chester's blog

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Convertendo vários arquivos de um encoding para outro

29 Oct 2009 | Comments

Devem haver maneiras melhores de converter todos os arquivos numa pasta de um encoding para outro (no caso, MacRoman para UTF-8), mas essa funcionou, e achei por bem anotar/compartilhar:

find . -type f | xargs -I {} sh -c 'iconv -f MACROMAN -t UTF-8 {} > {}.converted_from_iconv'; find . -type f | grep -v converted_from_iconv | xargs -I {} mv {}.converted_from_iconv {}

Funcionou no Mac OS X, e deve rodar bem em Linux/Cygwin também.

Video Games Live 2009 SP

08 Oct 2009 | Comments

Video Games Live 2009 SPFui no Video Games Live com um certo pé atrás. Afinal de contas, um evento onde você bota uma orquestra sinfônica para tocar música de videogame é um pouco surreal – e juntar três mil nerds pra alucinar em cima disso me parecia a própria receita da vergonha alheia.

Mas acabei me surpreendendo: a energia do Tommy Tallarico (que apresenta as músicas, anima a galera e introduz um contraponto à orquestra com a guitarra empolgada) faz a coisa acontecer. Claro, depende muito da sua conexão emocional com os jogos cujas músicas estão sendo interpretadas: coisas que eu não joguei pareciam bem “yeah, whatever” – mas era só pintar algo mais familiar que eu me empolgava um pouco.

Uma das características do show é que eles estimulam fotos e filmes – e o HSBC Brasil mandou muito bem ao disponbilizar uma rede Wi-Fi. Isso me permitiu usar o Qik para filmar algumas músicas do evento, mais as tradicionais fotos e comentários no Twitter. (pena que eu só descobri que o Qik não usa o giroscópio do iPhone na metade – mas whatever, o que mais importava era a música mesmo.)

O evento deve duas interações com o público: uma quando chamaram um cara pra jogar Space Invaders de um jeito inovador (com um sistema que fazia tracking da imagem na camiseta dele, então ele tinha que correr pelo palco para mover a nave) e um cara que ganhou um campeonato de Guitar Hero e DETONOU no palco.

Enfim, a vergonha alheia passa logo nos primeiros minutos. Dali pra frente é uma maneira inovadora de ver música clássica. Ou de ver música de videogame.

MemeThis

05 Oct 2009 | Comments

O último ano viu o surgimento de uma quantidade enorme de sites inspirados no Twitter. Alguns tentam traduzir e/ou adaptar para culturas locais, outros tentam expandir o conceito (incluindo fotos, voz, etc.) – isso sem falar em sites já estabelecidos que abraçaram a idéia. Uns foram comprados por gente grande – e vários fecharam, mesmo com alguém bancando.

Era de se esperar que o Yahoo! entrasse nessa arena de alguma forma, mas o Yahoo! Meme superou as minhas expectativas, trabalhando muito bem três aspectos desse tipo de site: o encaminhamento de posts alheios (o “retweet” ou RT do Twitter); a multimídia (turbinada por uma interface que facilita o compartilhamento de fotos, vídeos e músicas sem as ginásticas que o passarinho exige) e a extensibilidade, que permite que terceiros conectem seus sites e aplicativos na plataforma.

A idéia é ótima (ainda mais como alternativa ao famigerado email com PowerPoint anexado e copiado para meio mundo), mas eu e a Bani nos incomodávamos com um lance: a burocracia. Você tinha que copiar o endereço do conteúdo, abrir o Meme, se autenticar, selecionar a mídia, colar o conteúdo e escrever algo sobre ele (do zero). Na nossa cabeça, a coisa só ia rolar se tivesse um botão no navegador que “olhasse” para o conteúdo e cuidasse desse processo todo.

Esse incômodo se juntou com a coceira de brincar com o ecossistema de tecnologias de compartilhamento de dados que o Yahoo! disponbiliza (tais como YQL e oAuth) e fez a gente criar o MemeThis: um site que em poucos segundos gera o tão sonhado botão (bookmarklet, tecnicamente falando) personalizado para a sua conta no Meme.

O código-fonte é escrito em Java, e é livre. A parte dos bastidores (que faz toda a mágica acontecer) roda no Google App Engine – como bem observou um amigo nosso, usamos uma linguagem da Sun para ampliar um serviço do Yahoo! usando um outro serviço do Google. Web 2.0 é isso! :-P

Apesar de ainda ser uma versão beta, já tem bastante gente usando. E agora não é preciso mais mendigar convites: o Yahoo! Meme está aberto para todos, é só ir !

Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar)

29 Sep 2009 | Comments

Eu não me ligo muito em campanhas inter-blogs, mas vou abrir uma exceção.

A história: um blog fez uma resenha não muito positiva sobre um bar, e os donos reagiram da pior forma possível: ameaçando processar os caras se eles não tirarem o post do ar.

Felizmente nunca fui ao local, mas amigos bons de copo confirmam que o atendimento lá deixa muito a desejar. E mesmo que não fosse o caso, a atitude correta seria responder (ou até, sei lá, viagem minha, melhorar o serviço), e não soltar os advogados.

Oportunamente surgiu a excelente idéia de reproduzir o post em tudo quanto é blog, tornando impossível essa tentativa estúpida e truculenta de censura. Segue, portanto, a íntegra da resenha (mas não deixe de acompanhar os comentários no post original):

saobento

Depois da Faixa de Gaza e do Acre, este é o pior lugar do mundo para você ir com os amigos. Caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos: você toma dois dedos do seu chopp, quente e azedo que nem xoxota nos tempos dos vikings, eles já colocam outro na mesa. E se você recusa, eles ainda ficam putos. Só tulipadas diárias no rabo para justificar tamanha simpatia no atendimento.

Fui no da Vila Madalena. Dizem que o do Itaim é ainda pior.

Para dicas de botecos que valem a pena, leia outras resenhas aqui

Siga o Resenha pelo Twitter antes que eu bote outro link na mesa. Resenhado por Raphael Quatrocci às 23:22

simpleyql – usando as APIs do Yahoo! em Java

26 Sep 2009 | Comments

O simpleyql é uma biblioteca que facilita bastante o desenvolvimento de aplicações em Java que manipulem dados de usuários do Yahoo! Meme (ou de quaisquer sites do Yahoo! que estejam expostos via YQL e oAuth).

Na teoria, é possível usar uma biblioteca de oAuth pré-existente para isso (o próprio simpleyql se baseia em classes disponíveis no oauth.net), mas quando eu e a Bani começamos o MemeThis (falo dele em outro post) vimos que as particularidades do Y! tornariam o código demasiadamente complexo.

Além disso, essas classes exigem um grau de entendimento de oAuth maior do que o puramente conceitual. E o fato de o Yahoo! disponibilizar bibliotecas para outras linguagens – mas não para Java – foi a gota d’água que motivou a criação da biblioteca.

Com ela, basta uma quantidade mínima de código para iniciar o processo de autorização do usuário – um passo necessário quando ele acessa sua aplicação pela primeira vez. Dali em diante basta manter a chave de acesso atualizada no banco de dados ou equivalente, e você poderá usá-la em uma chamada simples sempre que quiser interagir com o Y! em nome da pessoa.

Parece simples? Ótimo, essa era a idéia: encapsular os detalhes do vai-e-vem de tokens e permitir ao desenvolvedor focar apenas na aplicação. A biblioteca é compatível com o Google App Engine (o MemeThis roda nele), então não tem mais desculpa: se a sua praia é Java, a hora de desenvolver pro Yahoo! Meme é agora.

Jailbreak do iPhone OS 3.1

23 Sep 2009 | Comments

logo do PwnageToolQuem tem iPhone da primeira geração (não 3G ou 3GS) pode usar o PwnageTool novo e a receita de bolo que eu publiquei outro dia para atualizar para o OS 3.1. Testei no meu, que já tinha o 3.0, e rolou sem problemas.

Nem foi preciso fazer o unlock novamente – ou seja, se o seu já inicializa com o logo do abacaxi, pode responder “yes” na última pergunta (quando ele fala sobre o “pineapple logo”.)

O Cydia parece mais esperto que o Icy, que baixou um sshd velho com dependências todas erradas. Na dúvida, fique no Cydia quando for instalar aplicativos livres. De resto, mande bala.

(dica do @roudi)

Avenida Q – A Internet é pornô!

18 Sep 2009 | Comments

Trekkie Monster, do Avenida QMuita gente deve lembrar de um vídeo que circulou há uns dois ou três anos, em que personagens 3D cantavam a genial música The Internet is for Porn.

A animação era feita através de machinima, isto é, da encenação de cada trecho através de um videojogo 3D pré-existente (no caso, World of Warcraft) e posterior edição. E a música era de uma cena do musical Avenue Q da Broadway – no qual atores contracenam com leituras adultas dos personagens da versão original de Vila Sésamo. Na real, esse foi um só das vários mashups que fizeram com a música – mas sem dúvida o que mais circulou por estas bandas.

Isso tudo era só pra falar que eu fui assistir Avenida Q, uma montagem muito competente inspirada na original. A história é, como tuitou a Bani, deprê e engraçada ao mesmo tempo. É difícil descrever quão bem funciona o lance dos titereiros (levante a mão quem lembrou de “Quero Ser John Malkovich” quando leu esta palava), mas eles são excelentes.

Não vi a original, mas se a adaptação da música mencionada (que eu julgava impossível de ser feita) for um sinal de fidelidade, os caras mandaram muito bem. Enfim, é um ótimo espetáculo, independente da sua relação com o meme. Veja o meu caso: além de não ter visto nenhum dos musicais mencionados no tweet acima, eu mal conhecia o Gary Coleman (um dos personagens é uma versão adulta e decadente dele), e curti mesmo assim.

Mas uma coisa eu já entrei lá sabendo: que a internet é pornô. :-P

Chester na Europa (parte 2 de 3): Berlim

02 Sep 2009 | Comments

De Dresden eu fui a Berlim, que também transpira história a cada esquina. Mas tem uma diferença: Dresden é um lugar mais “leve”, mesmo longe da zona-de-conto-de-fadas, enquanto que em Berlim vivencia-se o fato de estar em uma grande metrópole. Isso se junta às questões da história recente (que nem preciso abordar a fundo) para deixar o clima um pouco mais pesado. Mas só um pouco.

DSCN0228Em termos de hostel, a experiência não foi muito boa. No Mittes os banheiros são coletivos, e a limpeza muitas vezes deixou a desejar. Os funcionários (no geral bem jovens) têm pouca fluência no inglês ou boa-vontade para qualquer coisa que não tenha a ver com bebida ou balada. Parece um lugar legal para adolescentes que querem sair da saia dos pais, fora isso não tem nenhum atrativo.

O café da manhã variava muito: quando os caras abasteciam ele valia os €5.50, mas em dois dos quatro dias eu achei coisas melhores para comer na rua. Tem Wi-Fi, mas eles cobravam o dobro do pessoal de Dresden (e era o mesmo service provider) e, ao contrário de lá, não tinha uma taxa fixa diária.

Fiquei tão puto que confesso ter abusado de uma falha idiota do sistema: quando você dava logoff ele não derrubava as conexões existentes, permitindo fazer downloads gigantes ou ficar no GTalk usando apenas 1 ou 2 minutos da conta. É feio isso, mas considerei questão de justiça pelo preço extorsivo e atendimento “yeah, whatever”.

O pouco que sobrou do muro, protegido por uma grade (é, todo aquele trabalho pra derrubar e agora estão protegendo :-P )O que me manteve lá foi a localização: não só ele era tão perto da estação de trem inter-municipal quanto o de Dresden, mas também tinha acesso ao metrô logo na porta – e também um internet café com o curioso nome de “Bollywood” (o dono era um indiano que, tirando o hábito de fumar de vez em quando naquele lugar fechado, era gente boa.)

E isso é o mais importante, porque Berlim tem *muito* a oferecer. A dica que me deram e eu repasso é fazer, antes de mais nada, o Free City Tour. É um passeio a pé pelo centro da cidade que vai mostrar as principais atrações e apresentar uma perspectiva histórica de cada uma delas.

Depois desse passeio você seguramente vai saber o que fazer e para onde ir. Por “free” entenda que ao final é praxe dar uma gorgeta ao guia – ele não recebem salário e essa gorgeta é tudo o que ele vai ganhar. €5 é um básico, €10 e acima se você realmente gostou (como no caso do meu guia.)

DSCN0374Sugestão: em qualquer dia sem chuva suba na Fernsehturm, a torre de TV – eu achei que todo dia era dia, e acabei não indo porque o tempo fechou (substituí por um passeio na Lego Land do Sony Center – que, de boa, não vale os €15.)

A minha fama de apreciador da cultura e das artes é uma farsa elaborada que exige manutenção constante. Isso me levou à East Side Gallery, na qual uma seção sobrante do muro é usada como galeria de arte ao ar livre. Claro que o discurso acerca da unificação é o mote, mas é interessante ver como outras bandeiras políticas e influências culturais se misturam e dão origem a peças únicas.

Tem museus a dar com pau, e o sistema de transporte público permite visitá-los com facilidade. O hostel tinha alguns mapas turísticos, mas nenhum bom – o único legal mesmo foi o que o pessoal do Free City Tour deu (que você pode pegar no Starbucks que marca a saída, ou com o guia.)

DSCN0270Um passeio bem bacana foi a ida até o município vizinho de Potdsam – foi um pouco complicado chegar porque uma das rotas estava inoperante devido a uma inundação – e eles só avisam isso nos letreiros em alemão. Fica a dica: informe-se antes de sair se for fazer esses passeios mais longos.

O ideal é alugar bicicletas (o que pode ser feito lá ou em Berlim, os trens acomodam bicicletas numa boa), mas chegamos meio tarde e acabamos percorrendo o grande jardim a pé. Quase morri, mas valeu: os jardins e castelos são indescritíveis – num deles funciona a Universidade de Potsdam. Igualzinho ao IME. :-P

Compramos um mapa turístico por €2 que permitiu fazer esse passeio por conta, mas nem ele antecipou a surpresa que foi encontrar a Brandenburger Straße: com um mercado de comes e bebes ao ar livre, a rua é o destino final ideal para um fim de passeio (se você não chegar tarde como a gente.)

A cidade é famosa pela vida noturna – mas a minha também é, então só topei sair à noite para lugares que fossem “lado B” o bastante (já que durante o dia eu andava bastante). O Leo foi providencial nessa hora, tirando da manga dois lugares interessantes: o Chill Out, um barzinho bem aconchegante, família mesmo (se você não levar em conta a boneca inflável que fica sentada na mesa de bilhar), e o Cafe Zapata.

DSCN0355Esse último é mais curioso: reza a lenda que quando o muro caiu, alguns edifícios de Berlim Oriental foram parcial ou integralmente abandonados por seus habitantes, que zarparam para o outro lado. Um deles foi tomado por uma galera e transformado em um misto de espaço cultural alternativo e balada.

Por €2 eles carimbam o guardinha do Firefox na sua mão, o que permite entrar e sair à vontade – um lance importante, dado o preço das bebidas lá dentro. Por “dentro” entenda-se a antiga garagem do prédio, onde as barraquinhas de bebida dividem espaço com um palco, onde uma banda fazia covers competentes de rock anglo-americano clássico.

Ainda no térreo tinha uma área fechada que parecia até uma danceteria normal – a menos do povo freak extreme e do dragão metálico soltando fogo esporadicamente. Isso sem falar em uma máquina de fliperama mega antiga que eu nem conhecia – era alguma coisa velhaca da Taito ou Atari, coisa de anos 80 ou até anterior. Surreal no último.

Nos andares do prédio (cobertos por pôsteres e grafitti) você não paga para entrar, e cada um tem uma coisa – desde baladas mais descompromissadas até uma daquelas feirinhas de “arte” estilo Benedito Calixto. A maior parte do pessoal é bem de boa, com a eventual trupe de girls-gone-wild dando um colorido. Uma balada bem alternativa.

DSCN0384Um outro lance muito divertido foi conhecer o Ampelmännchen, ou Ampelmann. Os alemães orientais criaram este personagem especialmente para orientar as crianças acerca da importância de atravessar no farol. É mole?

Sei lá qual foi o resultado, mas a coisa virou febre: na lojinha (que tem versão online) você encontra todos os produtos possíveis e imagináveis: roupas, canecas, móveis, até bala de goma e guarda-chuva! Dá pra viver só usando produtos do Ampelmann. Isso sem falar no restaurante, que não deu tempo de visitar.

Enfim, um país que gasta tanta energia com um detalhe como o bonequinho do farol merece uma visita. Próxima parada: Praga.

Wikipedia offline no iPhone \o/

31 Aug 2009 | Comments

Aleluia! Finalmente pintou uma aplicação que permite levar a Wikipedia em qualquer lugar, independente de operadoras ou redes Wi-Fi.

Demorou para me convencer a gastar US$ 10 na Encyclopedia – ainda mais levendo em conta que é para acessar um conteúdo essencialmente gratuito e livre. Mas baixar a Wikipedia e colocá-la num formato viável é um trabalho do cão, que merece ser recompensado. E o que isso vai me poupar de gasto com internet em momentos de tédio vai pagar a conta rapidinho.

É bom lembrar que, além de gastar os ~R$ 20, é preciso liberar uns 2GB de espaço no aparelho. Outra coisa chata: após instalar a app você tem que deixar o iPhone baixar os arquivos. E parece que eles não sincronizam com o iTunes – ou seja, se der pau é provável que tenha que baixar tudo de novo (estou tentando achar os arquivos pra fazer backup.)

Mas tudo isso vale por um simples motivo – o programa realiza um sonho de consumo da minha infância:

O livro mais completo do universo

Sim, gente: ter a Wikipedia no bolso é equivalente a ter o Manual do Escoteiro Mirim – aquele livro que sempre salvava os sobrinhos do Donald (antes, claro, de eles poderem contar com a ajuda dos Vingadores) em qualquer situação complicada que surgisse.

Na época a Abril até lançou um livro com esse nome – mas duvido que ensinasse como é feito um pára-quedas, ou dissesse qual é a moeda usada na Lapônia.

Alguns diriam que a Wikipedia offline também é funcionalmente equivalente (ao menos para quem não pretende sair deste planeta) a outro livro indispensável:

Outro livro sem precedentes. Arte de George Cairns.

É fato: O Guia do Mochileiro das Galáxias também livraria a cara fortemente em várias situações complicadas do dia-a-dia.

Seja lá o que for, o fato é que agora ninguém me segura - pode ser difícil de achar (a busca é só por título), mas o que quer que eu precise saber está lá! :-)