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Sony Ericsson Xperia X10 Mini Pro – Avaliação

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Passei dois anos com um iPhone, e uma das coisas que me incomodava era digitar nele. Fato: o melhor teclado virtual do universo é pior que o teclado físico mais vagabundo. Eu escrevo muito (basta me seguir no Twitter para conferir) e quem produz conteúdo “na estrada” precisa de teclas de verdade. É o motivo pelo qual eu não trocaria meu netbook por um tablet – e que me fez desencanar de um iPhone 4 quando o 2G se foi.

Juntando a isso o fato de já estar de olho no Android há pelo menos três anos, comecei a procurar aparelhos com este sistema cujo preço não superasse os três dígitos. Também era importante contornar outras limitações do iPhone: a falta do flash na câmera e o formato/tamanho. A busca terminou no Sony Ericsson Xperia X10 Mini Pro.

Desmontando o nome gigante: Xperia é a linha de smartphones high-end da Sony Ericsson, X10 foi o primeiro baseado em Android, Mini é a versão reduzida (com algumas características diferentes) e o Pro o Mini que ganhou o teclado retrátil.

O tão desejado teclado físico não decepciona: a Sony abriu mão das teclas numéricas superiores (que só fazem falta em ocasiões raras) em favor de um tamanho viável para digitar com os polegares – o resultado é bom se você tiver as duas mãos disponíveis e dedos não muito grandes. Também conta a favor o flash, aliado à câmera de 5 megapixel – um pouco sensível demais à vibração, mas no geral boa.

A autonomia da bateria depende do uso. O meu caso é bem intensivo: vou para o trabalho ouvindo podcasts, assistindo seriados (dica: converta os arquivos usando o HandBrake com o preset “iPod” – a resolução QVGA é a mesma, e o formato resultante é suportado nativamente), uso o Twitter (geralmente com o Seesmic e agora experimentando o twicca – a app oficial não me caiu bem), faço checkins e reviews no Apontador Local e jogo bastante. No geral, uma carga por dia é suficiente para tudo isso, mas eventualmente alguma app menos comportada fica em background detonando a bateria. Entra em cena o Advanced Task Killer, que com um toque mata o que quer que esteja rodando em segundo plano.

Jogos, aliás, são o aspecto em que o iOS ainda dá mesa, mas os mais populares (ex.: Angry Birds) começam a surgir no Android. Os puzzles são numerosos (atualmente me divirto com o Andoku e o Bubble Blast) e uma área de destaque são os emuladores, praticamente impossíveis no iOS devido às políticas draconianas. Me divirto com jogos de Atari no Ataroid, de Spectrum no Marvin e ZX81 no Zed Ex – este último do brasileiro Claudio Matsuoka. E muito em breve vai ter miniTruco pra ele também!*

Um dos pontos negativos são as customizações desnecessárias no Android e as demos de software não-removíveis. As primeiras a gente troca (por exemplo, troquei o lançador de apps pelo HelixLauncher), e com o resto o jeito é conviver. Mas o ponto que realmente complica é a política da Sony Ericsson com updates: eles demoraram uma vida para disponibilizar o Android 2.1 (só pintou no final do ano passado), e anunciaram de forma deselegante (e mal-justificada) que não vão mais fazer updates nos Xperia.

Com essa atitude eles deixam na mão quem acreditou neles, coincidentemente no exato momento em que estão lançando uma nova linha de smartphones Android. Não fosse isso, eu recomendaria a compra sem reservas – é um ótimo aparelho – mas enquanto não rolar um firmware alternativo, eu volto ao boicote anti-Sony iniciado por conta dos rootkits e formatos incompatíveis.

  • (ok, já tem uma versão beta, mas ainda está um pouco instável – quando estiver apresentável, faço um post só sobre ela)

UPDATE: Saiu um firmware alternativo baseado no Android 2.2 (Froyo), e ele realmente dá vida nova ao celular (e mostra como o software da Sony Ericsson é horrível). Escrevi as minhas impressões sobre ele.

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