Sob um ponto de vista pragmático, o início e o fim são as maiores fontes de informação (por exemplo, comparações numéricas entre a população humana e a bovina em estados pecuaristas, ou a desmistificação de crenças comuns sobre a viabilidade, em termos de nutrição, de não se comer carne). Mas o meio é a parte mais impactante do filme: uma coisa é saber que certas coisas acontecem, outra é ver.
Claro que há uma certa parcialidade nas opiniões e na seleção das cenas – afinal, o objetivo é defender uma causa – mas os fatos apresentados são inequívocos e facilmente verificáveis. Recomendo fortemente para pessoas que, como eu, vivem um pouco em cima do muro com essa questão do consumo de carne, e mesmo para carnívoros convictos – se a sua convicção não se abalar com isso, excelente, siga sua vida. Da minha parte, não foi um passo na direção do vegetarianismo – foi um galope.
Eu assisti em DVD (gentilmente cedido pelo Lucas do Septograma), mas o vídeo pode ser visto legalmente no YouTube (parte 1 / parte 2). Quem preferir o DVD pode também adquiri-lo direto no site do Instituto Nina Rosa, que tem muito mais informações sobre o tema.




Eu vou assistir a esse documentário, ainda não o fiz.
Mas pra mim a discussão vai além.
Eu acho que não é só na alimentação, o problema é que consumimos tudo sem se importar com o que está por trás do produto, do serviço e até do nosso estilo de vida.
O plantio de soja, para tomar um único e pontual exemplo de uma proteína largamente consumida em lugar da carne, é responsável por parte do desmatamento da floresta amazônica em vários estados.
Por outro lado, será que se pensarmos um pouco nós não podemos obter o leite (e seus derivados) e o ovo sem maltratar nem os animais e nem o meio ambiente ? Não sei…
Mas continue em cima do muro, sempre, pq é o melhor lugar pra questionar :-)
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Sem dúvida que vai longe, Alê! E é por isso que vale a pena levar a questão a público (coisa simples a gente resolve sozinho, enquanto arruma a casa).
No caso do plantio de soja, até onde sei uma parte substancial dessa soja é destinada justamente ao consumo do gado. Não é preciso muita matemática para inferir que, ainda que uma pessoa troque toda a sua alimentação de carne por alimentação de soja (um caso bem extremo), a quantidade de soja necessária para alimentar essa pessoa é algo na linha de uma ordem de grandeza menor que a que alimentaria a “fração do boi” correspondente que ela comeria.
E sim, se eu fosse levar ao extremo essas questões, também tentaria riscar da lista leite, ovos e derivados – afinal também há um certo grau de tratamento anti-ético nesse tipo de indústria. Mas aí tem uma questão de equilibrar as coisas (que é um dos grandes motivadores da minha vida atualmente), e também uma questão prática: cortar a carne *e* outras formas de proteína de origem animal tem um risco maior de me fazer desistir e voltar pra picanha. Baby steps, baby.
Finalmente, a questão do consumo responsável é realmente muito mais abrangente, e o consumo de carne é apenas uma parte disso, concordo plenamente. Vamos retomar este tema oportunamente! :-)
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Chester,
Vou procurar mais informações sobre a soja e também sobre outras culturas pra apimentar essa discussão. Não sabia disso. Se a soja for mesmo base da ração do gado que a gente consome tá aí mais um ponto importante contra o consumo de carne de gado e até de leite e derivados pq não adianta “tratar bem os animaizinhos” destruindo o meio ambiente para alimentá-los.
A idéia catastrófica que tenho é que muito provavelmente nós humanos estamos aqui em maior quantidade do que devíamos !!! Isso multiplica as dificuldades de conviver melhor com o meio ambiente e outros seres vivos.
Vejo algumas iniciativas de pessoas na linha do “viver mais e melhor com menos consumo” e dicas de como reaproveitar água, produzir produtos de limpeza ecologicamente corretos, etc.
É uma coisa que se muita gente abraçar…
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Chester e Ale,
O George Monbiot tem um artigo (cheio de referências ao final) sobre essa questão dos grãos serem usados para alimentar gado, impactos sociais do consumo de carne e quais alternativas são mais sustentáveis:
http://www.monbiot.com/archives/2008/04/15/the-pleasures-of-the-flesh/
A conclusão dele é que nós deveríamos ao menos diminuir muito o consumo de carne.
Um livro interessante sobre isso (e mais genericamente sobre a cadeia de produção de comida) é o “Dilema do Onívoro” do Michael Pollan que mostra como a dieta de grãos imposta aos bovinos (que deveriam comer pastagem) gera várias aberrações. O livro também desmascara alguns mitos sobre a indústria da comida orgânica e discute a moralidade de ser matar bichos para comer.
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Muito interessante o artigo. Eu passei quase um mês sem comer carne ou peixe, só para ver se conseguia. Incrivelmente, não tive muitos problemas – mas para tornar isso uma dieta regular, prefiro ter acompanhamento médico. De qualquer forma está sendo interessante ver que não é um bicho de sete cabeças – reduzir é plenamente possível, parar também dá. Abraço.
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Esse documentário é um mar de mentiras, me espanta a quantidade de gente que acredita piamente nesses absurdos. Eu postei no meu blog alguns comentário sobre ele, pra quem tiver curiosidade:
http://worldevolution.wordpress.com/2009/08/04/a-carne-e-fraca/
Abraços
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Mar de mentiras? Sei não. O tom é panfletário, mas os fatos são razoáveis e as imagens não dão muita margem a dúvidas.
Enfim, eu me tornei vegetariano depois que vi (claro que não foi só o documentário, ele foi mais o divisor de águas mesmo) e me dou bem com isso. Conheço muita gente que continua comendo carne e também é feliz. Vai de cada um.
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Chester…
Basta ver no meu link que eu comentei cada uma das mentiras. Os argumentos são falsos, são falácias. As imagens, em sua maioria, não representam a realidade. Eu realmente não ligo se a pessoas é vegetariana ou não, concordo totalmente com vc que vai de cada um. O problema é falsificar dados, falar mentiras para levar as pessoas a aderirem uma causa sem ter o real conhecimento de cada situação. O documentário não quer expor a realidade, quer formar fanáticos.
Pra quem tiver curiosidade, vai de novo o link
http://worldevolution.wordpress.com/2009/08/04/a-carne-e-fraca/
Abraços
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