chester's blog

technology, travel, comics, books, math, web, software and random thoughts

Vai jogar assim no inferno

08 Dec 2003 | Comments

<img src=”img/blig/smb3.jpg”align=”left” style=”margin:4px” alt=’tela do Super Mario mostrando a façanha’>Como qualquer nerd da minha idade, eu joguei uma boa dose de Super Mario nos anos 90. De fato, eu ainda queimo o parco tempo livre no surreal Warioware Inc.: Mega Microgame$ – mas isso é outro assunto.

O destaque é mesmo para o vídeo do cara que terminou o Super Mario Bros 3 em ONZE MINUTOS. Claro, ele usou as duas flautas para ir direto ao mundo 8, mas mesmo assim é muito rápido.

Isso sem falar que ele usa o truque de pisar em trocentos inimigos sem tocar o chão para ganhar vidas como se fossem CDs da America Online. E eu que achava que esse macete era algum trote criado pelas revistas de games…

Um guia de ruas diferente

01 Dec 2003 | Comments

<img src=”img/blig/saopaulo.jpg”align=”left” border=”1” alt=’foto de São Paulo (acho)’>O Último Segundo publicou uma reportagem muito interessante sobre as origens dos nomes de vias famosas de São Paulo, tais como a Paulista e a Rebouças.A matéria se baseou no livro “1001 ruas de São Paulo”, que parece uma boa pedida na linha “Guia dos Curiosos”.

E eu juro que a menção à Solidônio Leite (onde cresci) não influenciou meu julgamento. Bem, talvez o fato de alguém ficar fazendo perguntas sobre o passado na Vila Ema e voltar vivo tenha me impressionado um pouco…

Liga zine

01 Dec 2003 | Comments

Quando o assunto são os quadrinhos mainstream (seja super-heróis, “adulto”, mangá ou o que for), existem sites bons como o Omelete. Mas de vez em quando a gente quer fugir um pouco daquele melê que se vê sempre nas bancas – e, principalmente, da discussão meio repetitiva que sai disso.

Num desses momentos topei com o Liga Zine. É bem organizadinho, não foge muito do tom de sites como o Omelete, mas foca mais nos territórios inexplorados. Como no artigo “O Mundo Perdido dos Pulp Fiction“, que me levou até ele.

Retrocrush

20 Nov 2003 | Comments

retroCRUSH é o site pessoal de um cara chamado Robert Alphonso, que escreve sobre “pop culture and hot babes of yesterday”. Tem tanta coisa bacana que fica difícil pinçar alguma, mas eu rolei de rir com este artigo sobre uma compilação de folhetos indianos sobre “segurança”. Ou ainda, o jogo que faz CounterStrike ou Carmageddom parecerem uma canastra para velhinhas. Diversão garantida.

Same difference and other stories

16 Nov 2003 | Comments

<img src=”img/blig/samediffother.gif”align=”right” border=”2”>Finalmente chegou o meu exemplar da versão papel das histórias do fantástico Derek Kirk Kim. Já falei dele antes por aqui, mas nunca é demais: suas histórias são fantásticas, particularmente a história-título, Same Difference.

Na edição ela ficou com o dobro de páginas (cada HTML tem o equivalente a duas), mantendo o mesmo ritmo apaixonante. É difícil explicar aqui em casa por que gastar US$ 22 (preço+envio) com quadrinhos que estão disponíveis online, mas no papel é sempre melhor – ainda mais para uma história a ser lida e relida inúmeras vezes. Para quem lê inglês, um prato cheio.

Love junkies

16 Nov 2003 | Comments

<img src=”img/blig/lovejunkies.jpg”align=”left” border=”1”>Sei que vai soar ultramachista, mas não posso deixar de comentar: Love Junkies é a maior prova de que sacanagem para homem tem que ser feita por homem. A história é razoável – uma espécie de cruzamento de Love Hina com Sex In The City, mas o tal “erotismo sem ser vulgarizado” (segundo o editorial) tem algo de estranho. Não curti.

E o humor não chega nem perto, por exemplo, de Love Hina. Tudo isso tornou este um péssimo momento para que a JBC chutasse mais pra cima ainda o preço do mini-mangá (R$ 5,50). Ainda está dentro do público alvo, mas nào ajuda em nada.

Sangre de Barrio

15 Nov 2003 | Comments

<img src=”img/blig/sanguedebairro.jpg”style=”float:left;border:1px solid; margin:4px;”>Se eu for ficar falando de tudo o que comprei em sebos nos últimos dias, não páro mais. Então vou ficar só com Sangue de Bairro, de Jaime Martin – lançada aqui como a edição no. 7 de “Grandes Aventuras Animal”.

Eu sempre me senti atraído pelo traço desse cara, mas nunca fui atrás de nenhuma história dele. Esta agrada tanto pelo pelo desenho, quanto pelo tema: o cotidiano de um adolescente da época “no future” em um subúrbio espanhol.

E eu queria um desses

15 Nov 2003 | Comments

Não sou chegado em sonhos de consumo. Isso não é retórica esquerdista, pelo contrário, é ambição: eu quero mais dessa vida do que ficar desejando coisas. Claro que pensar assim não me impede de sonhar em ir pra cá e pra lá com um Embrio – uma possível resposta da Bombadier ao Segway Human Transporter (que já está à venda, mas ainda não é pro meu bico).

E por falar em discurso esquerdista, o mesmo Boing Boing que me fez conhecer o Embrio chamou minha atenção para esta fotonovela curiosa. Baseada em fatos reais (o cara fez mesmo isso, e parece que tem os recibos pra provar).

Boicote ao casseta e planeta

15 Nov 2003 | Comments

Enquatno eu procurava uma ilustração para a nota anterior, achei essa entrevista com o Adão. Ela está hospedada no site do Projeto Casulo, cujos artigos se destacam pela qualidade dos hiperlinks – um recurso do qual muitas vezes a imprensa “pseudo-online” simplesmente se esquece.

Mas o assunto principal é que, da entrevista, fui parar na página de um tal movimento de boicote ao Casseta e Planeta. Os partidários alegam que o C&P está engajado numa campanha para difamar o povo gaucho – isso por causa dos manjados gracejos que os gaúchos compartilham com os habitantes de Campinas e Pelotas, e que vira e mexe são explorados na telinha pelo grupo humorístico.

O pior é que eles misturam essa paranóia com outras questões mais sérias, tais como o coronelismo exercido pela afiliada local da Rede Globo. E mesmo estes assuntos são tratados com factóides, ao invés da discussão séria que merecem. Mas o link está aí, julguem por vocês mesmos.

Revista Dundum

14 Nov 2003 | Comments

<img src=”img/blig/dundum.jpg”style=”float:right;border:1px solid black; margin:4px”>A Dundum foi publicada em Porto Alegre, bem no começo dos anos 90. Além de ser o berço de gente como Adão Iturrusgarai e Edgar Vasques, ficou famosa por ter recebido apoio da Secretaría Municipal de Cultura (gestão PT), seguida pelas tradicionais reações da oposição quanto à “imoralidade subsidiada pelo dinheiro público”, aquela papagaiada de sempre, mas que, no fim das contas, parece ter ajudado tanto a prefeitura quanto a revista.

Não sei se chegou a ser distribuída no resto do país – se foi, eu nunca vi. Mas o site das Edições Tonto – que já me tornava um ser mais feliz com as tiras do Allan Sieber – tem uma página de compras que permite adquirir todas as (três) edições da Dundum. E foi o que eu fiz (num processo não exatamente automático, mas no qual fui muito bem atendido).

A revista, antes de tudo, é mais uma demonstração da auto-suficiência cultural do Rio Grande do Sul – que muitas vezes é injustamente confundida com bairrismo (em outras tantas é bairrismo mesmo, mas esse é outro assunto). Ao mesmo tempo que se sente a influência forte de revistas como Animal e Chiclete com Banana, a Dundum tem o seu sotaque próprio, que fica mais evidente a partir da terceira edição.

No quesito humor, fica devendo um pouco. Mas os quadrinhos mais “sérios” têm momentos interessantes. Considerando o preço (R$ 3 por exemplar), vale a pena dar uma espiada – pelo menos para quem curte o gênero “nacional anos 80″.