chester's blog

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Avenida Q – A Internet é pornô!

Sep 18, 2009

Trekkie Monster, do Avenida QMuita gente deve lembrar de um vídeo que circulou há uns dois ou três anos, em que personagens 3D cantavam a genial música The Internet is for Porn.

A animação era feita através de machinima, isto é, da encenação de cada trecho através de um videojogo 3D pré-existente (no caso, World of Warcraft) e posterior edição. E a música era de uma cena do musical Avenue Q da Broadway – no qual atores contracenam com leituras adultas dos personagens da versão original de Vila Sésamo. Na real, esse foi um só das vários mashups que fizeram com a música – mas sem dúvida o que mais circulou por estas bandas.

Isso tudo era só pra falar que eu fui assistir Avenida Q, uma montagem muito competente inspirada na original. A história é, como tuitou a Bani, deprê e engraçada ao mesmo tempo. É difícil descrever quão bem funciona o lance dos titereiros (levante a mão quem lembrou de “Quero Ser John Malkovich” quando leu esta palava), mas eles são excelentes.

Não vi a original, mas se a adaptação da música mencionada (que eu julgava impossível de ser feita) for um sinal de fidelidade, os caras mandaram muito bem. Enfim, é um ótimo espetáculo, independente da sua relação com o meme. Veja o meu caso: além de não ter visto nenhum dos musicais mencionados no tweet acima, eu mal conhecia o Gary Coleman (um dos personagens é uma versão adulta e decadente dele), e curti mesmo assim.

Mas uma coisa eu já entrei lá sabendo: que a internet é pornô. :-P

Chester na Europa (parte 2 de 3): Berlim

Sep 2, 2009

De Dresden eu fui a Berlim, que também transpira história a cada esquina. Mas tem uma diferença: Dresden é um lugar mais “leve”, mesmo longe da zona-de-conto-de-fadas, enquanto que em Berlim vivencia-se o fato de estar em uma grande metrópole. Isso se junta às questões da história recente (que nem preciso abordar a fundo) para deixar o clima um pouco mais pesado. Mas só um pouco.

Wikipedia offline no iPhone \o/

Aug 31, 2009

Aleluia! Finalmente pintou uma aplicação que permite levar a Wikipedia em qualquer lugar, independente de operadoras ou redes Wi-Fi.

Demorou para me convencer a gastar US$ 10 na Encyclopedia – ainda mais levendo em conta que é para acessar um conteúdo essencialmente gratuito e livre. Mas baixar a Wikipedia e colocá-la num formato viável é um trabalho do cão, que merece ser recompensado. E o que isso vai me poupar de gasto com internet em momentos de tédio vai pagar a conta rapidinho.

É bom lembrar que, além de gastar os ~R$ 20, é preciso liberar uns 2GB de espaço no aparelho. Outra coisa chata: após instalar a app você tem que deixar o iPhone baixar os arquivos. E parece que eles não sincronizam com o iTunes – ou seja, se der pau é provável que tenha que baixar tudo de novo (estou tentando achar os arquivos pra fazer backup.)

Mas tudo isso vale por um simples motivo – o programa realiza um sonho de consumo da minha infância:

O livro mais completo do universo

Sim, gente: ter a Wikipedia no bolso é equivalente a ter o Manual do Escoteiro Mirim – aquele livro que sempre salvava os sobrinhos do Donald (antes, claro, de eles poderem contar com a ajuda dos Vingadores†) em qualquer situação complicada que surgisse.

Na época a Abril até lançou um livro com esse nome – mas duvido que ensinasse como é feito um pára-quedas, ou dissesse qual é a moeda usada na Lapônia.

Alguns diriam que a Wikipedia offline também é funcionalmente equivalente (ao menos para quem não pretende sair deste planeta) a outro livro indispensável:

Outro livro sem precedentes. Arte de George Cairns.

É fato: O Guia do Mochileiro das Galáxias também livraria a cara fortemente em várias situações complicadas do dia-a-dia.

Seja lá o que for, o fato é que agora ninguém me segura - pode ser difícil de achar (a busca é só por título), mas o que quer que eu precise saber está lá! :-)

Reproduzindo DVDs de qualquer região no Mac mini (morte ao DRM)

Aug 29, 2009

Introdução

Eu tenho um Mac mini conectado na minha TV – que eu chamo de “firewall da TV a cabo”, já que sua principal função é impedir que o sinal de TV chegue na televisão, e, a partir dela, invada meu cérebro. Apenas coisas da internet e mídias que eu introduzo nele podem passar, garantindo a minha satisfação e sanidade mental.

Optei por este micro como central de mídia porque é um hardware compacto, robusto e, admito, bonitinho. Mas produtos Apple são uma fonte de contradição na minha vida: por um lado, a qualidade justifica o preço mais salgado; por outro, a empresa pisa muito na chapinha quando o assunto é DRM, isto é, as restrições artificiais introduzidas pelos fabricantes para dizer onde, como e quando você vai assistir/ouvir/ler as obras de arte pelas quais pagou.

Godfather - Brando by Popartdks, on Flickr

No caso de DVDs, o que mais me incomoda é o “region locking”, isto é: um dia os barões da mídia dividiram o mundo em um punhado de regiões, para controlar onde e como você assiste os filmes pelos quais pagou. Os fabricantes (como a Apple) embutem essa proteção no leitor de DVD e no sistema operacional. Isso não atrapalha os piratas (que baixam o filme sem nenhuma restrição), mas impede que pessoas que pagam por filmes comprados em diferentes países possam assisti-los.

Ah, mas eles são bonzinhos: permitem que você mude a região do aparelho umas quatro ou cinco vezes – e só aí ele fica travado na última região escolhida. Dá vontade de realmente começar a piratear tudo, só de raiva, mas eu normalmente respiro fundo e uso o VLC para reproduzir estes DVDs. Além de reproduzir boa parte dos DVDs “alienígenas” (por tratar eles como DVDs de dados e decodificar por conta), ele possui muito mais recursos e é gratuito.

Até que um dia encontrei um DVD que não rolava no VLC nem a pau. E não era um DVD qualquer, era O Poderoso Chefão! O box todo. Não tinha como ficar sem assistir esse, mas é um absurdo eu terminar com o leitor travado em  uma região ou outra. Me deu cinco minutos e eu resolvi mostrar ao aparelho quem é que manda aqui, fazendo uma proposta que ele não poderia recusar – capisce?

Tornando o leitor region-free

ATENÇÃO: Este procedimento pode “tijolar” o seu leitor de DVD, tornando-o inútil. Nenhuma garantia cobre isso. Faça apenas se você se sentir à vontade com essas coisas e odiar DRM tanto quanto eu (a ponto de arriscar o drive/micro para vê-lo livre). Não me responsabilizo por qualquer prejuízo que você possa ter, ok?

A maior fonte de informações foi esta página – um pouco antiga (o cara tinha um Powerbook G4), mas precisa. O primeiro passo foi descobrir qual era o fabricante, o modelo e a versão do firmware do meu leitor. Para isso é preciso clicar na maçã > “About This Mac” e no botão “more info” para chamar o Profiler. Nele, abri o item “Disc Burning”, e descobri que o meu drive era um UJ-846 da Matshita e que o firmware era a versão FM3J.

Com essa informação em mãos, procurei nesta lista de desbloqueadores para leitores Matshita o meu modelo e firmware e baixei o software correspondente. Mas não foi só sair rodando (existem instruções no software, recomendo ler): primeiro era necessário ter certeza que a região já estava definida – o jeito seguro para isso é baixar o DVD Info X e verificar se ele devolve “Region x”, onde x é um número.

A segunda coisa é que o software verifica se você tem a versão mínima necessária do Mac OS X, mas um bug faz com que versões muito novas sejam recusadas (ele até coloca um botão de update, achando que vai ajudar, tadinho.) Se acontecer isso, a solução é enganar ele, trocando a versão no o arquivo /System/Library/CoreServices/SystemVersion.plist para uma mais antiga – o meu é o 10.5.8, mudei nas duas linhas para 10.4.9 usando o TextEdit e rolou.

Uma vez que o software Logo da campanha da Free Software Foundation para promover a consciência acerca dos males do DRM. Visite http://www.defectivebydesign.org/ para mais informações.esteja rodando, não interrompa ele, ou seu leitor quase certamente vai pro vinagre. Momento tenso: a barrinha ficou parada nos 80% uma cara, mas andou. A coisa levou uns dois minutos, acho, e no final ele pede pra dar reboot. Peralá: se você editou o arquivo acima, volte para o valor anterior antes de reiniciar, o Mac vai ficar doidão se você não fizer isso.

Quando você reiniciar, vai parecer que nada mudou, pois o DVD Player continua dizendo que a região está errada e dizendo que você tem apenas mais x mudanças pra fazer. Acontece que agora você pode reiniciar o contador de mudanças quando quiser – para isso pode usar o Region X, que permite trocar a região e reiniciar o contador de uma tacada só.

Conclusão

Ao final do processo, a saga dos Corleone corre solta aqui. Até o HandBrake (que eu uso para deixar meus filmes favoritos no HD) passou a ler o DVD, coisa que antes não acontecia (meio inesperado, mas enfim, não estou reclamando). Este processo deve funcionar para outros Macs com drives que estejam na lista do link informado acima – e possivelmente em outros se você encontrar o firmware.

Não é trivial, e valem os avisos acima sobre riscos e responsabilidade, mas pra mim era uma questão de princípios. Se para você também é, não deixe de visitar o site Defective By Design, uma campanha da Free Software Foundation que procura aumentar a consciência do público acerca de questões desta natureza.

Janela de Johari Interativa

Aug 27, 2009

A Janela de Johari. Os adjetivos são dispostos nos quadrados conforme o avaliado ou seus pares vão escolhendo

A Johari Window é um instrumento de auto-avaliação interessante: ao contrário de testes como o MBTI, que tentam categorizar/quantificar traços de personalidade, este foca em mensurar a percepção que a pessoa tem destas características, comparando-a com a percepção de terceiros.

Uma das razões para a sua popularidade é a facilidade de aplicação: o avaliado escolhe cinco ou seis adjetivos (de uma grade fixa de 55) que ele julga melhor descrevê-lo, e em seguida as pessoas que o conhecem (pares) fazem o mesmo (i.e., escolhem adjetivos que descrevem o avaliado). Os adjetivos (ou traços de personalidade) são então divididos em quatro grupos:

  • Arena (traços que o avaliado conhece e seus pares também);
  • Fachada (traços que só o avaliado acha que tem);
  • Ponto Cego (traços que o avaliado desconhece, mas seus pares identificam);
  • Desconhecido (adjetivos não utilizados).

Para incentivar a sinceridade (afinal, os pares são tipicamente amigos/colegas/familiares), todos os adjetivos são positivos, evitando que alguém “pegue leve” para não magoar o avaliado.

O mais legal é que o Interactive Johari Window permite fazer essa avaliação online, sem muita burocracia: você escolhe as palavras e um username e recebe o link para divulgar para quem vai te avaliar. É muito prático e dá uma medida razoável (ainda que superficial) de como a pessoa é vista por sua rede de relacionamentos.

Se você me conhece, e pode gastar 15 segundos me avaliando, eu agradeço. Basta clicar aqui.

Ah, se estiver preparado para ouvir coisas ruins, o autor também disponibiliza o Interactive Nohari Window, que é a mesma coisa, só que com adjetivos negativos no lugar dos positivos. Claro que eu também fiz a minha – não furtaria aos meus amigos e inimigos a chance de descer o porrete, e periga eu aprender mais com essa do que na versão “do bem”.

Chester na Europa (parte 1 de 3): Dresden

Aug 25, 2009

Novamente o trabalho me levou a visitar um país exótico, e dessa vez foi a República Tcheca. Nunca estive na Europa antes, então aproveitei a oportunidade para mochilar um pouco por ali e pela Alemanha. Ao todo visitei três cidades (Praga, Dresden e Berlim), com uma breve passagem por uma quarta (Potsdam).

O Leo – que fez parte da viagem comigo e ainda está na estrada – mantém um blog de viagem que inclui os lugares que visitamos juntos (Praga, Berlim e Potdsam). Eu me limitei ao tradicional álbum de fotos no Flickr† e a comentar um pouco sobre cada cidade neste e nos próximos posts, começando por Dresden.

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Por Um Fio

Jul 20, 2009

Este livro do Drauzio Varella é bem interessante: após anos e anos se surpreendendo com a maneira com que muitos pacientes mudavam (para melhor) seu modo de viver após receber um prognóstico decorrente de alguma doença incurável, o médico se...