chester's blog

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tilewriter – desenhando ladrilhos em JavaScript

20 Jun 2010 | Comments

Eu fiquei vidrado no layout de “ladrinhos” do logotipo do site do RHoK, que lembra os micros de 8 bits sem deixar de ser moderno, e pensei “taí, vou roubar me inspirar criar um trabalho artístico derivativo para o próximo update visual do meu blog”.

O chato é que não apenas sou um zero à esquerda em GIMP/PhotoShop, mas também queria algo que pesasse menos no carregamento. Solução: programar.

O canvas do HTML5 viria a calhar, mas o suporte dos browsers ainda está longe do ideal. Resolvi, então, criar uma biblioteca minimalista para fazer desenhos nesse estilo usando elementos de HTML.

Urban Fact (Fato Urbano) / RHoK #1 SP

07 Jun 2010 | Comments

O Random Hacks of Kindness (RHoK) reuniu programadores em vários locais do mundo simultaneamente ao longo do último fim-de-semana, com o objetivo de desenvolver ferramentas que possam ajudar a lidar com os desafios gerados pelo risco de desastres naturais.

O esforço foi patrocinado e liderado por gente do Google, Yahoo!, Microsoft, NASA e do Banco Mundial, e eu não só tive a oportunidade de participar da primeira edição de São Paulo, que aconteceu aqui na Fundação Getúlio Vargas (FGV), mas também tive a alegria de ter o projeto do meu grupo, o Urban Fact, premiado com o segundo lugar.

cruzalinhas

04 Jun 2010 | Comments

O site da SPTrans oferece várias informações sobre as linhas de ônibus, trem e metrô que operam na cidade de São Paulo. A navegação, entretanto, deixa um pouco a desejar – razão que leva as pessoas a alternativas como o Tô a Pé e o eficiente sistema de rotas do Google Maps.

Este último resolve bem a minha vida, mas às vezes tudo o que eu quero é saber quais ônibus passam por um determinado local. Ou ainda: quais, dentre eles, passam por um segundo local, e quais passam entre este e um terceiro, i.e., quais minhas opções para ir do ponto A ao ponto B, e dele ao ponto C, e por aí em diante.

Misturando essa demanda com um desejo de colocar as informações de itinerário do transporte público de São Paulo nas mãos da população, desenvolvi o cruzalinhas. A aplicação ainda precisa de muitas melhorias (eu diria que é “beta”, mas o que não é?) mas já permite responder às perguntas acima.

Como de costume, o código-fonte é livre (licença MIT), e esse post vai falar um pouco sobre o funcionamento do mesmo.

cruzalinhas

The 99

15 May 2010 | Comments

The 99: OriginsOs webcomics ainda são o melhor lugar para buscar inovação em quadrinhos, por conta da ausência de editores/intermediários e da disponibilidade. Mas de vez em quando os quadrinhos tradicionais revelam surpresas agradáveis como The 99 – ou The Ninety-Nine *para alguns, e *al-tisa’a wa tisaun‎ para outros.

Produzido por uma editora do Kuwait, o gibi é co-escrito pelo seu idealizador, o médico humanista Dr. Naif A. Al-Mutawa e pelo americano Stuart Moore. Esta combinação (aliada ao trabalho visual de vários artistas populares dos comics Marvel/DC) dá ao quadrinho o tom multi-cultural que o diferencia.

A história não é radicalmente original: uma tentativa de evitar a destruição de uma biblioteca em Bagdá (nos moldes da Biblioteca de Alexandria, só que na Idade Média) por um ataque bárbaro transforma o conhecimento ali contido em 99 artefatos místicos, que se perdem durante a guerra. Na nossa época, o Dr. Ramzi dirige uma operação humanitária da UNESCO em zonas de guerra, enquanto busca estas relíquias, na esperança de que o conhecimento ali contido possa trazer a paz ao mundo atual.

Os artefatos começam a ser localizados por pessoas comuns, que descobrem que o conhecimento contido neles transformou-se em fonte de poderes especiais, levando o Dr. Ramzi a ajudá-los a controlar este poder e ajudá-lo em sua missão pacifista. Claro, ele não é o único com uma agenda, e a partir disso a história se desenrola.

Pode parecer, à primeira vista, uma versão islâmica dos X-Men. Mas o blend (ao menos nas três edições que li) é mais interessante que isso: mesmo sem o (justificado) rancor contra a autoridade islâmica de um Persépolis, ele tem em comum com a autobiografia de Satrapi a apresentação de valores humanistas e pacifistas nos quais uma parcela significativa do mundo árabe/islâmico acredita, mas que são mascarados por regimes retrógrados e violadores dos direitos humanos fundamentais.

Tudo isso vem embalado num quadrinho divertido que, nos moldes de suas contrapartes ocidentais, vai virar desenho animado em breve. Ele também já conta com um parque temático, e não vou me espantar se virar filme, na esteira dos blockbusters da Marvel dos últimos anos. A história tem todos os ingredientes necessários, só é preciso encontrar uma produtora com os culhões que faltaram ao Comedy Central – que, à revelia dos autores, censurou episódios de South Park por conta de referências a Maomé.

Mas a inovação não pára por aí: como a edição em papel tem alcance limitado, o mesmo site que disponibiliza a edição “Origins” gratuitamente para download, permite comprar qualquer uma das edições pela bagatela de US$ 1.99. Isso mesmo: por míseros R$ 3,55 você pode ler uma edição completa no seu computador, sem sair de casa. O pagamento é via PayPal, ou seja, 100% seguro – se você já tem PayPal, é clicar, autenticar, comprar e baixar. E o melhor de tudo: é um arquivo .PDF sem qualquer tipo de DRM. O gibi é seu, exatamente como os de papel.

Já comprei os dois primeiros e pretendo continuar lendo (cadê o genérico do iPad, hein?) – e acho que nesse aspecto da venda online as editoras americanas é que deviam se inspirar nos caras…

Entenda Lost

27 Apr 2010 | Comments

Em uma lista de e-mail o @lucasfontes resumiu bem (e me autorizou a publicar) tudo o que você precisa saber sobre essa série:

Primeira temporada: Assim.. um aviao caiu numa ilha…. e uh… essa ilha tem umas pessoas… e uh…. essas pessoas vao tentar atacar os caras do aviao. nota da producao: JURAMOS q as pessoas nao estao mortas, vcs vao adorar essa serie!

Segunda temporada: Uh… as pessoas da ilha sao malvadas e andam descalco.. eles tem um lider q nunca aparece nota da producao: a trama esta apenas comecando, teremos 15 temporadas, action figures e canecas de cafe

Terceira temporada: Uh…. agora as pessoas da ilha nao tem computador, internet e satelite….. e o lider na verdade nem existe.. eh tudo invencao.. Mataram o Santoro com apenas 2 falas em 3 temporadas… nota da producao: eles nao estao mortos…tudo sera explicado, no seu tempo.

Quarta temporada: Tem um cara q consegue sair e voltar da ilha… acho q precisamos trazer aquele lider de volta hein? nota da producao: precisamos comecar matar os personagens caros ( tipo o Michael ), CGI esta mais barato q filmar em Ibiza

Quinta temporada: Vamo leva todo mundo pra fora da ilha, dar um final feliz, e rezar pra NBC cancelar a gente pra nao precisarmos explicar a farofa q fizemos nas temporadas anteriores nota da producao: precisamos dar um tempo…. ( entre quinta e sexta, teve quase 1 ano de espera )

Sexta temporada: Fodeu galere… vamos ter q explicar tudo! O lider existe, vamo mata ele, colocar um outro malvadao na historia. E agora a grande sacada do show……. eles estao mortos. nota da producao: se o final nao colar, a gente ainda consegue fazer um dvd com uns extras e tal….. AH, e ainda temos algumas daquelas canecas pra vender!

A Arte de Entrevistar Bem (Thaís Oyama)

21 Apr 2010 | Comments

A Arte de Entrevistar BemPode parecer estranho, mas algumas das minhas leituras mais agradáveis (e reveladoras) foram não-ficção fora da minha “zona de conforto” profissional e pessoal. É o caso de A Arte de Entrevistar Bem, um livro que busca orientar estudantes e profissionais nessa complicada tarefa de transformar conversas em jornalismo.

A autora já demonstra sua tarimba ao tornar o texto objetivo o bastante a ponto de não-jornalistas (como eu) acompanhem com facilidade. Para quem já foi entrevistado algumas vezes, vários momentos que me soavam como dissimulação e até ignorância revelaram-se, após a leitura do livro, técnicas sutis e apuradas para obter um material maior e melhor, muitas vezes até contra a vontade do entrevistado.

E ainda que nada disso interesse ao leitor (duvido), só os “causos” relatados por grandes nomes oriundos de veículos como CBN, Veja, O Globo e The New York Times divertem bastante. Se você quer dar um “break” nas leituras da sua área, dê uma folheada e considere. Para jornalistas eu realmente não sei se é bom ou não – mas é parte do ofício deles apurar, né?

Chester em NY

13 Apr 2010 | Comments

No fim do ano passado fiz uma viagem curta para o Canadá a trabalho – e por conta das escalas de vôo, decidi passar o final-de-semana em Nova Iorque. Sei que já faz um tempinho, e também admito que é uma viagem “normal” (comparando com as que já bloguei) – mas é um lugar que eu queria conhecer há tempos. Seguem, portanto, as fotos e as minhas impressões:

HOWTO: Python 2.6.5 + Django (via Passenger WSGI) at DreamHost

08 Apr 2010 | Comments

djangoDreamhost is a pretty decent provider for people with lots of small websites. I didn’t expect them to have, say, Python 3 (although I’d love to), but I was surprised to find their official support is just for 2.4!

There are instructions for custom builds, but they are not much supportive (“If you are positive that you need to install Python, reconsider”), and a few unofficial ones. Here are the steps I used – try them at your own risk, since I can’t give any guarantees other than the fact that they worked for me (hint: create a new subdomain with its own user and try that there first.)

(These instructions might also work for Python 3.0 – just replace the version numbers accordingly. I did not test that (yet), but if you do, please let me know.)

Yahoo! Open Hack Day Brazil 2010

25 Mar 2010 | Comments

Essa mochila foi um dos prêmios dos vencedores. Clique para outras fotos do evento.Conforme prometido no post anterior, eis minhas impressões sobre o Yahoo! Open Hack Day Brazil 2010. O evento já foi tão comentado que corro o sério risco de chover no molhado, mas eu não poderia deixar passar em branco.

A organização foi irrepreensível – tínhamos tudo o que era preciso para um fim-de-semana fantástico: espaço, alimentação, transporte, conectividade e o apoio constante de yahoos daqui e de fora para aproveitar muito bem e pirar na criação dos hacks.

Os participantes também se ajudavam bastante: o IRC ajudava a trocar informações técnicas (através do canal #brhackday do freenode), e era muito comum um ir narigar a bancada do outro, fosse para pedir ou oferecer ajuda, dar palpites ou mesmo para mostrar o que tinha feito.

Eu e a Bani tivemos uma alegria extra: o nosso hack (SlideMeme) foi premiado na categoria “Melhor Hack com o Meme” – um prêmio realmente inesperado, dado que a categoria contava com concorrentes de peso – eu fiquei particularmente impressionado com o Meme On Facebook, que, a exemplo do Twitter Meme, integra duas redes de forma 100% transparente.

O grande (e merecido) premiado do júri e do público foi o F1 Results, que mistura dados de corridas de Fórmula 1 com uma evolução (devidamente mencionada) do layout do Wii Love Mario Kart, no melhor espírito hacker. Também é importante destacar a quantidade e qualidade de hacks que ajudam a tornar mais acessíveis as informações públicas/governamentais, nos quais o aspecto lúdico dá lugar ao social. O Pedro Valente fez um bom apanhado desses brinquedos sérios.

A única coisa que me entristeceu um pouco (e que eu não podia deixar de comentar) foi o formato de apresentação do japeguei.com.br. O que poderia ter sido uma maneira bem-humorada de mostrar uma ferramenta bastante interessante de obtenção de dados em redes pessoais foi mote de uma infeliz associação entre nerds e stalkers.

Tenho certeza que a intenção do grupo foi das melhores, mas assumir que a timidez característica dos nerds justifica essa forma de sociopatia (mais ainda: de contravenção penal) cruzou a fronteira. Posto isso, a aplicação ilustra bem as possibilidades de cruzamento que o back-end do Yahoo! oferece, e a idéia de classificar as “pegadas” é, de fato, engraçada (dando margem a agregar conceitos como ranking, reputação e tantos outros que permeiam as redes sociais.)

Outro ponto enriquecedor foram as palestras – independente do seu nível de conhecimento das plataformas, sempre tinha algo relevante para a criação do hack. E não era aquela coisa ultra-comercial característica desse tipo de evento. Parafraseando Kennedy, a pergunta não era “o que o Yahoo! pode fazer por você?”, e sim “o que você pode fazer pelo mundo, usando as ferramentas do Yahoo?”.

Enfim, me junto ao coro dos que consideraram o evento sensacional, muito acima de qualquer expectativa. Aguardo os próximos ansiosamente!