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Vila ema – é nóis na fita (e na ilha)

02 Feb 2002 | Comments

Quando eu falo que a Vila Ema (meu “bairro natal” em SP) é um lugar único no universo, ninguém acredita. Hoje eu resolvi dar uma procurada no Yahoo!Brasil, pra ver o que tinha sobre a vila. E encontrei o Nóis na ilha!, um site pessoal pra vilaemense nenhum botar defeito.

Destaque para a seção “cuecas”, onde são apresentados os manos Duzits, Negoxuru, Alemô, Peixe, Debal, Naldinho, Fião, Paraguaio, Nego Celo, Naté buscapé, Mun-há e muitos outros (o pior é que os meus camaradas *todos* tinham apelidos nesse naipe). Esse bairro tinha que ser tombado como patrimônio histórico (apesar que “tombado” lá quer dizer que o cidadão foi abatido a tiros, então deixa pra lá)…</tr> </table>

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Doméééstica… ela era doméééstica

02 Feb 2002 | Comments

Por mais que eu não ouvisse AM, esse refrão ficou estampado na minha cabeça por anos – e eu nunca dei atenção, achando que fosse uma dessas tentativas de fazer média com as “classes desprestigiadas”, como as odes às gordinhas e míopes do Roberto Carlos.

Esses dias um amigo me intimou a ouvir a música na íntegra. Meus caros, esse Eduardo Dusek é du-ca-ra-co! A letra tem um leve tom de crítica social, mas quebra o gelo com uns toques engraçadíssimos. Confira e divirta-se.

Eu tou voando, eu tou voando

28 Jan 2002 | Comments

Chegou o ano 2000 e a frustração foi geral: nada de carros voadores, teleporte ou colônia de férias em Marte. Mas semana passada testaram o primeiro protótipo de “jetpack” (aquelas mochilas estilo Rocketeer que você veste e sai voando). O doido aí do lado é o dono da Millenium Jet, que, claro, foi o piloto desse primeiro teste (eu também ia querer ser o primeirão se a firma fosse minha).

O vôo foi meio rápido (20 segundos – dá pra ver o vídeo no link), mas, como disse um colega, depois de Santos Dumont a coisa foi rapidinho. Isso me dá esperanças de ter um desses em casa enquanto ainda tenho saúde e culhões pra sair voando por aí…

Depois reclamam do Charles De Gaulle*

23 Jan 2002 | Comments

(* estadista francês que teria dito que “o Brasil não é um país sério”)

Isso deve ser carne de vaca na cultorolândia, mas eu soube hoje que Stefan Zweig, o autor da frase “O Brasil é o país do futuro” (que é, na verdade, uma leitura ligeiramente alterada do título de um dos seus livros), suicidou-se depois de passar alguns meses aqui… isso foi algum recado?

Spectreman – limpando o nome do Dr. Gori

02 Jan 2002 | Comments

(ou “spectromen”, como pronunciávamos nos anos 80)

Hoje em dia já devem ter mais páginas sobre o assunto, mas a primeira vez que eu fui procurar algo sobre o Spectreman na web, eu só achei esta página. Não ligue pro layout meio datado, ela é bem legal, com bastante fotos, e tem até alguns MP3 em português.

Mas eu resolvi escrever porque depois de grande percebi o seguinte: o Dr. Gori era o herói da história, e o Spectremen era, na verdade, o vilão. Pense bem: o Dr. Gori era um cientista que concluiu que a raça humana estava acabando com o planeta. Raciocínio perfeito. Ao invés de fundar um Greenpeace da vida, e ficar mendigando resultados, ele simplesmente resolveu cortar o mal pela raiz, dominando ou exterminando a raça humana. Simples, não?

Infelizmente, Spectreman ( um pau-mandado de uma espécie de ONU espacial, os “Dominantes”, cujo nome já diz tudo) vinha aqui no nosso planeta de terceira órbita, sem entender direito o nosso problema, já soltando porrada. E ele era “auxiliado” por um grupo de funcionários públicos japoneses, o “Grupo Anti-Poluição”, que não ficam devendo nada aos brasileiros: eles não faziam NADA a não ser lamber as botas do Spectreman e falar mal do Gori, que, à semelhança das esquerdas nacionais, era rechaçado mas sempre tentava de novo.

E, para eliminar qualquer dúvida: o Dr. Gori tinha uma consciência ecológica tão avançada, mas tão avançada, que teve o bom-senso de fazer todos os seus monstros de lixo. Ou seja, mostros reciclados. Doutor, o senhor é mesmo um injustiçado…

Retrospectiva Sílvio Santos 2001

02 Jan 2002 | Comments

(meio longo, mas é pra compensar os dias de ausência)

Na onda das retrospectivas, eu só digo o seguinte: 2001 foi o ano do Sílvio, goste-se ou não (e, considerando que o inimigo do meu inimigo é meu amigo, eu adorei). Vamos relembrar:

Em janeiro, tivemos briga do mal contra o mal: Eurico Miranda, numa tentativa de retaliar as alfinetadas que vinha sofrendo da Globo, estampa o logotipo do SBT nos uniformes do Vasco, e os Marinho ficam numa sinuca: ou não transmitem o futebol, ou fazem propaganda de graça para o homem do baú. E isso rolou sem que ele precisasse mexer uma palha (exceto, claro, se o SBT resolvesse processar o Vasco por uso indevido de imagem).

Mas isso foi só um aperitivo para o banquete que se seguiu. No carnaval, Sílvio Santos foi homenageado por uma escola de samba, e lá vai mais uma hora e tanto de transmissão do seu Sílvio na telinha global. Afinal, estamos no Brasil, ou seja: quando o assunto é futebol ou carnaval não dá pra fingir que não viu…

A vida transcorreu mais-ou-menos normalmente até agosto (apesar do “efeito Show do Milhão”, uma bola de neve que já vinha do ano anterior), quando ocorreu o sequestro de Patrícia Abravanel (filha de Sílvio, para quem esteve em outro planeta).

O comportamento da Globo neste episódio só tem um nome: pé-na-jaca. Alegando não querer incentivar outros sequestradores a fazerem exigências, deu a notícia do sequestro com antecedência, enquanto toda a mídia paulista mantinha a coisa em segredo, a pedido da família. Curiosamente, não teve essa pressa toda quando outro sequestro, este mais recente, envolvia um publicitário – ou seja, um representante dos clientes da empresa…

Não houve moral da história, mas ficou uma pergunta sem resposta: o que alguém ganha abalando a própria credibidade enquanto órgão de imprensa, com o único propósito de colocar o concorrente (mais uma vez) em destaque?

E a coisa não parou por aí: não bastasse o depoimento-pregação de Patrícia (desde Edir Macedo nenhum evangélico conseguiu catalisar tanta atenção da mídia em tão pouco tempo), o retorno do sequestrador à casa dos Abravanel deu ao episódio um enredo de folhetim com o qual as telenovelas globais já sonham há alguns anos.

O mês de setembro foi marcado pelos ataques a NY. Isso foi um alívio para a Globo, já que o aparato técnico-jornalístico lhes dá vantagem natural num evento como este. Entretanto, Sílvio guardava o uppercut para o final: a Casa dos Artistas, que se mostrou um “Show da Vida” muito mais interessante do que qualquer Fantástico. O resumo deste programa é um só: a Vênus Platinada apanhou mais do que gato em desenho animado.

Enfim, mesmo tendo deixado alguns eventos pontuais de fora (Show do Milhão dos Políticos, a biografia do Sílvio, etc.), dá pra ver que o ano foi do homem e ninguém tasca. Nao sei como será 2002, mas que 2001 foi divertido para quem precisava ver a emissora Mickey Mouse (a amiga do guarda), que foi cabo eleitoral do Collor e de tantos outros, enfim, a arrogante Rede Globo tomar uns cascudos (de quem quer que seja) pra variar, ah, isso foi…

Noites de sono se tornam obsoletas

21 Dec 2001 | Comments

Só faltava essa – um acessório para os palmtops da Handspring que permite a você tirar uma soneca, mas que te acorda se você cair em sono profundo.

A tecnologia é interessante, mas me assusta o uso prático: o usuário pode ir alternando ciclos de trabalho com pequenas doses de sono, e, de acordo com o fabricante, ficar disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana. Imagine quando as empresas pontocom descobrirem este lance – nego só volta pra casa quando se aposentar…

Show do caetano

19 Dec 2001 | Comments

Essa não tem notícia relacionada: ontem eu assisti um show do Caetano Veloso. Musicalmente é bacana, mas as letras tinham um toque de Gerald Thomas – i.e., ninguém entendeu nada.

Tarado? não, é só o jardineiro

17 Dec 2001 | Comments

É sério, tem nego defendendo que jeito mais relaxante de fazer jardinagem é peladão. E o site não é de naturismo, e sim de jardinagem mesmo.

As inevitáveis piadinhas envolvendo tesouras de jardinagem e outros intstrumentos relacionados ficam por conta do leitor. E depois eu é que sou estranho…

Ressucitando Bruce Lee

14 Dec 2001 | Comments

Um produtor coreano está querendo fazer um novo filme de Bruce Lee – usando computação gráfica para trazer o mestre do kung-fu cinematográfico de volta à vida. O diretor é pretensioso – está dizendo que Final Fantasy foi fraquinho, e que ele vai fazer e acontecer. Eu, simples mortal, achei Final Fantasy do caraco, assim, estou doido pra ver no que vai dar…