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Painstation: errou, apanhou (de verdade)

04 Mar 2002 | Comments

A ilustração aí do lado é o esboço do PainStation, um jogo estilo “pong” criado por dois alemães, no qual cada bola perdida faz o jogador sofrer alguma espécie de punição física na mão que fica sobre a máquina. Estas punições incluem choques, queimaduras, pancadas e afins – cada sensação é causada por um “módulo de execução de dor”, e os rapazes desenvolveram alguns bastante criativos.

O Wired News deu uma boa matéria sobre o assunto, e o site dos caras mostra algumas fotos de gente que saiu bem machucada da brincadeira. Se esse negócio fosse comercializável eu vendia meu Playstation hoje mesmo.

Murad: e tinha outro jeito de pegar ele?

01 Mar 2002 | Comments

Cansei de ver, nos últimos dias, jornalistas e políticos denunciarem o “absurdo” que é o judiciário saber de tanta coisa sobre Jorge Murad e só tomar uma atitude agora. Será que alguém realmente acredita que, sem uma forcinha “lá de cima”, a vida de um genro de coroné como Jorge Murad seria investigada de alguma forma?

Claro que teve influência PSDBista nos eventos da sexta-feira (os quais, vale lembrar, foram o puro e simples cumprimento da lei), mas é o único jeito (fora uma moralização do poder público, que depende do brasileiro acertar a mão no voto) de combater a nefasta influência PFLista que mantém tramóias como as deste cidadão debaixo dos panos.

Catálogo acme

01 Mar 2002 | Comments

Os personagens dos desenhos animados da Warner (e mesmo de outras produtoras) sempre puderam contar com os produtos ACME. E algum doido reuniu todos eles num catálogo que, lamentavelmente, não possui um botão “comprar”. Como vou viver sem a “tinta invisível” ou o “dedão para caronistas”?

A propósito: até hoje não consegui descobrir o que significa ACME – ao menos não como sigla. O verbete acme no Merriam-Webster´s dá “o ponto ou estágio mais alto” ou “aquele/aquilo que representa a perfeição do objeto em questão”. Será que tem a ver?

Lenha na fogueira: Linux e Solaris são menos seguros que Windows

20 Feb 2002 | Comments

O site Baboo publicou este artigo que traz um pouco de novidade ao debate sobre sistemas operacionais (lamentavelmente composto na maior parte do tempo por egotrips e opiniões pouco calcadas na realidade das pessoas e empresas).

Usando de forma bastante transparente dados de sites especializados em segurança, como o Security Focus e o Vunet (o primeiro é bem conhecido, o segundo eu não consegui acessar), o artigo mostra uma “classificação de insegurança” dos diferentes sistemas operacionais em suas várias versões e distribuições, baseado no número de falhas de segurança encontrados num dado período de tempo em cada um deles. O ranking pretende mostrar que várias distribuições populares de Linux e duas versões do Solaris são menos seguras do que o Windows 2000.

Claro que a questão não se resume aí – o site, por mais lógica que seja sua argumentação, é especializado em Windows e certamente tem suas tendências (basta ver os títulos para os próximos artigos previstos: “Linux: Mitos x Realidade” e “Windows inseguro? Um guia passo-a-passo para você não se preocupar!”). Mas é interessante alguém mostrar que nem todos os mitos da informática são fabricados no campus da Microsoft…

O pai do ecstasy

19 Feb 2002 | Comments

Já nos anos 80 Angeli abria os olhos da petizada (na impagável sessão de cartas da Chiclete com Banana) para o fato de que a apologia às “drogas”, independente de ser correta ou não, já era algo extremamente esgotado e sem sentido, e que o assunto fora tratado à exaustão nos anos 60 e 70.

Hoje em dia o debate evoluiu. Pode-se ver isto quando o tema maconha é tratado na mídia (chegando ao ponto de se falar em uso medicinal e questionar sua posição em relação ao álcool na “escala” dos entorpecentes), mas dificilmente encontra-se alguém que queira abrir o debate sobre as drogas mais pesadas (exceto, claro, os direitões truculentos de plantão, quando pedem urugência para repressão policial ao “tóchico”).

Neste contexto, a entrevista com o bioquímico Alexander Shulgin, do sempre excelente site no., produz um constraste muito bacana. O curioso é pensar que o homem trabalha pros “dois lados”: analisa drogas para o governo americano em processos que envolvem o tráfico, mas a licença especial que este tipo de pesquisa exige lhe dá liberdade para pesquisar e uma certa imunidade informal na “guerra” contra o tráfico. O assunto é pano pra manga, mas um cara que ganha a confiança do governo americano e de Timothy Leary ao mesmo tempo é, no mínimo, digno de atenção…

Xbox rumo ao Japão… rola?

18 Feb 2002 | Comments

Há algum tempo eu falei aqui sobre o impacto de uma indústria americana (Microsoft) entrar no mercado de videogames, dominado pelos japoneses na última década. Agora o New York Times tece algumas considerações com base em uma nova situação: após um lançamento promissor do XBox nos EUA, Bill Gates vai tentar vender o console no Japão.

Eu tenho minhas dúvidas quanto à possibilidade de sucesso. Para o jogador japonês deixar de lado a xenofobia e comprar o XBox americano, este teria que ser algo muuuito melhor que o PSX2 ou o Gamecube. Até onde pude avaliar, não é.

Universitárias fazendo sexo na sala de aula

18 Feb 2002 | Comments

<font size=1>(não, isso não é um spam de site pornográfico)</font>

Essa parece que é no Brasil, mas aconteceu na Califórnia: uma investigação sobre algumas aulas envolvendo o tema “sexualidade” na conceituada Universidade de Berkley constata que nelas tem ocorrido “festas que terminavam em orgias” e observação de “como os instrutores têm atos sexuais”, entre outras alegações do gênero.

Depois do caso da Escola Base (para quem não lembra ou não é da época, a imprensa destruiu a reputação de uma escola infantil séria através do uso amador de acusações infundadas e levianas de prática de pedofilia na escola), eu fico meio com o pé atrás com essas “denúncias”. Mas se for sério eu vou fazer de tudo pra descolar uma bolsa :-)

O homem de confiança do homem do baú

17 Feb 2002 | Comments

Imperdível esta entrevista com José Roberto Maluf, braço-direito de Sílvo Santos. Ajuda a entender a transição do SBT de empresa familiar a segunda maior preocupação da família Marinho (a primeira são os próprios, que golpeiam a si mesmos com uma voracidade que a concorrência tem dificuldade para igualar)…

Os disneys por trás de Disney

15 Feb 2002 | Comments

Ao visitar o site do Spacca (um dos meus desenhistas/escritores favoritos entre os “contemporâneos” nacionais), deparei-me com este texto, que abre com alguns comentários interessantes sobre Walt Disney, fazendo uma rápida desconstrução do “mito do usurpador” (a pecha de egocêntrico atribuída a Disney, baseada no fato de que as histórias só levavam a assinatura dele).

Mas o interessante foi mesmo ele desvendar detalhes interessantes sobre a divisão italiana do estúdio. Além disso tem alguns links bons pra queimar umas horas pesquisando o assunto – prato cheio para os fanáticos de plantão (presente!) que já sabem reconhecer um Carl Barks no meio das histórias “anônimas”.<table class=mensagem width=”100”% border=0 cellpadding=0 cellspacing=4 width-93>

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