chester's blog

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Entenda Lost

Apr 27, 2010

Em uma lista de e-mail o @lucasfontes resumiu bem (e me autorizou a publicar) tudo o que você precisa saber sobre essa série:

Primeira temporada: Assim.. um aviao caiu numa ilha…. e uh… essa ilha tem umas pessoas… e uh…. essas pessoas vao tentar atacar os caras do aviao. nota da producao: JURAMOS q as pessoas nao estao mortas, vcs vao adorar essa serie!

Segunda temporada: Uh… as pessoas da ilha sao malvadas e andam descalco.. eles tem um lider q nunca aparece nota da producao: a trama esta apenas comecando, teremos 15 temporadas, action figures e canecas de cafe

Terceira temporada: Uh…. agora as pessoas da ilha nao tem computador, internet e satelite….. e o lider na verdade nem existe.. eh tudo invencao.. Mataram o Santoro com apenas 2 falas em 3 temporadas… nota da producao: eles nao estao mortos…tudo sera explicado, no seu tempo.

Quarta temporada: Tem um cara q consegue sair e voltar da ilha… acho q precisamos trazer aquele lider de volta hein? nota da producao: precisamos comecar matar os personagens caros ( tipo o Michael ), CGI esta mais barato q filmar em Ibiza

Quinta temporada: Vamo leva todo mundo pra fora da ilha, dar um final feliz, e rezar pra NBC cancelar a gente pra nao precisarmos explicar a farofa q fizemos nas temporadas anteriores nota da producao: precisamos dar um tempo…. ( entre quinta e sexta, teve quase 1 ano de espera )

Sexta temporada: Fodeu galere… vamos ter q explicar tudo! O lider existe, vamo mata ele, colocar um outro malvadao na historia. E agora a grande sacada do show……. eles estao mortos. nota da producao: se o final nao colar, a gente ainda consegue fazer um dvd com uns extras e tal….. AH, e ainda temos algumas daquelas canecas pra vender!

A Arte de Entrevistar Bem (Thaís Oyama)

Apr 21, 2010

A Arte de Entrevistar BemPode parecer estranho, mas algumas das minhas leituras mais agradáveis (e reveladoras) foram não-ficção fora da minha “zona de conforto” profissional e pessoal. É o caso de A Arte de Entrevistar Bem, um livro que busca orientar estudantes e profissionais nessa complicada tarefa de transformar conversas em jornalismo.

A autora já demonstra sua tarimba ao tornar o texto objetivo o bastante a ponto de não-jornalistas (como eu) acompanhem com facilidade. Para quem já foi entrevistado algumas vezes, vários momentos que me soavam como dissimulação e até ignorância revelaram-se, após a leitura do livro, técnicas sutis e apuradas para obter um material maior e melhor, muitas vezes até contra a vontade do entrevistado.

E ainda que nada disso interesse ao leitor (duvido), só os “causos” relatados por grandes nomes oriundos de veículos como CBN, Veja, O Globo e The New York Times divertem bastante. Se você quer dar um “break” nas leituras da sua área, dê uma folheada e considere. Para jornalistas eu realmente não sei se é bom ou não – mas é parte do ofício deles apurar, né?

Chester em NY

Apr 13, 2010

No fim do ano passado fiz uma viagem curta para o Canadá a trabalho – e por conta das escalas de vôo, decidi passar o final-de-semana em Nova Iorque. Sei que já faz um tempinho, e também admito que é uma viagem “normal” (comparando com as que já bloguei) – mas é um lugar que eu queria conhecer há tempos. Seguem, portanto, as fotos† e as minhas impressões:

HOWTO: Python 2.6.5 + Django (via Passenger WSGI) at DreamHost

Apr 8, 2010

djangoDreamhost is a pretty decent provider for people with lots of small websites. I didn’t expect them to have, say, Python 3 (although I’d love to), but I was surprised to find their official support is just for 2.4!

There are instructions for custom builds, but they are not much supportive (“If you are positive that you need to install Python, reconsider”), and a few unofficial ones. Here are the steps I used – try them at your own risk, since I can’t give any guarantees other than the fact that they worked for me (hint: create a new subdomain with its own user and try that there first.)

(These instructions might also work for Python 3.0 – just replace the version numbers accordingly. I did not test that (yet), but if you do, please let me know.)

Yahoo! Open Hack Day Brazil 2010

Mar 25, 2010

Essa mochila foi um dos prêmios dos vencedores. Clique para outras fotos do evento.†Conforme prometido no post anterior, eis minhas impressões sobre o Yahoo! Open Hack Day Brazil 2010. O evento já foi tão comentado que corro o sério risco de chover no molhado, mas eu não poderia deixar passar em branco.

A organização foi irrepreensível – tínhamos tudo o que era preciso para um fim-de-semana fantástico: espaço, alimentação, transporte, conectividade e o apoio constante de yahoos daqui e de fora para aproveitar muito bem e pirar na criação dos hacks.

Os participantes também se ajudavam bastante: o IRC ajudava a trocar informações técnicas (através do canal #brhackday do freenode), e era muito comum um ir narigar a bancada do outro, fosse para pedir ou oferecer ajuda, dar palpites ou mesmo para mostrar o que tinha feito.

Eu e a Bani tivemos uma alegria extra: o nosso hack (SlideMeme) foi premiado na categoria “Melhor Hack com o Meme” – um prêmio realmente inesperado, dado que a categoria contava com concorrentes de peso – eu fiquei particularmente impressionado com o Meme On Facebook, que, a exemplo do Twitter Meme, integra duas redes de forma 100% transparente.

O grande (e merecido) premiado do júri e do público foi o F1 Results, que mistura dados de corridas de Fórmula 1 com uma evolução (devidamente mencionada) do layout do Wii Love Mario Kart, no melhor espírito hacker. Também é importante destacar a quantidade e qualidade de hacks que ajudam a tornar mais acessíveis as informações públicas/governamentais, nos quais o aspecto lúdico dá lugar ao social. O Pedro Valente fez um bom apanhado desses brinquedos sérios.

A única coisa que me entristeceu um pouco (e que eu não podia deixar de comentar) foi o formato de apresentação do japeguei.com.br. O que poderia ter sido uma maneira bem-humorada de mostrar uma ferramenta bastante interessante de obtenção de dados em redes pessoais foi mote de uma infeliz associação entre nerds e stalkers.

Tenho certeza que a intenção do grupo foi das melhores, mas assumir que a timidez característica dos nerds justifica essa forma de sociopatia (mais ainda: de contravenção penal) cruzou a fronteira. Posto isso, a aplicação ilustra bem as possibilidades de cruzamento que o back-end do Yahoo! oferece, e a idéia de classificar as “pegadas” é, de fato, engraçada (dando margem a agregar conceitos como ranking, reputação e tantos outros que permeiam as redes sociais.)

Outro ponto enriquecedor foram as palestras – independente do seu nível de conhecimento das plataformas, sempre tinha algo relevante para a criação do hack. E não era aquela coisa ultra-comercial característica desse tipo de evento. Parafraseando Kennedy, a pergunta não era “o que o Yahoo! pode fazer por você?”, e sim “o que você pode fazer pelo mundo, usando as ferramentas do Yahoo?”.

Enfim, me junto ao coro dos que consideraram o evento sensacional, muito acima de qualquer expectativa. Aguardo os próximos ansiosamente!

Coisas que irritam um motorista

Mar 6, 2010

Andar de ônibus em São Paulo não é nenhuma maravilha. Mas os piores perrengues não se comparam à soma das pequenas irritações causadas por este esporte coletivo espartano que é possuir/dirigir um carro particular, tais como:

Clássica foto da Faria Lima x JK. Autor: Magno

  • Ficar parado no trânsito (sem poder ler, jogar ou navegar);
  • Morrer em uma grana no seguro e não usar;
  • Morrer em uma grana no seguro, usar uma única vez e ver que no ano seguinte ele aumentou em 50% por causa disso;
  • Pagar IPVA, seguro obrigatório e nem lembro mais quais taxas;
  • Fazer inspeção veicular (mais tempo e dinheiro no ralo);
  • Preço da gasolina (que sobe automaticamente em qualquer crise, mas raramente cai quando está tudo bem);
  • Pagar a mensalidade do estacionamento no trabalho (ou ter que negociar um benefício útil no emprego no lugar disso);
  • Comparar o rendimento do valor do carro num investimento com a depreciação ano a ano dele;
  • Lavar ou mandar lavar (ainda que o fizesse trimestralmente, confesso);
  • Trocar o óleo a cada x km;
  • Trocar pastilhas/filtros/repimbocas/etc a cada y/z/k/m km ou meses (e gerenciar esse calendário todo);
  • Fazer revisão obrigatória (que nunca é na hora, nem perto de casa ou do trabalho);
  • O “barulhinho” que surge do nada e que anuncia que uma hora ele vai te deixar na mão (a pior possível);
  • As vinte opiniões amadoras sobre o barulhinho;
  • As cinco opiniões diferentes dos cinco mecânicos consultados sobre o barulhinho;
  • O custo e o tempo para consertar o barulinho;
  • O retorno do barulhinho (não antes de 4h ou 50KM de distância da oficina);
  • O tempo perdido tentando aprender mecânica de automóveis ao invés de algo mais relevante para a sua vida, na (vã) esperança de ser menos enrolado pelos mecânicos;
  • Fazer rodízio dos pneus;
  • Procurar lugar pra estacionar;
  • Ficar pensando “será que ele ainda está onde eu estacionei?”
  • Pagar estacionamento avulso, ou…
  • …decidir se deixa uma grana para o cara que vai “cuidar” (se pagar, você perpetua a extorsão, se não pagar fica pensando no que vai acontecer com o carro);
  • Encontrar o vidro quebrado, gastando uns R$ 200 por causa de um item de R$ 20 que estava no banco traseiro;
  • Queimar uma grana num CD/MP3 player caro (que pode motivar o item anterior) ou escolher entre música pasteurizada de FM e as mesmas notícias repetidas a cada 15 minutos;
  • Tentar lembrar em que andar/vaga do shopping center você deixou o carro;
  • Andar (ou não) com os documentos;
  • “Efeito estufa” nos dias quentes;
  • Pequenos acidentes – esse item vale por muitos:
    • Discussão loser com o outro Sr. Volante (independente de quem tem culpa);
    • Fazer o Boletim de Ocorrência;
    • Acionar o seguro;
    • Fazer orçamento de conserto;
    • Saber que aquela parte nunca vai ficar exatamente do jeito que era;
  • Vidro elétrico que emperra no pior lugar possível (ex.: não fecha quando você está na rua ou na chuva);
  • Carteira de motorista que vence quando você está totalmente sem tempo para ir atrás (e cuja renovação sempre envolve um novo exame ou burocracia em um lugar totalmente distante);
  • Ser o chato que não deixa o carona fumar ou aturar a aura de nicotina durante o resto da semana;
  • Acordar cedo (ou voltar tarde) uma vez por semana por causa do rodízio – e ainda tentar se enganar com consolos do tipo “ah, hoje eu pego menos trânsito”;
  • Pequenos defeitos que “não vale a pena” terceirzar e você tem que resolver. Ex.: lâmpada do pisca queimada;
  • Ser multado porque não percebeu um desses pequenos defeitos (ou ainda, causar um acidente por conta dele);
  • Pegar uma lombada/buraco e quase sentir na pele a “dor” no carro – além de passar os próximos minutos tenso com a possível falha mecânica decorrente;
  • Pagar pedágio como se fosse um viciado: quantidades cada vez maiores, em intervalos cada vez menores;
  • Ficar “na mão” com uma falha mecânica e não poder simplesmente abandonar o veículo e pegar o próximo (como faria com um coletivo);
  • Se você mora numa rua com feira livre (como os meus pais), acordar de madrugada uma vez por semana para tirar o carro, ou ficar com ele preso até o meio da tarde;
  • Abastecer um mísero dia com gasolina de baixa qualidade e aturar o carro engasgando durante o resto da semana (isso se não tiver que trocar algum filtro ou rolar um defeito ainda mais $ério);
  • Medos: furto, colisão grave, atropelamento, assalto no farol, sequestro-relâmpago, falso bloqueio policial, ficar preso em enchente, respirar poluição sem ter para onde fugir… enfim, medo de viver. Estou fora.

Chester no Oriente Médio (Qatar)

Mar 2, 2010

Está cada vez mais difícil convencer as pessoas de que eu não escolho meus trabalhos baseado no surrealismo das viagens decorrentes. Dessa vez foi um projeto em uma empresa canadense que me levou a passar uma semana em Doha, a capital do Qatar. Quem quiser pode ir direto para as fotos† – ou então senta que lá vem história:

Mesquita em frente ao prédio moderno†

u.nu URL shortener bookmarklet

Feb 5, 2010

Unfortunately, u.nu ceased to exist as an URL shortener,
but I decided to keep the article as a curiosity.

A URL shortener like TinyURL or bit.ly is a handy tool on these Twitter times. But even shortened URLs from those services can get a bit too long when you are on tight spots.

Enter u.nu, arguably the shortest URL shortener in town – which, unfortunately, does not come with a one-click shortening option like bit.ly’s bookmarklet. It does, however, offer an API, with which I quickly hacked a minimalistic bookmarklet.

Just drag and drop the link below to your browser and turn anything in your browser into a short URL with a single click:

<a href="javascript:location.href="'http://u.nu/unu-api-simple?url='+escape(location.href);"" id="a_unu">u.nu</a> <- drag that to your browser's toolbar.

UPDATE: Real stupid mistake – forgot to escape the URL (but hey, I told it was a quick hack :-P ) – fixed now (Feb 9, 2010).

Plataforma Vivo: um canal comercial para desenvolvedores JME independentes.

Jan 29, 2010

Continuando o assunto do último post: fui ao workshop que a Vivo deu sobre a plataforma no Campus Party, no qual os palestrantes Sena e Lecy foram muito gentis em responder ao caminhão de perguntas que eu tinha sobre o assunto.

Antes de mais nada: ao contrário do que a apresentação da API SMS multi-linguagem dava a entender, a idéia inicial da plataforma não é disponibilizar aplicações server-side baseadas em SMS. Isso é tecnicamente possível, mas a idéia é realmente algo nos moldes da App Store da Apple, isto é, um marketplace para que as pessoas comprem e baixem aplicativos sem as complicações de download e pagamento tradicionalmente envolvidas nesse tipo de operação.

O público consiste em assinantes Vivo cujos celulares rodem aplicações Java (JME). Pode parecer restritivo, mas fazendo as contas, estamos falando de algumas dezenas de milhões de clientes potenciais nessas características (segundo a própria Vivo). Com um detalhe: tudo em português, direto no celular, e debitando na conta – ou seja, nada de cartão de crédito ou de exigir um celular de elite – as maiores barreiras entre o “jeito Apple” e o público brasileiro.

O outro aspecto comercial interessante é que, de fato, o desenvolvedor interage diretamente com a Vivo, com um processo bem definido para colocar sua aplicação no ar. Isso é, talvez, a parte mais revolucionária da proposta. Hoje em dia, um desenvolvedor que queira colocar suas aplicações à venda numa operadora precisa, necessariamente, passar por um intermediário.

Comparando com iPhone OS/Objective C (a única outra plataforma viável para desenvolvedores independentes), os aparelhos não têm todas as plumas e paetês (alguns até tem, mas se você quer um público amplo tem que abrir mão), mas a curva de aprendizado e o tempo/complexidade de desenvolvimento são maiores – em particular se você for cuidadoso com detalhes como gerenciamento de memória. Além disso, você desenvolve usando qualquer computador/sistema operacional, o que é outra vantagem em termos de custo.

Com essa perspectiva fica bem mais fácil entender as informações no site. No geral, o processo é:

  1. Desenvolver a aplicação usando JME/Java. Se sua aplicação gerar envio de SMS, use as APIs – fora isso é uma aplicação JME absolutamente normal;
  2. Submeter a aplicação à certificação como “beta”. A aprovação nesse processo já vai permitir colocar a aplicação à venda por R$ 0,99 ou R$ 1,99 (à sua escolha). Disso, 70% é seu. E do tráfego de SMS que a aplicação gerar, 10% também vai para o seu bolso;
  3. Uma vez que a aplicação tenha sua viabilidade comprovada, ela pode ser submetida para o processo completo de certificação, no qual estará lado a lado com as aplicações dos grandes vendedores (a preços equivalentes).

Assim como o sistema, o processo ainda está sendo desenhado e implementado – o passo 2 só rola a partir de Março. Mas não é nada viajante como roubar cuecas para obter lucro, e os caras estão realmente abertos a feedback.

Se vai dar certo, só o tempo dirá – mas é a chance que eu queria ter tido em 2005, quando comecei a desenvolver o miniTruco. Na época nenhuma integradora com que conversei se interessou: eles consideravam os gráficos minimalistas como “defeito” – sendo que isso foi feito propositalmente para garantir a universalidade e evitar telas de loading que tanto me irritam nos jogos tradicionais. Hoje, isto é, 300 mil downloads depois, eu suspeito que estava com a razão…