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Chester Em Hollywood (E No Set Do the Big Bang Theory)

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Chester no lugar do SheldonNão sei bem como introduzir o assunto, então vou direto ao ponto: ganhei um concurso do Warner Channel, que levou eu e a Bani até Hollywood para, entre outras coisas, assistir à gravação do The Big Bang Theory. E o melhor: pudemos tirar várias fotos, bater na porta da Penny e até sentar no sagrado lugar do Sheldon!

O concurso pedia para responder à pergunta: “Por que você acha que a série The Big Bang Theory merece ganhar um Emmy?”, e eu não lembro das palavras exatas da minha resposta – mas foi na linha de “porque ainda não inventaram um Prêmio Nobel de Comédia”. Além da frase, era preciso responder a um questionário nada trivial sobre o Emmy, mas com esmero e a ajuda do IMDB, eu e a Bani concluimos a tarefa e esquecemos o assunto.

O aviso da vitória veio em um momento crítico: eu entraria em cirurgia no dia seguinte – nada muito sério, mas o passeio dependia de um OK do médico, e este de uma recuperação sem complicações. Ambos vieram e zarpamos para a cidade das estrelas.

Hollywood, Beverly Hills, etc.

Bani e a marca do Leonard NimoyFicamos hospedados no Reinassance Hollywood, que além de confortável é bem localizado: fica no mesmo complexo que o Kodak Theatre – o lugar onde é feita a entrega do Oscar. A Bani aproveitou e comprou ingressos antecipadamente para o Iris, o recém-inaugurado espetáculo do Cirque du Soleil cuja temática é justamente o cinema. Estava uma bela bagunça na Hollywood Boulevard por conta da estréia, mas isso não impediu a gente de encontrar um protesto do Anonymous.

A visita a Hollywood pedia um tour em Beverly Hills para ver as mansões dos famosos (por menor que seja minha identificação com esse mundo), além de inúmeras locações de filmes e pontos relacionados a cinema e televisão. Juntado isso com uma passeadinha pela calçada da fama (que era bem próxima), deu para preencher bem o “lado Hollywood” da visita. Só lamento ter trocado uma visita ao Madame Toussauds (museu de cera) por uma ao Acredite Se Quiser, que se revelou bem fraquinho.

Como eu estava em pós-operatório, limitamos os passeios a pé a uma tarde no downtown. Começou muito bem no Little Japan, onde comemos e compramos, mas ficou desagradável no Toy District. O nome e os guias sugeriam uma espécie de Fao Schwartz a céu aberto, mas a vizinhança se revelou qualquer coisa entre uma 25 de Março e a Boca do Lixo paulistanas. Sério.

Chester dando uma de descoladoRecuperamos o entusiasmo no Universal Studios CityWalk, que conta com excelentes opções de compras, balada e comida. Jantaríamos fácil ali, mas a falta de supervisão adulta inviabilizou o plano em algum ponto entre a loja especializada em pipoca e o frozen yogurt da Hello Kitty. É um passeio de fácil acesso – basta pegar o shuttle gratuito em frente ao metrô (sim, a cidade das estrelas tem transporte público).

E por falar em comida, a limitação de mobilidade foi compensada pela proximidade de boas opções a preços quase que baratos (comparando com bons restaurantes paulistanos, por exemplo) como o restaurante da revista Rolling Stone e o The Grill (dica: Fish and Chips).

Gravação do TBBT

O último dia abriu com pompa e circusntância: nós e os outros ganhadores fomos levados de limusine até os estúdios da Warner, onde fizemos o passeio que mostra coisas como a caixa d’água onde os Animaniacs moram, a casa da Lorelai Gilmore, um General Lee e uma infinidade de outros artefatos que até então pertenciam ao reino da ficção. Um dos depósitos tinha a mobília do Central Perk guardada, e a gente conseguiu uma foto no sofá da abertura do Friends.

Mas o melhor ainda estaria por vir: no final do dia fomos assistir à gravação do TBBT. As gravações geralmente são à noite para que os atores possam memorizar falas durante o dia, e a presença da platéia tem duas funções: gravar as risadas e dar aos atores a oportunidade de sentir o timing das piadas. Naquela noite eles gravaram um episódio inteiro (exceto por uma cena externa) e ainda deu tempo de assistir ao vídeo do episódio anterior – possivelmente para gravar risos adicionais.

Penny! Knock knock knock! Penny...Eles gravam tudo na ordem da história, e não é picadinho: a tentativa no geral é fazer a cena toda de cada locação de uma vez só. Para isso usam quatro câmeras, sendo pelo menos uma móvel, e quando erravam (a Kaley Cuoco engasgou uma hora, tadinha) voltavam um pouquinho, com raros cortes do diretor. Tudo é filmado pelo menos duas vezes (com ajustes e improvisos eventuais de uma para outra), e a gente dava risada em ambas – porque ao vivo é ainda mais engraçado.

Após a gravação o público se engalfinhou para conseguir autógrafos de um elenco visivelmente cansado. Nem encanamos, até porque o que viria em seguida seria bem mais legal: apesar da proibição de fotografia nos estúdios, como convidados nós pudemos fotografar o cenário à vontade.

Os atores já tinham ido embora, mas conseguimos foto com o físico do seriado: o Prof. David Saltzberg, PhD em Física e consultor que cuida da qualidade científica das piadas e até faz as fórmulas nas lousas! Ele mantém um blog muito bacana, que entra nos detalhes da ciência por trás de cada episódio da série.

No final foi uma experiência ímpar, e só posso deixar meus sinceros agradecimentos ao pessoal da Warner que nos premiou e acompanhou. Sentar no lugar do Sheldon definitivamente não tem preço, e lembre-se: quando assistir ao quinto e sexto sétimo episódios da quinta temporada, você estará ouvindo, entre outras, as nossas risadas!

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