Sempre que algum personagem ligado direta ou indiretamente a histórias em quadrinhos faz sucesso com o público infantil (leia-se: público ultra-consumidor), há um reflexo positivo no mercado de HQ. No caso de Dragonball, uma quantidade enorme de lançamentos de mangás que se viabilizou em grande parte graças ao sucesso do desenho animado e de seus produtos associados (ok, também ajudou o fato de os editores perceberem que podiam baratear bastante o produto final mantendo-o em preto-e-branco e na diagramação original).
Harry Potter paraguaio, vindo da china
Essa é ótima: assim como o resto do mundo, os chineses estão de saco cheio de esperarem a autora lançar o quinto livro da série Harry Potter. Só que resolveram colocar a mão na massa, e, na melhor tradição da pirataria asiática (que eu considero quase uma forma de arte) lançaram sua própria versão† do livro.
Se bem conheço o mundo dos bucaneiros, logo pinta uma tradução meia-boca para o inglês desta “obra” (que, diz o artigo, já é meia-boca no original) nos Kazaas da vida. E eu que achava que o Polystation era o limite da cópia fuleira…
Inversão de papéis: ursos panda recebendo educação sexual
Não é exatamente o objetivo destas notas ficar apontando matérias bizarras na imprensa eletrônica – fiz isso bastante quando comecei a escrevê-las, mas como já disse em outras ocasiões, tem gente muito mais competente nesse ramo.
No entanto essa merece destaque: ursos panda chineses estão sendo expostos a filmes sobre educação sexual. O artigo me remeteu imediatamente ao impagável Panda do Assédio Sexual do South Park – como se os cientistas chineses estivessem vingando as crianças americanas que sofreram (e sofrem) com esse tipo de experiência educacional a la Laranja Mecânica.
O Brasil é o país do passado
Me assusta um pouco quando praticamente todos os candidatos de peso desta eleição colocam o processo de industrialização do Brasil como prioridade sobre o incentivo à agricultura. Como “ser urbano”, isso até me beneficia (ok, trabalho no setor de serviços, mas neste caso uma coisa puxa a outra), mas não acredito que seja o melhor para o país como um todo.
E não sou só eu: até diretores da ONU reconhecem (como mostra esta matéria do Caderno I) que a agricultura é a saída viável para combater a fome. Mas parece que, ao menos na telinha, “modernizar” soa melhor se for vendido em tom de Getúlio Vargas, vai entender…
Dr. Slump: chega de saiyajins
Se você tem aquele senso de humor um pouco diferente do resto da humanidade, i.e., mais pra Monty Python do que para Jim Carrey, não deixe de ler Dr. Slump, lançado pela editora Conrad. Este mangá, embora do mesmo criador de DragonBall, não tem nada a ver com batalhas planetárias ou dinastias de guerreiros – talvez as mentiras do Mr. Satan ou as aventuras amorosas do Mestre Kame coubessem aqui, mas nada mais.
A história não tem nenhum elemento humorístico de destaque. É o jeito com que Toriyama escreve que a deixa muito engraçada. Depois de me frustrar um pouco com One Piece e Fushigi Yuugi (que até são bons, mas não têm aquele “algo mais” que faz você ficar esperando a próxima edição), esse gibi coçou algum músculo na minha cabeça. Recomendo.
Joel On Software -> Joel Sobre Software
Nos próximos dias minha página vai estar mais fraca que o normal em atualizações. Motivo: O já citado Joel on Software está recrutando voluntários para traduzir seus textos sobre gerenciamento de software para várias línguas (incluindo o Português) e eu estou queimando todo o tempo livre nisso, já que o site é indispensável.
Moore x Gates
Todo mundo que tem uma vaga idéia do que é desenvolvimento de software parece ter uma opinião sobre .Net. E quase todos são arrogantes a ponto de acharem possível prever o que vai acontecer com a plataforma (e poucos vão além das posições radicais: ou Bill Gates domina a galáxia, ou tudo termina com o campus da Microsoft em chamas).
Neste contexto sem-graça é muito gratificante ler artigos como .NET Signals an Industry Shift de David Bau (criador da Dave´s Quick Search Bar, um dos programnhas que eu mais sinto falta quando estou usando Linux). O autor traça um panorama interessante de como a lei de Moore traduziu-se no barateamento do hardware e como isso foi afetando a indústria e a estratégia da Microsoft.
Dave não se arrisca a responder as dúvidas sobre o futuro (ele encerra o texto com a corente questão “quando a poeira baixar, quem vai estar de pé?”), e justamente por este pé-no-chão que eu recomendo a leitura.
Partidos vulgares, uma noite e nada mais
A corrida eleitoral já está transformando até as causas feministas em piada. Este artigo do Caderno I dá uma ótimo panorama do que me parece uma reedição do “black is beautiful”, sob a forma “woman is cool”.
Nem um nem outro me parece trazer qualquer benefício prático à sua respectiva classe, e só fico pensando se nas próximas eleições alguém vai contratar Haim Saban (criador dos Power Rangers) para montar uma chapa socialmente atrativa a todos os gêneros e etnias.
Los hombres turísticos
Sem entrar no assunto “rivalidade Brasil-Argentina” (ainda mais em época de copa): todo mundo que tem uma conta de e-mail nesse país já deve ter recebido a infame foto da barreira argentina, que certamente representa um dos momentos mais felizes do fotógrafo, e um dos mais infelizes dos pobres jogadores.
O que me chamou a atenção foi a quantidade de versões editadas (como esta e esta) que circularam em tão pouco tempo. Se continuar nesse ritmo, a seleção argentina tem potencial para desbancar o Tourist Guy, impulsionada pelos nossos torcedores photoshopeiros.
Eu sei o que você está pensando
Ainda na linha da gaivota (vide nota do mês passado): este sistema se propõe a adivinhar qualquer coisa que você esteja pensando, fazendo até 20 perguntas (descontadas as que você não souber responder). Parece uma super-extrapolação do clássico Jogo dos Animais, mas vale uma espiada.