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Janela de Johari Interativa

27 Aug 2009 | Comments

A Janela de Johari. Os adjetivos são dispostos nos quadrados conforme o avaliado ou seus pares vão escolhendo

A Johari Window é um instrumento de auto-avaliação interessante: ao contrário de testes como o MBTI, que tentam categorizar/quantificar traços de personalidade, este foca em mensurar a percepção que a pessoa tem destas características, comparando-a com a percepção de terceiros.

Uma das razões para a sua popularidade é a facilidade de aplicação: o avaliado escolhe cinco ou seis adjetivos (de uma grade fixa de 55) que ele julga melhor descrevê-lo, e em seguida as pessoas que o conhecem (pares) fazem o mesmo (i.e., escolhem adjetivos que descrevem o avaliado). Os adjetivos (ou traços de personalidade) são então divididos em quatro grupos:

  • Arena (traços que o avaliado conhece e seus pares também);
  • Fachada (traços que só o avaliado acha que tem);
  • Ponto Cego (traços que o avaliado desconhece, mas seus pares identificam);
  • Desconhecido (adjetivos não utilizados).

Para incentivar a sinceridade (afinal, os pares são tipicamente amigos/colegas/familiares), todos os adjetivos são positivos, evitando que alguém “pegue leve” para não magoar o avaliado.

O mais legal é que o Interactive Johari Window permite fazer essa avaliação online, sem muita burocracia: você escolhe as palavras e um username e recebe o link para divulgar para quem vai te avaliar. É muito prático e dá uma medida razoável (ainda que superficial) de como a pessoa é vista por sua rede de relacionamentos.

Se você me conhece, e pode gastar 15 segundos me avaliando, eu agradeço. Basta clicar aqui.

Ah, se estiver preparado para ouvir coisas ruins, o autor também disponibiliza o Interactive Nohari Window, que é a mesma coisa, só que com adjetivos negativos no lugar dos positivos. Claro que eu também fiz a minha – não furtaria aos meus amigos e inimigos a chance de descer o porrete, e periga eu aprender mais com essa do que na versão “do bem”.

Chester na Europa (parte 1 de 3): Dresden

25 Aug 2009 | Comments

Novamente o trabalho me levou a visitar um país exótico, e dessa vez foi a República Tcheca. Nunca estive na Europa antes, então aproveitei a oportunidade para mochilar um pouco por ali e pela Alemanha. Ao todo visitei três cidades (Praga, Dresden e Berlim), com uma breve passagem por uma quarta (Potsdam).

O Leo – que fez parte da viagem comigo e ainda está na estrada – mantém um blog de viagem que inclui os lugares que visitamos juntos (Praga, Berlim e Potdsam). Eu me limitei ao tradicional álbum de fotos no Flickr e a comentar um pouco sobre cada cidade neste e nos próximos posts, começando por Dresden.

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Os guias não a chamam de “a Florença do Elba” (ou, como ouvi por lá “a Viena da Alemanha”) a toa. Seu status de centro cultural e artístico se refletiu ao longo dos tempos na arquitetura – tão própria que os caras reconstruiram tudo exatamente como era antes, depois do que foi possivelmente o ataque mais sem-noção executado pelos aliados na Segunda Guerra.

O A&O (hostel onde eu fiquei) tem três coisas bem bacanas: banheiro/chuveiro dentro do quarto, um café da manhã honesto e boa localização. Dá para ir a pé da estação de trem até lá com a mala (importante para quem chega na cidade de trem), e de lá até o centro histórico é um pulinho.

Não que você precise andar a pé por lá: o tram (bondinho) e as linhas de ônibus funcionam muito bem, e você pode comprar os tickets dentro do próprio veículo, basta ter moedas (Euro) à mão. O pessoal do hostel foi bem prestativo e me arrumou um mapinha bacana – com ele eu pude andar à vontade.

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O bacana é ficar circulando no centro histórico – que consiste na área ao sul do Rio Elba. Quando cansar você cruza a ponte mais próxima e alcança o outro lado – cuja arquitetura mantém os traços clássicos do lado sul, mas conta com modernidades como drogaria e supermercado.

Se estiver com fôlego, recomendo subir até o topo da Igreja de Nossa Senhora (Frauenkirche). É uma bela caminhada, com degrais inclinados e rampa que não acaba mais. Mas vale a pena: de lá de cima você vê essencialmente toda a cidade.

Enfim, o lance é se jogar pelas ruas sem planejar muito, e visitar os pontos interessantes que aparecerem. A Münzgasse era a minha rua favorita: tem opções bem variadas de comida, com mesas na calçada onde você pode acompanhar o movimento – fora que eu fiquei viciado no sorvete dessa barraquinha no final da rua. Recomendo muito passar um dia nessa cidade – foi um dos momentos mais agradáveis da viagem.

Meninas Iranianas (A Beginner’s Guide to Acting English / Persépolis)

21 Aug 2009 | Comments

A Beginner's Guide to Acting EnglishPor uma coincidência curiosa, estou lendo um livro e um quadrinho que tratam basicamente do mesmo tema: iranianas que se viram forçadas a crescer fora do país por conta da Revolução Islâmica.

A Beginner’s Guide to Acting English narra a história de Sahppi Khorsandi, cuja família estava temporariamente na Inglaterra quando a revolução ocorreu. A viagem era motivada pela ascensão na carreira do pai, o escritor e poeta Hadi Khorsandi, e a narrativa é marcada pela adoração da autora por ele – compreensível em se tratando de alguém que escreve versos como:

“The clock on the mantel
Tick tick tick tick
The baby bird in the tree
Chick chick chick chick
I am a poet and will not be silenced! Bring me my pen!
Bic bic bic bic!”

O livro tempera os momentos dramáticos com um texto bastante suave, transportando o leitor para o universo de uma criança que mistura a já complexa experiência do crescimento, com a dificuldade de se adaptar a outra cultura enquanto toma conhecimento das atrocidades impostas pelo regime de Khomeini e seus sucessores aos familiares e amigos que ficaram para trás.

Persépolis CompletoPersépolis é um quadrinho também autobiográfico, no qual Marjane Satrapi retrata seu cotidiano de pré-adolescente nesse mesmo período. Originalmente publicado em episódios de poucas páginas, está disponível aqui numa edição completa que não faz feio na estante ao lado de clássicos do quadrinho mais politizado, tais como Maus ou Palestina -Uma Nação Ocupada.

As duas obras ajudam a esclarecer um ponto bastante importante: ao contrário do que muitos imaginam, o Irã não é uma nação de fundamentalistas malucos. Ao contrário: a maioria das pessoas lá, muçulmanas ou não, são gente normal. Como de costume, uma minoria impõe sua vontade, aproveitando as inoportunas intervenções passadas dos EUA e Inglaterra para justificar um desprezível regime de perseguição e violência, particularmente contra mulheres. Neste sentido estes depoimentos – ainda que só possam ser escritos por quem está fora de lá – denunciam e dão uma certa esperança de mudança.

E se engana quem pensa que isso não tem nada a ver com o nosso país: o que não falta aqui é líder religioso doido pra riscar do mapa tudo o que não for do credo deles . Pra piorar, a massa popular de manobra e poder financeiro desses malucos só aumenta. Por um lado eu fico feliz em ver qualquer um batendo na Globo, mas por outro me assusta que alguém tenha ganho estrutura o bastante para fazer este desafio – baseado apenas no dízimo.

Por Um Fio

20 Jul 2009 | Comments

| Este livro do Drauzio Varella é bem interessante: após anos e anos se surpreendendo com a maneira com que muitos pacientes mudavam (para melhor) seu modo de viver após receber um prognóstico decorrente de alguma doença incurável, o médico se...

Tweets And Replies

19 Jul 2009 | Comments

| A confusing situation happens on Twitter whenever people you follow talk to people you don't. Twitter "fixed" it by hiding such conversations from your timeline - but that gives you *less* information when you wanted a bit more. With that...

Os Movimentos e a USP – Parte II

20 Jun 2009 | Comments

| Vários colegas observaram que os comentários que fiz sobre o movimento estudantil pró-greve na USP se pautam por um tom de imparcialidade que, para um ex-aluno que já ouviu tanta bobagem ser dita por integrantes deste movimento, peca pela inocência...