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Simpsons no Rio: como era de se supor, nada de mais

16 Apr 2002 | Comments

Finalmente assisti o tão falado episódio dos Simpsons que se passa no Brasil. É bacana, como de costume. Tem algumas misturas culturais inevitáveis mas, no geral, os roteiristas sabem do que estão falando – a apresentadora do programa infantil teleboobies é prova cabal disto.

E dá pra comprovar que a choradeira da Riotur em torno do assunto não passa de mais um dos “factóides” da administração Cesar Maia. Pelo jeito, o prefeito ficou sem mais o que inventar (ao menos desde o episódio da Avenida Atlântica) que possa desviar a atenção popular da sua absoluta incapacidade como governante.

Para quem tem saco/banda que permitam fazer um download de 70MB (e tá com o inglês acima do “the book is on the table”) aqui tem o desenho na íntegra. Mas não é nada que não dê pra esperar passar no Brasil (se é que vai)…

Garçon, uma coca com gelo, limão e conformismo, por favor

14 Apr 2002 | Comments

Um amigo me apontou este interessante artigo que trata de um daqueles pequenos dramas cotidianos: o fato de que o limão na coca-cola virou um default em São Paulo, i.e., se você não pedir uma coca sem limão (com ênfase), ela fatalmente virá com limão.

Eu nunca fui muito fã do cítrico na bebida industrializada. Acontece que, por algum fenômeno bizarro, quando você diz “uma coca sem limão”, o garçon fatalmente registra “mmmmm… Coca… mmmmm… limão”, e o que chega na cozinha é algo do tipo “Zé, manda uma coca com bastante limão”, e lá vem o copo lotado.

Assim, resolvi me resignar e “me acostumar com o sabor” da coca com limão (como dizia aquela propaganda de água tônica que era o ápice do marketing estilo cara-de-pau) . Pode parecer bobagem, mas pelo menos agora quando eu peço uma coca com limão e gelo vem exatamente o que eu pedi.

Isso é melhor? Eu sinto que sim, o que me basta. Se for necessário embasar, a teoria psicológica do desamparo aprendido diz que assim eu aumento minha sensação de controle do ambiente e por isso vivo mais feliz.

Para quem julga o meu comportamento conformista, eu digo apenas que prefiro mil vezes sê-lo com um reles limão, dedicando meu senso crítico a coisas realmente importantes, a fazer como uns e outros que aprontam o maior escândalo em defesa dos seus importantíssimos direitos no restaurante, mas simplesmente se conformam com o rouba-mas-faz e outros absurdos da brasilônia…

A rainha está morta. longa vida a quem souber preencher o espaço na mídia

13 Apr 2002 | Comments

Claro que o funeral foi pomposo, e os ingleses compareceram em peso, mas daqui do terceiro mundo ficou uma impressão de que a morte da plebéia Diana foi mais traumática do que a da própria Rainha-Mãe – ao menos, teve mais “media stickness” (para usar um termo da própria mídia), visto que os informativos já se ocupam de outros assuntos.

Essa aparente inversão de prioridades é difícil de medir (estamos falando, entre outras coisas, do inconsciente coletivo). Fora que é curioso pensar que não se restringe aos excêntricos ingleses: juntando a comoção em torno da morte de Tancredo Neves ou Mario Covas a todos os outros passamentos “oficiais” não creio que some-se metade do clima de estupefação nacional em torno da última corrida de Ayrton Senna.

Mataram o Kenny de vez… bastardos! (ou não?)

02 Apr 2002 | Comments

Dessa vez, mataram o Kenny mesmo. E essa notícia me fez pensar: por que os autores de quadrinhos e desenhos de sucesso precisam tão desesperadamente assassinar suas criações quando estas estão no auge?

Creio que Crumb começou esta onda, ao dar cabo de Fritz. Mas o caso dele é fácil de entender: o personagem estava tomando um rumo muito comercial, ele não curtiu, cortou pela raiz. Não foi o único: o Angeli mandou pro saco a Rê Bordosa na mesma linha de pensamento.

No extremo oposto, temos as editoras que descobriram que é uma boa idéia “matar” personagens quando suas vendas não andam muito boas – vendem-se alguns gibis “a morte do fulano”, “o enterro do fulano”, “a missa de sétimo dia do fulano”, e, claro, “a ressurreição do fulano”. Eventualmente surgem histórias boas (o “fulano” precussor, que todo mundo sabe quem é, foi agraciado com bons roteiros e desenhos, especialmente após a “ressurreição”), mas o golpe de marketing é evidente.

Acho que o caso do Kenny foi uma mistura dos dois: os autores se encheram o saco *e* resolveram chamar a atenção, eventualmente transformando isso em lucro. Como se South Park precisasse… :-)

Bustani: um brasileiro peitando os EUA

19 Mar 2002 | Comments

Sei que é quase chavão afirmar que brasileiro só é patriota em copa do mundo, mas tem horas que o apoio popular aos brasileiros que realmente defendem os interesses da nação (ou mesmo da humanidade) faz muita falta. É o caso do embaixador José Maurício Bustani, que ocupa a secretaria executiva da OPAQ, uma entidade que busca a diminuição das armas químicas no mundo todo.

Eleito (e re-eleito) por voto direto e unânime dos representantes de mais de 140 países, Bustani tem sido extremamente eficiente no seu papel, o que é confirmado pela redução global na produção e armazenamento destas armas nos últimos anos. Apesar disto, os EUA pedem o afastamento de Bustani, sem quaisquer argumentos consistentes.

O motivo real: Bustani está conduzindo as negociações para a retomada das inspeções no Iraque. Isto prejudica os esforços da máquina de propaganda americana de pintar uma imagem de intransigência no país e justificar uma invasão. É bom lembrar que uma ação militar no Iraque não resolveria nenhum problema, seja do Oriente Médio ou do Ocidente, e só servindo para justificar a atitude belicosa administração Bush, já vista por muitos como um dos fatores que causaram o atentado de 11 de Setembro.

Felizmente o Itamaraty parece estar reagindo a favor do embaixador. Resta saber se os países que integram a organização irão ter o bom-senso de refrear os ânimos do cowboy republicano quando o assunto for a voto (as perspectivas são animadoras, mas na hora “H” nunca se sabe).

O chato mesmo é pensar que até Romário teve mais apoio brasileiro lá fora (tanto do povo quanto do presidente) do que Bustani, mesmo considerando que o baixinho incentiva muito mais a discórdia do que a paz…

Repensando o desenvolvimento de software com Joel Spolsky

18 Mar 2002 | Comments

Eu sempre fui contra a idolatria de pessoas, vivas ou mortas, até que conheci o trabalho de Joel Spolsky. Ele já foi desenvolvedor da Microsoft, da Juno e outros lugares interessantes. Hoje Joel tem sua própria empresa, e se tornou o meu guru espiritual quando o assunto é desenvolvimento de software. Não estou falando da parte técnica do assunto (isso já tem ótimos autores), mas sim da parte gerencial, que na maioria das empresas é dilbertiana demais para uma suposta ciência exata…

Em seu site acontecem discussões de altíssimo nível que tentam desmistificar esta mistura bizarra de engenharia e arte, e hoje encontrei um artigo ótimo, meio antigo até, no qual Spolsky defende que o verdadeiro foco de uma empresa de software deve ser “converter talento em código”, e não perder tempo e dinheiro com atividades secundárias. O artigo é indispensável para quem tem qualquer influência gerencial neste processo.

Os técnicos não podem passar sem ler User Interface Design for Programmers, um convite a se repensar a maneira com que as interfaces com o usuário são criadas. Enfim, o site inteiro é ótimo, Joel é meu pastor, nada me faltará!

Lenha na fogueira II

18 Mar 2002 | Comments

Ok, sei que estou exagerando no assunto software, mas este artigo é irresistível por falar algumas verdades para a comunidade “especializada” que insiste em achar que os males do mundo da informática começam e terminam em Redmond…

Oompa, loompa, doom-pa-dee-do…

14 Mar 2002 | Comments

Ainda bem que eu resolvi ser programador – se eu fosse ser roteirista de cinema em Hollywood estaria passando fome, porque agora só se faz refilmagem. Chegou a vez de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, filme obrigatório nas Sessões da Tarde dos anos 80, ao lado de “A Noviça Rebelde”, “Sete Noivas para Sete Rapazes” (ou algo assim) e todos do Jerry Lewis.

Vamos ver o que pode sair disto. Meu maior medo é chamarem o Danny DeVitto para fazer o papel dos Oompa-Loompas (afinal, hoje em dia basta um ator e bastante Control+C e Control+V na edição).

Truco para Windows/Linux

07 Mar 2002 | Comments

Há alguns anos eu comecei a desenvolver um jogo de Truco para Windows. O projeto caminhou bastante, mas nunca tive tempo de acabar.

Como falta pouca coisa, resolvi disponbilizar o código-fonte para que algum programador Delphi ou Kylix que se interesse complete o jogo. Alguém se habilita?