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Finalmente um anti-spam que funciona de verdade

Nov 12, 2002

O Cloudmark SpamNet é um plug-in gratuito para o Outlook 2000/XP que se propõe a combater os e-mails não desejados (também conhecidos como “spam”) de uma maneira bastante original e eficiente. De forma análoga a um antivírus, ele gera uma “assinatura” para cada mensagem que você recebe, e compara com uma lista de assinaturas que ele sabe que são de spams. Quando identifica um, manda para uma pasta “Spam”.

Até aí, nada de mais. O interessante é que, quando algum spam passa pelo “pente fino”, você pode clicar num botão “block”, que, além de mandar para a pasta “Spam”, informa a assinatura daquele spam para todos os usuários do programa. Resultado (no meu caso): mais de 90% dos spams que chegam já foram bloqueados por alguém, e somem da minha vista antes que eu os abra.

Claro que o sistema tem um botão “unblock” – para o caso de alguém bloquear, por engano, uma lista de discussão, ou um mail marketing legítimo (i.e., aqueles que você opta para entrar e que realmente permitem o seu descadastro), e só envia as assinaturas para todos quando o spam é reportado por usuários que costumam identificar corretamente o spam.

É quase impossível dar “alarmes falsos”, i.e., identificar como spam e-mails legítimos) – coisa comum em outros programas e serviços anti-spam. Comigo aconteceu de ele engolir *uma* newsletter legítima (no meio de quase 1000 spams bloqueados). E-mail pessoal, isso ele nunca bloqueou (nem teria como, só se outra pessoa com SpamNet recebesse uma cópia e bloqueasse).

Claro que eu tenho motivos extras para fazer propaganda disto: quanto mais brasileiros usarem isto, mais spam nacional será bloqueado (eu notei que já tem *bastante* spam nacional bloqueado, mas diria que uns 25% passa, ao passo que a taxa de spam gringo que passa é menor que 10%). Mas vale a pena, acreditem.

É bom pra quem não quer pensar em nada: basta instalar e, sem nenhuma configuração, os spams diminuem drasticamente). Mas acaba sendo natural que quando um spam chega (especialmente aqueles de calão, moralidade, target ou ortografia duvidosos), fale mais forte o impulso de apertar o botão “Block”, sabendo que este gesto provavelmente fez com que centenas de milhares de cópias daquela propaganda da loja de pregos do Zimbawe estão sendo obliteradas dos PCs alheios. Infelizmente, não funciona com Outlook Express, nem com Outlook conectado no Exchange – caso contrário eu iria entrar em greve até tornarem o uso do SpamNet obrigatório no meu escritório!

É de menina, mas eu gosto

Nov 2, 2002

Ok, vou admitir: o mangá que mais está me divertindo, o que eu não aguento de ansiedade quando termina é esse mesmo, Love Hina – a história extremamente novelesca do jovem Keitarô Urashima que, depois de rodar algumas vezes no concorrido vestibular da Universidade de Tóquio, vai parar em uma pensão só para mulheres.

Mas a vida não é boa como possa parecer, pois ele apanha o tempo todo – e esses são os *bons* monentos: quando ele não está apanhando, está metido em algum rolo sentimental.

Cada uma das meninas da pensão daria um gibi à parte – no começo dá um nó na cabeça, mas você vai se acostumando. O autor não tem o menor compromisso com a realidade, e a linearidade da história muitas vezes é atropelada por situações dramáticas ou cômicas – e é isso que a torna genial.

A série está no número 13 em São Paulo, mas a R$ 3,50 sai mais barato comprar a coleção toda em algum comic shop do que, digamos, um CD duplo ou um DVD básico. Recomendo, recomendo, recomendo.

No fim das contas, quem é que fala “errado”?

Nov 1, 2002

Pelo jeito não restou outra alternativa aos “medrosos” (ao menos para aqueles que não chafurdam aqui e ali na contra-mão da história) senão destilarem seu preconceito reacionário circulando correntes idiotas.

Neste contexto, é reconfortante ver o Professor Pasquale – sim, aquele Professor Pasquale – <a href=”http://www1.uol.com.br/folha/brasil/ult96u42010.shtml” “>colocar alguns pingos nos “i”s</a> no que diz respeito à sua matéria quanto a este assunto. Coragem é isso.

UPDATE: Oportunismo acadêmico ou não, Lula agora é doutor. Justo.

Cavaleiro das Trevas 2: mais um prego no caixão dos comics

Nov 1, 2002

Agora que finalmente saiu o terceiro volume, meu parecer: Cavaleiro das Trevas sintetiza tudo o que me levou a começar a ler gibis de super-heróis. Cavaleiro das Trevas 2, por sua vez, resume bem tudo aquilo que me fez *parar* de ler este gênero de quadrinhos (que me trouxe muita diversão e – por que não dizer – cultura nestes últimos quinze anos).

Não é culpa do Miller, não – o gibi é, no geral, bom. Acontece que ele é sintomático do esgotamento do gênero, que sacrificou demais a qualidade em prol da quantidade, o conteúdo em prol da forma, a diversão em prol da coleção. Ressaca total. Me parece mais jogo guardar o dinheiro para os eventuais lançamentos “de autor”, que não demandem conhecimentos enciclopédicos de cronologia e tragam mais diversão e cultura por página.

Não precisa ter medo…

Oct 25, 2002

…pois o Brasil não mudou tanto assim: quando uma bund-dançarina deixou acidentalmente um seio à mostra num ensaio fotográfico, os acessos nos portais que destacaram o assunto dispararam – muito mais do que com qualquer notícia do cenário político nos últimos dias.

Por que Lula: uma outra visão

Oct 16, 2002

Quando me perguntam “por que Lula?”, há quem diga que minha resposta parece mais alinhada com minha percepção sócio-política do que com a realidade mais próxima de mim ou do interlocutor. Ao invés de me justificar, trago uma alternativa: o texto “Tá bom, eu falo” defende posições muito semelhantes às que já coloquei em outras ocasiões, mas com uma base menos teórica e mais empírica, que certamente abre mais espaço para a identificação com o leitor.

Serviços que *realmente* não valem o cachê

Oct 13, 2002

Eu até lembro de ter comentado com um amigo na época que a coitada ia ter dificuldade de arrumar emprego, afinal, apoiar Maluf é demonstrar uma completa falta de sensibilidade que não ajuda nada a construir uma carreira num meio que é sensível por definição. E o artigo vai além, relembrando casos como o dos artistas famosos que apoiaram Collor (que logo em seguida extinguiu a Embrafilme), e apontando fenômenos místicos localizados, como o fato de Hebe Camargo apoiar Maluf sucessivamente e jamais sair sequer arranhada por conta disso. <p class="mensagem">

Só faltaram o sunda, o lochas e o dunha

Oct 9, 2002

“Os deputados do PT Boeira (SC), Bassuma (BA), Maninha (DF), Zezéu (BA) e Biffi (MS) costuram uma aliança com o PFL dos deputados Aleluia (BA), Mussa (PI) e Onyx (RS) para garantir a eleição de Babá (PT-PA) na presidente da Câmara dos Deputados.”

Isso é só o começo da hilária matéria. Confira!

Fotos de micros antigos

Oct 9, 2002

Depois de muitas velas acesas para São Backup (acompanhadas de romarias através de CDs, disquetes e ZIPs) achei as fotos da minha coleção de micros antigos de 8 bits. Como era um backup antigo, faltaram algumas, mas já é um começo.

A princesa e o cavaleiro

Oct 2, 2002

Tendo o saldo das eleições sido positivo (apesar de ACM e suas crias, do caso PRONA e da crise de insanidade generalizada do eleitorado carioca, temos um Lula encaminhado, Genoíno com chances em SP e Quércia/Collor/Maluf enviados de volta para as trevas), voltemos às trivialidades: finalmente saiu A Princesa e o Cavaleiro, de Osamu Tezuka, no já tradicional formato mini da JBC. O Omelete, como de costume, deu uma boa matéria a respeito, e só acrescento que ler Osama Tezuka é para o fã de mangá como ouvir Beatles para o fã de rock: ensino fundamental.

É muito interessante ver como o homem que praticamente criou o estilo oriental de quadrinhos era influenciado pelo estilo ocidental – os comentários sobre as semelhanças com Walt Disney são válidos. Mesmo com um tema tão carregado de contações sexuais, a sutileza de Tezuka torna o roteiro espantosamente leve. O rumo da história é um pouco confuso no princípio, mas vai ganhando força logo nos primeiros capítulos da edição. R$ 3,50 muito bem gastos.