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“Juventude” Cesar Maia

05 Jan 2004 | Comments

Eu não costumo falar de spam por dois motivos: primeiro porque que o SpamBayes faz um excelente (e gratuito) trabalho se livrando dele, e segundo que tem gente que fala do assunto com mais competência e bom-humor do que eu.

Hoje o software me surpreendeu deixando passar o spam abaixo, recebido de uma tal Juventude Cesar Maia. É interessante que, além de não morar no Rio, eu me identifico mais com o Michael Jackson ou com o Chewbacca do que com o Cesar Maia!

Tudo bem, faz parte da “cultura” do spam ignorar completamente o público-alvo – e, até um certo ponto, condiz com o comportamento do político em questão. O que me tirou do sério foi o aviso do final (e nem por causa do horroroso “informação de informativo”) .

Fiz questão de desobedecer e divulgar o spam na íntegra (com negrito na parte que me chateou):

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Somos um grupo de jovens que se identifica com o perfil de gestão pública de Cesar Maia e se empenha pela divulgação de suas idéias, programas, projetos, vivenciando a realidade política do município do Rio de Janeiro.
ou envie e-mail para juventudecesarmaia@globo.com
Assim você conhecerá melhor nosso trabalho e passará a receber nosso boletim semanal.
Juventude Cesar Maia

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A Juventude Cesar Maia é um grupo apartidário.

Seus membros são todos admiradores do trabalho de Cesar Maia.

Não somos um órgão oficial.

Nosso serviço é gratuito e feito por voluntários.

É vedada a publicação total ou parcial de qualquer informação de informativo,

sendo necessária a permissão dos coordenadores da JCM.

Caso não queira mais receber nosso newsletter,

ou receber qualquer informação sobre a JCM

envie um mail para:

Coordenação:

Ana Claudia Lusquinos (alusquinos@ig.com.br)

Daniel Beltran (danielbeltran@globo.com)

Fabrizio Cerqueira (fabriziocerqueira@yahoo.com)

Quintino Gomes Freire (quintinogf@uol.com.br)

E já que o assunto é atari…

03 Jan 2004 | Comments

Eu já vi coisas espantosas serem feitas no Excel – de geradores de código a sistemas de geoprocessamento real-time. Mas esse Nobuya Chikada fez por merecer seu singelo pseudônimo de Japanese Excel Crazy Guy: ele criou um Pac-Man e um Space Invaders, ambos usando células de tamanho microscópico e macros!

Roda 100% no Office XP, só precisa mudar o nível de segurança pra “médio”. Experimente dar um zoom de 200% no Space Invaders. O inglês na página dele é meio tosco (mesmo pros meus padrões), mas quem faz um treco desses com VBScript já cumpriu sua missão na terra.

Quadrinhos atari

02 Jan 2004 | Comments

<img src=”img/blig/atariage.jpg”alt=”capa da revista em quadrinhos do Yars’ Revenge” align=”left” >O Atari Age se destaca dos outros sites sobre o videogame pelo preciosismo com que é construído. Eu comecei a fuçar por causa dos jogos em desenvolvimento: tem até um clone do Dance Dance Revolution!

Mas o melhor foi descobrir que o site disponibiliza todos os quadrinhos que acompanhavam os cartuchos de lá (claro que os nossos cartuchos meia-boca não tinham esse tipo de luxo).

É interessante ver as primeiras histórias do Esquadrão Atari (aparentemente mais antigas e infantis que aquelas publicadas pela Abril), bem como a explicação para o Yars’ Revenge (ou, pelo menos, a explicação que os caras bolaram). Dá pra perder um tempo.

Sentimental (?) shooting

01 Jan 2004 | Comments

Quem já jogou em MSX conhece duas das maiores famílias de jogos japoneses: os “atire em 800 naves” e os “tire a roupa da menina”. Ontem eu descobri o Sentimental Shooting, que de sentimental não tem nada: nele você tem que atirar em 800 naves e tirar a roupa da menina.

Cada fase (i.e., garota) tem dois momentos: no primeiro você tem que destruir todos os pedaços da roupa (se faltar um só já era). Quando a coitada está apenas de calcinha e sutiã, você atinge o segundo momento, um boss stage no qual você pode terminar o “serviço”.

O nível de dificuldade é acima da média (eu tive sorte de ter dois fudebas em casa, que suaram um pouco mas detonaram as duas primeiras fases). Nem sei se o jogo é “comprável” (diz-se por aí que os gráficos são chupados do Sentimental Grafitti, daí o nome), mas dá pra achar fácil no Kazaa.

UPDATE: Achei o site do while(1);, o grupo japopnês que criou o Sentimental Shooting. Tem uma versão trial aqui.

Enigmas

01 Jan 2004 | Comments

Uma vez eu mencionei uma brincadeira de salão na qual um participante narra uma história incompleta, e os outros tentam adivinhar a parte oculta da da mesa, fazendo perguntas ao narrador.

Volto ao assunto porque, procurando por “enigmas”, encontrei algumas páginas com histórias desse tipo (que foram úteis durante o ano-novo). Destaco a GeniusLand, que, apesar do MIDI chato, tem praticamente todas as histórias que eu conhecia, num formato bacana para quem quer contar. Só não vai ler tudo, senão você não vai poder jogar sem ser o narrador!

Meu mundo caiu

26 Dec 2003 | Comments

Sabe aquela história de que a água escorrendo da pia sempre gira num mesmo sentido no hemisfério norte, e no sentido oposto no hemisfério sul? Pois é, é mentira. E o lance de o ser humano só usar 5% (ou 10%, dependendo da fonte) do cérebro? Cascata também.

Esta época do ano (em que a criançada começa a descobrir que o Papai Noel não existe) é bem apropriada para a leitura do Projeto Ockham, um site que desconstrói uma série de mitos desse gênero, procurando, em suas próprias palavras, “estimular a análise racional, ao invés da crença cega em informações de origem duvidosa”. Demorou.

Inclusão digital e a origem do linux

25 Dec 2003 | Comments

<img src=”img/blig/softlivre.jpg”align=”right” border=”2” alt=”Software Livre e Inclusão Digital”>Uma das grandes virtudes da comunidade do software livre é seu primor pela excelência técnica. Infelizmente, este é o catalisador do que é possívelmente seu maior vício: a disposição que este pessoal tem para dizer bobagens sobre assuntos que pouco entendem – desde o software do concorrente até ética e geopolítica.

Joel Spolsky demostrou um exemplo disto em sua brilhante análise do livro The Art Of UNIX Programming. É claro que não é preciso ir tão longe para perceber que, para cada insight inteligente que o Eric Raymond tem, ele diz umas cinco dúzias de abobrinhas.

Como de costume, Joel extrapolou o objetivo original, culminando em uma radiografia precisa das principais diferenças entre os desenvolvedores Windows e UNIX – e isto ajuda a entender melhor as motivações por trás dos usuários de cada um dos sistemas. O que veio em boa hora, já que eu estava lendo dois livros sobre o assunto:

Software Livre e Inclusão Digital é uma coletânea de autores diversos, que foca muito mais na questão da inclusão digital no Brasil do que nos aspectos técnicos do software livre. O mérito está no enfoque local, em tentar entender como o software livre ajudou e pode ajudar nesta questão – é um pouco chover no molhado, mas vale o exercício.

Boa parte dos textos são de pessoas ligadas a iniciativas já em andamento – um tom panfletário é inevitável, já que muitas destas ações partiram de prefeituras e governos ligados a um mesmo partido, o PT. O lado positivo é que isto torna possível conhecer detalhes de ações como os Telecentros – tanto das especificações técnicas quanto do perfil de uso e resultados práticos.

A maior parte dos textos tem um tom mais acadêmico, o que, embora facilite seu uso como ferramenta de divulgação e sustentação, os torna bastante enfadonhos. Vale mais como consulta do que como leitura de capa a capa.

<img src=”img/blig/soporprazer.jpg”align=”left” border=”1” alt=”Só Por Prazer - Linux: os bastidores de sua criação”>Em contrapartida, Só Por Prazer, a autobiografia de Linus Torvalds, é um livro divertidíssimo. Com um bom papo que rivaliza Steve Jobs (aliás, o episódio do chega-pra-lá no Jobs já vale a leitura), ele narra em detalhes sua vida até o “estrelato”. Linus usa um ghost writer que nem é tão ghost assim, o que dá uma boa credibilidade.

Os detalhes é que são a parte interessante. Por exemplo, muito do que ele aprendeu de Assembly se deu graças à pouca disponibilidade de software para o Sinclair QL, seu segundo computador (o primeiro foi um VIC-20). E o surgimento do Linux tal como ele é se deu devido à sua vontade de aprender detalhes sobre o 386, só isso.

Linus se dedica bastante a desfazer o mito do supergênio, que conhece desde sempre o alfa e o ômega da computação. Claro, ele é, sem dúvida, um programador “olho de tigre”, e seu trabalho está aí, mas muito do que ele colocou no kernel do Linux foi aprendido em campo, enquanto a coisa ia acontecendo.

Fica evidente que ele tem muito mais bom senso que a maioria dos porta-vozes do software livre. Por exemplo: ao contrário de Stallman, que prega que todo software deveria ser livre e ponto, Linus deixa claro que o direito do programador de fazer o que bem entender com o fruto do seu trabalho (inclusive patenteá-lo, se quiser) está acima disto.

Correndo o risco de abalar os defensores da “meritocracia”, não há como deixar de notar a relação entre esta coerência/serenidade e o fato de ele ser um cara resolvido, casado, pai de família, etc., em oposição ao estereótipo comumente atribuído aos desenvolvedores UNIX. Afinal, é difícil querer dizer para os outros como o mundo deve funcionar se a sua vida pessoal (ou falta de) é um desastre.

Um feliz natal para todos

14 Dec 2003 | Comments

Juro que achei essa por acaso. Não faço a menor idéia de quem é o autor. Estava aqui.

<img src="img/blig/natal.jpg"border="1" alt="foto de um túmulo com os dizeres 'Santa Claus - 1836-2000' e uma criança chorando na frente">

Nambla

10 Dec 2003 | Comments

Cartman achando que a NAMBLA é outra coisa... :-PExiste um episódio hilário do South Park sobre uma tal NAMBLA (North-American Man/Boy Love Association), uma associação que promoveria o “direito” dos homens americanos de terem relações sexuais com meninos.

Até aí normal (pelo menos para South Park). O que me deixou estupefato foi saber a NAMBLA existe mesmo no mundo real. O site dispensa comentários, e o único consolo é ver que tem mais gente preocupada com isso.