ensina a toda hora, e – importante – se diverte um bocado. Algumas das ruins melhoraram, tais como a (quase) total erradicação das cornetas e vuvuzelas, que atrapalhavam as palestras acrescentando pouco ou nada ao evento.

Mas o principal problema do Centro Imigrantes permanece: o calor INFERNAL. Talvez seja o fato de estar ficando mais velho e reclamão a cada ano, mas simplesmente não vejo mais como ficar mais do que algumas horas em um lugar tão quente. O que seria necessário para dotar o ambiente de ar condicionado ou ventilação decente? Ou ainda: por que não fazer o Campus Party em Julho? Qualquer coisa vale, o que não rola é ficar suando em bicas.

A minha ida esse ano teve a ver com o pessoal da Vivo, que colocou bastante energia na melhoria e divulgação de sua plataforma de aplicativos. Com diferenciais como o suporte a vários sistemas (incluindo a “maioria silenciosa” dos celualres J2ME) e a monetização adicional baseada no envio/recebimento de SMS, eles lançaram um concurso com prêmio polpudo (R$ 15K + passagem pro Camps Party EUA) e anunciaram a união de forças com a BlueVia, aumentando o alcance potencial dos aplicativos para vários outros países.

Claro que com toda essa fanfarra eles não poderiam deixar de convidar pessoas para falar sobre desenvolvimento mobile, e eu fui uma delas. Com tanta gente abordando os aspectos técnicos e comerciais, optei por uma abordagem pragmática, e falei sobre as armadilhas que fazem com que nem sempre a gente consiga sair de uma idéia e chegar em um produto, mesmo tendo o lado técnico e o modelo de licenciamento/distribuição bem resolvidos. O pessoal gostou, e os slides estão aqui – se eu achar o vídeo, atualizo o post!

Não é possível deixar de mencionar a presença do Steve Wozniak, que literalmente parou o evento. Para mim teve um sabor especial, já que passei boa parte da infância e pré-adolescência desvendando os segredos do Apple ][ (e até hoje descubro coisas novas). Certa vez um amigo descreveu a emoção de ter visto a Mona Lisa pessoalmente – e acho que só compreendi o que ele dizia quando eu vi o Woz falando. No final formou-se uma fila para pegar autógrafo e fotografia dele, mas o calor e e a própria mensagem dele me fizeram declarar missão cumprida, guardar com carinho o passado e ir cuidar do futuro.

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