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Livros da FUVEST

Oct 1, 2002

Quem já prestou FUVEST sabe do grande dilema do vestibulando. Não, não é qual carreira escolher, e sim decidir se deve ou não ler as “obras recomendadas”. Por um lado, há a possibilidade de recorrer aos resumos e investir o tempo economizado em outras matérias. Por outro, é uma boa maneira de misturar estudo e lazer.

Desculpem a panfletagem, mas é agora ou nunca

Oct 1, 2002

Eu normalmente adoto uma postura reservada quanto às minhas preferências político-partidárias, em grande parte por achar que existem melhores canais e melhores debatedores neste campo. Acontece que o momento é decisivo, e por mais modesto que seja este espaço, aqui eu declaro que meu voto é Lula e Genoíno. E, não contente com isto, vou militar neste sentido: se você *não* vai votar em Lula, peço que pare e pense um pouco.

Você está realmente contente com o Brasil que está aí? Não estou falando da *sua* situação, ela deve ser boa – você é alfabetizado, tem acesso a um computador e escolaridade/cultura suficientes para visitar um site que é só texto. Estou falando daquilo que o cerca.

Deixe o preconceito de lado um pouquinho só. Se você não vota em “baderneiros”, pergunto eu: qual foi a baderna que o PT fez? Por um acaso seus integrantes desviaram dinheiro público? Entregaram nossa economia nas mãos do FMI, deixando-a instável como um Windows 98? Venderam barato as nossas empresas (justificando-se com algumas melhoras pontuais nos serviços, mas que foram acompanhadas por aumentos em praticamente todas as taxas)? Isso pra mim é que é baderna.

Você acha que o PT vai “tirar o que é seu pra dar pra quem não trabalha”? Analise um pouco melhor os programas, e, principalmente, as gestões PT que estão por aí – você vai ver que, se alguém perdeu algo, foi quem estava tomando ilicitamente. E se algo foi dado a quem não trabalhava, esse algo foi educação e emprego pra quem quis, e as penas da lei para quem não quis. Nenhuma administração é perfeita – eu que moro em São Paulo sei bem. A diferença é que as gestões do PT admitem isto e usam para melhorar, ao invés de varrerem para baixo do tapete e construirem o prédio na frente da favela.

Tem também quem acha que manter o governo atual é bom para a “estabilidade”. Ora, isso é como um viciado achar que a cura para a crise de abstinência é tomar mais uma dose. Tem que cortar – e tem que ser agora, afinal, foram-se os bons tempos em que a maior preocupação do presidente dos EUA era a estagiária boazuda. O cenário internacional está ficando complicado, e se não tirarmos o traseiro da janela, o que estamos passando agora vai ser bolinho em comparação com o futuro.

Ainda não se convenceu? Leia um pouco mais – ou, se você já lê bastante, tome cuidado com o que lê. Pare de achar que a Veja ou a Época são noticiários – elas mesmas se definem como “revistas de opinião”. Nada contra ler uma delas, mas contrabalanceie com uma IstoÉ, República, ou Caros Amigos, senão você vai ficar como aquele gordinho do programa de entrevistas, que até seria um cara bacana se não achasse que está por dentro de tudo o tempo todo.

É hora de votar em Lula. Para quem está em SP, é mais importante ainda votar em Genoíno. Se nada mais for convincente, ao menos para nos livrar de Maluf. Porque, se Maluf for eleito, ou mesmo se ele for para o segundo turno, me convenço de que os militares estavam certos: nós não sabemos votar. Mas ao menos a minha consciência vai estar limpa. E a sua?

Dois filmes e um pequeno desabafo

Sep 8, 2002

Ainda na onda de dar um tempinho dos filmes do circuito, fui ver e recomendo:

Jalla! Jalla! – Quando alguém diz “filme sueco” acontecem duas reações: a velha guarda pensa “filme de sacanagem” e o pessoal mais novo imagina “putz, filme intelectualóide”. Jalla! Jalla! não é nem uma coisa nem outra. O tema (um casamento arranjado à revelia) pode sugerir o dramalhão choroso sobre o triste amor da menina, mas o foco é no cara – e no lado comédia de algo assim acontecer com alguém como eu e você. Em paralelo, o filme cria situações engraçadas em torno de um problema sexual do amigo do noivo, sem qualquer apelação desnecessária. Dá pra levar o namorado(a) numa boa, mesmo que ele(a) esteja mais a fim de ver historinha de namorico com a Julia Roberts e o Richard Gere – todo mundo sai feliz do cinema.

Uma Onda no Ar – Uma opção menos gangsta que o já comentado Cidade de Deus para quem quer conferir a tal retomada do cinema brasileiro. Embora também seja ambientado na favela, baseado em história real, etc, etc, o tema central do filme é a montagem de uma rádio comunitária, e não a indefectível dobradinha tráfico/miséria. Claro que o cenário influencia – mas o filme não se perde nele, tornando a digestão muito mais agradável. Fora que os gringos vão descobrir que existe favela fora do Rio de Janeiro (mais ainda: que existe Brasil fora os morros do Rio e a floresta na Amazônia), o que já vale o ingresso pra eles.

Agora que falei dos filmes, um pequeno desabafo: estou de saco cheio de ouvir diálogos como o que se segue (literalmente transcrito de um papo que ouvi sobre filmes em cartaz):

  • E Cidade de Deus, hein?
  • Ah, eu acho esse filme muito violento.
  • É mesmo? Eu estava pensando em ver.
  • Sei lá, tem cenas muito fortes, não achei nada legal.
  • Credo, mas você viu isso no filme ou no trailer?
  • Não vi nem um nem outro, eu não gosto de filme assim.

Eu já fico fulo com gente que se acha mais capacitada que todos os diretores, autores, governantes, engenheiros e médicos do planeta para dizer como qualquer coisa deve funcionar, mas comentar as cenas violentas do filme sem ter assistido é demais. E quando digo que fui ver o filme, eu é que sou tido como “arrogante” por “ficar gastando tempo e dinheiro com esses filmes ruins só pra dizer que é inteligente”…

Joel sobre software

Sep 1, 2002

Finalmente começaram a ser publicados os artigos do Joel On Software em português. Não canso de recomendar este site a qualquer um que tenha ligação direta ou indireta com o desenvolvimento profissional de software: os artigos do autor são bastante instigantes, e, para quem conhece inglês, o fórum tem um nível tão bom que dá até remorso do tempo perdido com brigas nível 5a. série no SlashDot e similares.

Cidade de Deus

Sep 1, 2002

Normalmente eu não vou assistir os “filmes cabeça” da moda. Não é tirar onda de pós-tudo não, é que, assim como os “blockbusters”, é difícil diferenciar o joio do trigo. Cidade de Deus é um caso desses – e ainda por cima fala de periferia e narcotráfico, temas que costumam deixar um vilaemense como eu com um pé atrás.

Mas embalado pela experiência agradável com o curta “Palace 2″, resolvi arriscar. E não me arrependi: o filme é realista, um pouco chocante até, mas não tenta se sustentar nisso – a história interessnte, no final faz valer o ingresso. Fugindo ao “jeito Spike Lee” de retratar situações de gueto, o filme chega até a usar um pouco da linguagem de roliúde, mas bem de leve, sem deixar aquela impressão de terceiro mundo querendo fazer bonito.

Como está em circuito, é uma boa oportunidade pra desanuviar um pouco dos remakes de seriados dos anos 60/70 com roupagem de Matrix. Recomendo.

Saudades de akira? experimente Gunm – Alita Battle Angel

Aug 11, 2002

Ainda estou impressionado com este mangá, lançado pela Opera Graphica. Logo nas primeiras páginas, a primeira coisa que me veio à mente quando li foi Akira, de Katsuhiro Otomo. Não que um tenha se baseado no outro, mas ambos navegam com habilidade no perigoso terreno da “influência ocidental”, tanto na temática bladerunneriana quanto no ritmo e na arte mais “orgânica”, que se distancia do desenho “cartunesco” característico do mangá.

Elesbão e Haroldinho – coisa de dizáin

Aug 11, 2002

Fuçando nos meus Zip Disks velhos (alguém quer comprar um Zip Drive paralelo? faço baratinho, baratinho), encontrei os MP3 “Montagem do Star Wars” e “Montagem do Dizáin” da dupla “Elsebão e Haroldinho”. É um estilo funk-comédia, meio “antigo” até. Vou dar só uma palhinha da “Montagem do Star Wars” (a letra completa tem no O Menino Está Com Sede e Não Temos Mais Laranja, um caso raro de blog que vale a banda que consome):

…Invade com os rebelde, o baile do mau Léa popozuda é a princesa na moral (…) Estrela da Morte vai ter que respeitar (2x) Império do Mal, o bonde pra esculachar (2x) Pega e destrói o lado B e o lado A Manda pra vala o tal do JarJar…

Indispensável, não? Tem mais: a “Montagem do Dizáin” traz pérolas do gênero:

*…Eu uso PageMaker, eu uso PhotoShop Tu gosta de CorelDraw, então pra mim tu é X9</p> Manjo lineatura, manjo fechar arquivo Elesbão e Haroldinho é o terror no fotolito…

Não precisa correr pro Kazaa: aqui tem os MP3. Os caras são dizáin, digo, designers e têm um site oficial – mas ele não diz muito, quase depõe contra. Melhor ficar com o blog do Haroldinho, que dá pra tirar uma boa diversão. E se você tiver acesso à revista Bundas no. 3 (é de Julho de 1999), dê uma olhadinha no “brinde” da página 20…

Transformando o google em paintbrush

Jul 29, 2002

Eu *realmente* estou sem tempo, mas atendendo a pedidos vai outra nota chupada (esta do clássico Boing Boing): Quem já fez buscas na área “groups” do Google já viu que as mensagens vêm com as palavras buscadas “pintadas”. Pois bem: tem nego fazendo posts na Usenet (a rede que dá origem aos tais “groups”) que aparecem nas buscas do Google como textos gigantes ou mesmo desenhos. E eu aqui, perdendo meu tempo com trabalho… :-)

Eleições

Jul 10, 2002

Ok, não ando escrevendo nada. Mas o bom da web é isso: tem bastante gente escrevendo por mim. O Observatório da Imprensa vem preenchendo o vácuo do falecido No. com artigos interessantes sobre as eleições, e destaco estetexto sobre a “pesquisite” (é a segunda parte de uma série, mas achei mais interessante do que a primeira – que, de qualquer forma, também está ).

Mods

Jul 9, 2002

Eis um artigo bem interessante sobre mods – as alterações que as pessoas fazem em jogos para torná-los mais interessantes. Quem já se divertiu com o “Pac-Doom” ou CounterStrike vai gostar.