chester's blog

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Combo Rangers sem revista

08 Apr 2004 | Comments

Combo RangersÉ, dessa vez o Super Macacaloiro venceu: a revista Combo Rangers – uma das nacionais mais interessantes publicadas atualmente – teve sua publicação interrompida, segundo informação do próprio autor (Fabio Yabu).

Já falei dela em outra ocasião. Resumindo: é uma revista infantil consistente o bastante para ser lida por adultos, e que se destaca pelo estilo de humor “antenado”. É praticamente um jogo de trivia sacar todas as referências bem-humoradas à cultura pop que o autor faz no meio das histórias.

Pelo menos o último arco de histórias foi apropriadamente fechado, não deixando ninguém na mão (como, infelizmente, acontece muitas vezes nestes momentos tristes). Além disso, o site ainda existe, publicando histórias novas.O autor diz ter outro projeto no forno – pela qualidade do que publicou até agora, não duvido que valerá a espera.

Microsoft versus suásticas

06 Apr 2004 | Comments

as duas suásticas da fonte, mostradas no aplicativo charmapEstava eu feliz, testando uma máquina nova, quando o Windows Update pediu para instalar um update crítico. Nerd que sou, li a descrição do update (KB833407), que dizia tratar-se da remoção de uma fonte que contém “símbolos inaceitáveis”.

A razão do auê: a tal fonte, distribuída com o Office 2003, contém duas suásticas. A imprensa especializada não deu muita atenção (o Wired News só soltou uma notinha, outros nem isso).

Se você mantém seu Windows atualizado, essa “perigosíssima” fonte já deve ter sido substituída. Claro que não tenho qualquer simpatia pelo nazismo, mas além de não acreditar em censura, tenho um mínimo de cultura geral para saber que a suástica não necessariamente o representa (em certas culturas chega a ser um símbolo de boa sorte). Assim, vai um passo-a-passo para recuperar a fonte antiga:

  • Dê um Localizar no seu CD do Office pelo arquivo BSSYM7.TTF (no meu do Office 2003 está na pasta \FILES\WINDOWS\FONTS);
  • No Painel de Controle, abra a pasta Fontes e apague a BookShelf Symbol 7 (se ele não deixar é porque você está com algum programa aberto que a usa);
  • Arraste o arquivo localizado no primeiro passo para a pasta Fontes.

Pronto! Agora você já pode escrever usando os símbolos que bem entender (a suástica na foto é o til). Não seja idiota e use com sabedoria.

Bola de neve church

06 Apr 2004 | Comments

imagem do altar da Bola de Neve ChurchVão falar que eu tou de perseguição com as igrejas – e eu não tenho a menor vocação pra Mel Gibson. Mas depois de ouvir comentários de rua, fui procurar na web a Bola de Neve Church, que se auto-descreve como “uma Igreja centrada em Deus, voltada para a X-Generation, com visão missionária, plantando Igrejas como a forma mais eficaz de evangelismo”.

Mesmo considerando que o negócio é grande (várias células possuem seus próprios mini-sites), não dá pra saber se é sério ou não – teria que ir dar uma olhada no culto. Mas o altar em forma de prancha de surf é deveras complicado. De qualquer forma, eu já vi mais de um adesivo de carro na Zona Oeste mencionando a instituição. Acho que vai dar pano pra manga.

Toothing: metendo os dentes

23 Mar 2004 | Comments

no trem: pode ser ou tá difícil?Eu estou quebrando a cabeça desde o ano passado pra encontrar alguma utilidade para o Bluetooth (tecnologia de rede sem fio de curto alcance para palmtops e celulares), ainda mais com o surgimento do WiFi (a mesma coisa, só que com alcance maior) e das novas alternativas de acesso à internet pelo celular.

Os britânicos vieram em meu socorro: segundo este artigo do Wired News, a onda na Inglaterra é o toothing, prática na qual pessoas que não se conhecem combinam uma “rapidinha” em locais públicos através de seus aparelhos com Bluetooth. Imagine isso: você está lá, vindo do trabalho, e pinta uma proposta de sexo rápido! É bem mais divertido que ficar lendo notícias no AvantGo…

Consórcio de mosh

22 Mar 2004 | Comments

mosh descontroladoO amigo Edu me trouxe à luz da triste constatação de que, chegando na curva dos 30 anos, corremos o sério risco de passar desta para a melhor sem jamais ter feito um “mosh” (movimento também conhecido como stage dive, que consiste em subir no palco durante um show de rock pesado e mergulhar no meio da platéia). Afinal, já quase não temos mojo suficiente para ir a um show desses, imagine reunir boa-vontade suficiente para correr tamanho risco de estatelamento.

Consideramos até a contratação de uma platéia particular, mas esta idéia evoluiu para outra, bem mais interessante: o consórcio de mosh. Consiste em juntar umas duas dúzias de trintões frustrados sem mais o que fazer, arranjar uma banda qualquer para tocar e nos revezarmos como platéia. A idéia tem um misto de patético e genial que não me deixa decidir – de tal forma que não pude deixar de perguntar: será que alguém mais toparia? Quem for doido o bastante, por favor, fale comigo.

Orkut

21 Mar 2004 | Comments

Nunca me liguei nesses “sites de relacionamento”. A paquera online não faz parte do meu cotidiano, e, apesar da idéia de uma agenda de contatos permanentemente atualizada ser sedutora, o risco potencial de spam não compensa. Até que surgiu o Orkut, filiado ao Google.

A história dele já é interessante por si, pois revela uma característica curiosa do Google: eles incentivam seus funcionários a desenvolver projetos pessoais em horário de serviço. Claro, se o brinquedo ficar bacana (como este ficou), o Google assume. Mas ainda assim é interessante.

No começo não dei bola para os convites que recebia por e-mail, até que uma pessoa que eu levo muito a sério me convidou. E vi que o site resolve, logo de cara, três dos meus problemas mais básicos: lembrar quem era fulano (fica fácil com a foto e dados pessoais), saber de onde eu conheço ele (basta analisar os contatos comuns) e ter telefones/e-mails/etc. atualizados.

O serviço ainda pode melhorar bastante, particularmente na velocidade dos “convites” para novos usuários. Independente disto, a experiência é positiva. E o Google por trás confere uma certa garantia de que os dados só serão revelados realmente para pessoas autorizadas.

Tem o charme maçônico: só é possível entrar na rede através de convite. Pode parecer uma versão online daquelas filas criadas artificialmente nas portas das casas noturnas para passar a idéia de que são concorridas, mas realmente não faz sentido entrar no site se você não tiver contatos dentro dele – fora que é um truque inteligente para controlar a escalabilidade do sistema.

Não sei como se compara com os outros do ponto de vista dos paqueradores online, mas achei fantástica a idéia do “crush-list”: você indica ao sistema as pessoas por quem tem alguma atração, mas ele não as avisa. Apenas se alguma delas indicar ter atração por você é que ambos são notificados. Ah, se eu tivesse isso quando era moleque…

Amar é…

17 Mar 2004 | Comments

Eu achava que as figurinhas “Amar É…” eram coisa brasileira. Meu engano foi desfeito através da seção Love Is… do ComicsPage, que traz dúzias desses quadrinhos/figurinhas feitos para pessoas… digamos… “sensíveis”.

Mesmo sem Internet, bastou o álbum ter como protagonistas duas crianças nuas que o underground logo bolou uma sátira – de péssimo gosto e qualidade, mas que se tornava engraçada num contexto em que as tais figurinhas vendiam como água. Mais ainda: deu pra encontrá-la no Google Image Search logo de primeira. Taí:

<img src="img/blig/amare.gif"alt="sacanagem com 'Amar é...'">

Enfim um jogo realmente novo

14 Mar 2004 | Comments

Eu não comprei um videogame de terceira geração (PlayStation2, XBox, GameCube) até hoje porque, honestamente, acho que eles são todos sub-aproveitados. Os fãs de Halo que me desculpem, mas o que se vê nos jogos modernos é, essencialmente, o que se via nos jogos antigos, apenas com mais polígonos, efeitos sonoros e seqüências de cinema. D’oh.

Parece que o cenário está mudando: a Konami (tinha que ser) lançou um jogo chamado LifeLine que finalmente usa todo esse poder de processamento de forma original. O jogo, segundo matéria no Wired News obedece a comandos de voz. Não é o primeiro jogo que faz isso, mas parece ser o primeiro que o faz com este nível de qualidade.

À primeira vista, a quantidade massiva de palavras e frases que o jogo reconhece chama a atenção. Mas o verdadeiro charme é que você não encarna o personagem principal – ao invés disso, você é o homem de apoio dele, observando-o através de um monitor – muito mais verossímil para quem está num sofá olhando para um monitor, e certamente dá um outro nível de imersão.

Li rumores de que havia um demo para PC no site oficial do jogo, mas não encontrei nada (provavelmente porque o jogo foi lançado). De qualquer forma, se não fosse a falta de tempo livre, acho que hoje eu finalmente compraria um PS2.

Brinquedos novos

07 Mar 2004 | Comments

ZX Spectrum +2Pra variar, a USP me sequestrou – mas o sumiço foi mais porque o velho e bom “museu dos micros de 8 bits” voltou à atividade: além de arrumar os disquetes que faltavam para o Mac512, recuperei diversos micros e acessórios da coleção antiga.

Além disso, arranjei várias coisas novas, que estou ligando e fotografando aos poucos. Comecei por este Spectrum +2 inglês: é a evolução do TK90x, com direito a gravador cassete embutido, teclado decente, tração nas 4 rodas, etc. Vou penar pra ligar (por causa da tomada e do sistema de TV europeus), mas vai valer a pena. Aguardem.