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Michael Jackson: The Experience – Kinect (XBox 360)

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O Dance Central foi o motivo pelo qual eu comprei o Kinect (e o XBox 360). É um jogo divertido, mas peca em pequenos aspectos – sem dúvida por conta do pioneirismo. Esses pecadilhos ficaram evidentes no último fim-de-semana, quando comprei o Michael Jackson: The Experience. O jogo vai na mesma linha do DC, mas (claro) com músicas do MJ, e uma interface muito mais bem acabada. Diferença notável: no Dance Central, os dançarinos virtuais ocupam toda a tela, mostrando sua silhueta como um detalhe num canto. Neste jogo, você (ou: sua versão translúcida e purpurinada) é o centro das atenções.

eu no Michael Jackson: The Experience (ou o que minha câmera pegou no timer)

O jogo abre com três opções. A primeira é a MJ School, um conjunto de vídeos onde dançarinos de carne e osso ensinam a dançar um variado conjunto de passos do Michael Jackson. Não é o treinamento do jogo, e sim uma vídeo-aula de dança, totalmente à parte. É bacana, mas o mais produtivo é ir direto à opção Solo, escolher uma música (Beat It é uma boa para começar) e, ali, quebrar o gelo no Practice, recorrendo aos vídeos para os passos mais complicados.

É importante frisar: o modo praticar é muito mais bem acabado que o do Dance Central. Ele permite escolher livremente qual parte treinar, repetir quantas vezes quiser e ir passando para a próxima, pular direto para qualquer outra, enfim, fazer como bem entender. Outro lance vantajoso é ver a si próprio, no mesmo tamanho do dançarino virtual. Parece bobagem, mas isso ajuda muito na identificação dos erros. Outro diferencial: ele ensaia dois ou três passos de uma vez só, o que intimida no começo, mas é mais parecido com o aprendizado real de dança.

Para o jogo em si, você tem a opção entre simplesmente dançar a música ou fazer a “performance”, isto é, dançar e cantar alternadamente. Esta última opção permite usar o microfone do Kinect, mas o melhor resultado é com um microfone dedicado, de preferência sem fio. Novamente a atenção aos detalhes é diferencial: os LEDs coloridos do microfone da Microsoft (normalmente usados apenas para saber se ele sincronizou corretamente com o videogame) passam a fazer parte do show. No geral eu uso muito mais o modo Dance que o Performance, mas cantar de vez em quando ajuda a recuperar o fôlego.

A maior desvantagem para os dançarinos amadores (como eu) é que os passos não têm um nome mnemônico como no Dance Central (embora vários dos vídeos da MJ School dêem nome aos bois). Mas isso (e a ênfase no seu avatar) faz com que você se desprenda dos cartões e olhe mais para os dançarinos na tela, seguindo a música com mais naturalidade. O sistema de “estapear” os menus do Dance Central também faz falta, já que o jogo usa o esquema mais comum do Kinect (coloque-a-mão-e-aguarde), mas não é nada terrível.

Quando o Dance Central 2 sair, vai ter uma vantagem matadora: a possibilidade de duas pessoas dançarem ao mesmo tempo. Mas até lá, o melhor caminho para se divertir com dança no Kinect é o moonwalk com o Rei do Pop!

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