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Inclusão digital e a origem do linux

25 Dec 2003 | Comments

<img src=”img/blig/softlivre.jpg”align=”right” border=”2” alt=”Software Livre e Inclusão Digital”>Uma das grandes virtudes da comunidade do software livre é seu primor pela excelência técnica. Infelizmente, este é o catalisador do que é possívelmente seu maior vício: a disposição que este pessoal tem para dizer bobagens sobre assuntos que pouco entendem – desde o software do concorrente até ética e geopolítica.

Joel Spolsky demostrou um exemplo disto em sua brilhante análise do livro The Art Of UNIX Programming. É claro que não é preciso ir tão longe para perceber que, para cada insight inteligente que o Eric Raymond tem, ele diz umas cinco dúzias de abobrinhas.

Como de costume, Joel extrapolou o objetivo original, culminando em uma radiografia precisa das principais diferenças entre os desenvolvedores Windows e UNIX – e isto ajuda a entender melhor as motivações por trás dos usuários de cada um dos sistemas. O que veio em boa hora, já que eu estava lendo dois livros sobre o assunto:

Software Livre e Inclusão Digital é uma coletânea de autores diversos, que foca muito mais na questão da inclusão digital no Brasil do que nos aspectos técnicos do software livre. O mérito está no enfoque local, em tentar entender como o software livre ajudou e pode ajudar nesta questão – é um pouco chover no molhado, mas vale o exercício.

Boa parte dos textos são de pessoas ligadas a iniciativas já em andamento – um tom panfletário é inevitável, já que muitas destas ações partiram de prefeituras e governos ligados a um mesmo partido, o PT. O lado positivo é que isto torna possível conhecer detalhes de ações como os Telecentros – tanto das especificações técnicas quanto do perfil de uso e resultados práticos.

A maior parte dos textos tem um tom mais acadêmico, o que, embora facilite seu uso como ferramenta de divulgação e sustentação, os torna bastante enfadonhos. Vale mais como consulta do que como leitura de capa a capa.

<img src=”img/blig/soporprazer.jpg”align=”left” border=”1” alt=”Só Por Prazer - Linux: os bastidores de sua criação”>Em contrapartida, Só Por Prazer, a autobiografia de Linus Torvalds, é um livro divertidíssimo. Com um bom papo que rivaliza Steve Jobs (aliás, o episódio do chega-pra-lá no Jobs já vale a leitura), ele narra em detalhes sua vida até o “estrelato”. Linus usa um ghost writer que nem é tão ghost assim, o que dá uma boa credibilidade.

Os detalhes é que são a parte interessante. Por exemplo, muito do que ele aprendeu de Assembly se deu graças à pouca disponibilidade de software para o Sinclair QL, seu segundo computador (o primeiro foi um VIC-20). E o surgimento do Linux tal como ele é se deu devido à sua vontade de aprender detalhes sobre o 386, só isso.

Linus se dedica bastante a desfazer o mito do supergênio, que conhece desde sempre o alfa e o ômega da computação. Claro, ele é, sem dúvida, um programador “olho de tigre”, e seu trabalho está aí, mas muito do que ele colocou no kernel do Linux foi aprendido em campo, enquanto a coisa ia acontecendo.

Fica evidente que ele tem muito mais bom senso que a maioria dos porta-vozes do software livre. Por exemplo: ao contrário de Stallman, que prega que todo software deveria ser livre e ponto, Linus deixa claro que o direito do programador de fazer o que bem entender com o fruto do seu trabalho (inclusive patenteá-lo, se quiser) está acima disto.

Correndo o risco de abalar os defensores da “meritocracia”, não há como deixar de notar a relação entre esta coerência/serenidade e o fato de ele ser um cara resolvido, casado, pai de família, etc., em oposição ao estereótipo comumente atribuído aos desenvolvedores UNIX. Afinal, é difícil querer dizer para os outros como o mundo deve funcionar se a sua vida pessoal (ou falta de) é um desastre.

Um feliz natal para todos

14 Dec 2003 | Comments

Juro que achei essa por acaso. Não faço a menor idéia de quem é o autor. Estava aqui.

<img src="img/blig/natal.jpg"border="1" alt="foto de um túmulo com os dizeres 'Santa Claus - 1836-2000' e uma criança chorando na frente">

Nambla

10 Dec 2003 | Comments

Cartman achando que a NAMBLA é outra coisa... :-PExiste um episódio hilário do South Park sobre uma tal NAMBLA (North-American Man/Boy Love Association), uma associação que promoveria o “direito” dos homens americanos de terem relações sexuais com meninos.

Até aí normal (pelo menos para South Park). O que me deixou estupefato foi saber a NAMBLA existe mesmo no mundo real. O site dispensa comentários, e o único consolo é ver que tem mais gente preocupada com isso.

Vai jogar assim no inferno

08 Dec 2003 | Comments

<img src=”img/blig/smb3.jpg”align=”left” style=”margin:4px” alt=’tela do Super Mario mostrando a façanha’>Como qualquer nerd da minha idade, eu joguei uma boa dose de Super Mario nos anos 90. De fato, eu ainda queimo o parco tempo livre no surreal Warioware Inc.: Mega Microgame$ – mas isso é outro assunto.

O destaque é mesmo para o vídeo do cara que terminou o Super Mario Bros 3 em ONZE MINUTOS. Claro, ele usou as duas flautas para ir direto ao mundo 8, mas mesmo assim é muito rápido.

Isso sem falar que ele usa o truque de pisar em trocentos inimigos sem tocar o chão para ganhar vidas como se fossem CDs da America Online. E eu que achava que esse macete era algum trote criado pelas revistas de games…

Um guia de ruas diferente

01 Dec 2003 | Comments

<img src=”img/blig/saopaulo.jpg”align=”left” border=”1” alt=’foto de São Paulo (acho)’>O Último Segundo publicou uma reportagem muito interessante sobre as origens dos nomes de vias famosas de São Paulo, tais como a Paulista e a Rebouças.A matéria se baseou no livro “1001 ruas de São Paulo”, que parece uma boa pedida na linha “Guia dos Curiosos”.

E eu juro que a menção à Solidônio Leite (onde cresci) não influenciou meu julgamento. Bem, talvez o fato de alguém ficar fazendo perguntas sobre o passado na Vila Ema e voltar vivo tenha me impressionado um pouco…

Liga zine

01 Dec 2003 | Comments

Quando o assunto são os quadrinhos mainstream (seja super-heróis, “adulto”, mangá ou o que for), existem sites bons como o Omelete. Mas de vez em quando a gente quer fugir um pouco daquele melê que se vê sempre nas bancas – e, principalmente, da discussão meio repetitiva que sai disso.

Num desses momentos topei com o Liga Zine. É bem organizadinho, não foge muito do tom de sites como o Omelete, mas foca mais nos territórios inexplorados. Como no artigo “O Mundo Perdido dos Pulp Fiction“, que me levou até ele.

Retrocrush

20 Nov 2003 | Comments

retroCRUSH é o site pessoal de um cara chamado Robert Alphonso, que escreve sobre “pop culture and hot babes of yesterday”. Tem tanta coisa bacana que fica difícil pinçar alguma, mas eu rolei de rir com este artigo sobre uma compilação de folhetos indianos sobre “segurança”. Ou ainda, o jogo que faz CounterStrike ou Carmageddom parecerem uma canastra para velhinhas. Diversão garantida.

Same difference and other stories

16 Nov 2003 | Comments

<img src=”img/blig/samediffother.gif”align=”right” border=”2”>Finalmente chegou o meu exemplar da versão papel das histórias do fantástico Derek Kirk Kim. Já falei dele antes por aqui, mas nunca é demais: suas histórias são fantásticas, particularmente a história-título, Same Difference.

Na edição ela ficou com o dobro de páginas (cada HTML tem o equivalente a duas), mantendo o mesmo ritmo apaixonante. É difícil explicar aqui em casa por que gastar US$ 22 (preço+envio) com quadrinhos que estão disponíveis online, mas no papel é sempre melhor – ainda mais para uma história a ser lida e relida inúmeras vezes. Para quem lê inglês, um prato cheio.

Love junkies

16 Nov 2003 | Comments

<img src=”img/blig/lovejunkies.jpg”align=”left” border=”1”>Sei que vai soar ultramachista, mas não posso deixar de comentar: Love Junkies é a maior prova de que sacanagem para homem tem que ser feita por homem. A história é razoável – uma espécie de cruzamento de Love Hina com Sex In The City, mas o tal “erotismo sem ser vulgarizado” (segundo o editorial) tem algo de estranho. Não curti.

E o humor não chega nem perto, por exemplo, de Love Hina. Tudo isso tornou este um péssimo momento para que a JBC chutasse mais pra cima ainda o preço do mini-mangá (R$ 5,50). Ainda está dentro do público alvo, mas nào ajuda em nada.