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Repensando o desenvolvimento de software com Joel Spolsky

Mar 18, 2002

Eu sempre fui contra a idolatria de pessoas, vivas ou mortas, até que conheci o trabalho de Joel Spolsky. Ele já foi desenvolvedor da Microsoft, da Juno e outros lugares interessantes. Hoje Joel tem sua própria empresa, e se tornou o meu guru espiritual quando o assunto é desenvolvimento de software. Não estou falando da parte técnica do assunto (isso já tem ótimos autores), mas sim da parte gerencial, que na maioria das empresas é dilbertiana demais para uma suposta ciência exata…

Em seu site acontecem discussões de altíssimo nível que tentam desmistificar esta mistura bizarra de engenharia e arte, e hoje encontrei um artigo ótimo, meio antigo até, no qual Spolsky defende que o verdadeiro foco de uma empresa de software deve ser “converter talento em código”, e não perder tempo e dinheiro com atividades secundárias. O artigo é indispensável para quem tem qualquer influência gerencial neste processo.

Os técnicos não podem passar sem ler User Interface Design for Programmers, um convite a se repensar a maneira com que as interfaces com o usuário são criadas. Enfim, o site inteiro é ótimo, Joel é meu pastor, nada me faltará!

Lenha na fogueira II

Mar 18, 2002

Ok, sei que estou exagerando no assunto software, mas este artigo é irresistível por falar algumas verdades para a comunidade “especializada” que insiste em achar que os males do mundo da informática começam e terminam em Redmond…

Oompa, loompa, doom-pa-dee-do…

Mar 14, 2002

Ainda bem que eu resolvi ser programador – se eu fosse ser roteirista de cinema em Hollywood estaria passando fome, porque agora só se faz refilmagem. Chegou a vez de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, filme obrigatório nas Sessões da Tarde dos anos 80, ao lado de “A Noviça Rebelde”, “Sete Noivas para Sete Rapazes” (ou algo assim) e todos do Jerry Lewis.

Vamos ver o que pode sair disto. Meu maior medo é chamarem o Danny DeVitto para fazer o papel dos Oompa-Loompas (afinal, hoje em dia basta um ator e bastante Control+C e Control+V na edição).

Truco para Windows/Linux

Mar 7, 2002

Há alguns anos eu comecei a desenvolver um jogo de Truco para Windows. O projeto caminhou bastante, mas nunca tive tempo de acabar.

Como falta pouca coisa, resolvi disponbilizar o código-fonte para que algum programador Delphi ou Kylix que se interesse complete o jogo. Alguém se habilita?

Painstation: errou, apanhou (de verdade)

Mar 4, 2002

A ilustração aí do lado é o esboço do PainStation, um jogo estilo “pong” criado por dois alemães, no qual cada bola perdida faz o jogador sofrer alguma espécie de punição física na mão que fica sobre a máquina. Estas punições incluem choques, queimaduras, pancadas e afins – cada sensação é causada por um “módulo de execução de dor”, e os rapazes desenvolveram alguns bastante criativos.

O Wired News deu uma boa matéria sobre o assunto, e o site dos caras mostra algumas fotos de gente que saiu bem machucada da brincadeira. Se esse negócio fosse comercializável eu vendia meu Playstation hoje mesmo.

Murad: e tinha outro jeito de pegar ele?

Mar 1, 2002

Cansei de ver, nos últimos dias, jornalistas e políticos denunciarem o “absurdo” que é o judiciário saber de tanta coisa sobre Jorge Murad e só tomar uma atitude agora. Será que alguém realmente acredita que, sem uma forcinha “lá de cima”, a vida de um genro de coroné como Jorge Murad seria investigada de alguma forma?

Claro que teve influência PSDBista nos eventos da sexta-feira (os quais, vale lembrar, foram o puro e simples cumprimento da lei), mas é o único jeito (fora uma moralização do poder público, que depende do brasileiro acertar a mão no voto) de combater a nefasta influência PFLista que mantém tramóias como as deste cidadão debaixo dos panos.

Catálogo acme

Mar 1, 2002

Os personagens dos desenhos animados da Warner (e mesmo de outras produtoras) sempre puderam contar com os produtos ACME. E algum doido reuniu todos eles num catálogo que, lamentavelmente, não possui um botão “comprar”. Como vou viver sem a “tinta invisível” ou o “dedão para caronistas”?

A propósito: até hoje não consegui descobrir o que significa ACME – ao menos não como sigla. O verbete acme no Merriam-Webster´s dá “o ponto ou estágio mais alto” ou “aquele/aquilo que representa a perfeição do objeto em questão”. Será que tem a ver?

Lenha na fogueira: Linux e Solaris são menos seguros que Windows

Feb 20, 2002

O site Baboo publicou este artigo que traz um pouco de novidade ao debate sobre sistemas operacionais (lamentavelmente composto na maior parte do tempo por egotrips e opiniões pouco calcadas na realidade das pessoas e empresas).

Usando de forma bastante transparente dados de sites especializados em segurança, como o Security Focus e o Vunet (o primeiro é bem conhecido, o segundo eu não consegui acessar), o artigo mostra uma “classificação de insegurança” dos diferentes sistemas operacionais em suas várias versões e distribuições, baseado no número de falhas de segurança encontrados num dado período de tempo em cada um deles. O ranking pretende mostrar que várias distribuições populares de Linux e duas versões do Solaris são menos seguras do que o Windows 2000.

Claro que a questão não se resume aí – o site, por mais lógica que seja sua argumentação, é especializado em Windows e certamente tem suas tendências (basta ver os títulos para os próximos artigos previstos: “Linux: Mitos x Realidade” e “Windows inseguro? Um guia passo-a-passo para você não se preocupar!”). Mas é interessante alguém mostrar que nem todos os mitos da informática são fabricados no campus da Microsoft…

O pai do ecstasy

Feb 19, 2002

Já nos anos 80 Angeli abria os olhos da petizada (na impagável sessão de cartas da Chiclete com Banana) para o fato de que a apologia às “drogas”, independente de ser correta ou não, já era algo extremamente esgotado e sem sentido, e que o assunto fora tratado à exaustão nos anos 60 e 70.

Hoje em dia o debate evoluiu. Pode-se ver isto quando o tema maconha é tratado na mídia (chegando ao ponto de se falar em uso medicinal e questionar sua posição em relação ao álcool na “escala” dos entorpecentes), mas dificilmente encontra-se alguém que queira abrir o debate sobre as drogas mais pesadas (exceto, claro, os direitões truculentos de plantão, quando pedem urugência para repressão policial ao “tóchico”).

Neste contexto, a entrevista com o bioquímico Alexander Shulgin, do sempre excelente site no., produz um constraste muito bacana. O curioso é pensar que o homem trabalha pros “dois lados”: analisa drogas para o governo americano em processos que envolvem o tráfico, mas a licença especial que este tipo de pesquisa exige lhe dá liberdade para pesquisar e uma certa imunidade informal na “guerra” contra o tráfico. O assunto é pano pra manga, mas um cara que ganha a confiança do governo americano e de Timothy Leary ao mesmo tempo é, no mínimo, digno de atenção…