chester's blog

technology, travel, comics, books, math, web, software and ramblings

Mercado Mundo Mix

Feb 3, 2003

Mistérios do casamento: saí pra ir comprar roupas na Augusta, e, de alguma forma, fui levado ao chamado Mercado Mundo Mix.

Não posso deixar de fazer uma observação pessoal: estou ficando velho. Não deu nem meia hora e eu já estava querendo chamar a gerência e pedir pra abrir umas janelas, ligar o ar condicionado, acender as luzes, sei lá. Entrei com 28 anos e saí com uns 40. Mau sapão, mau sapão.

De qualquer forma, as atrações do evento são os badulaques “modernos” e os tipos “alternativos”. As aspas são porque… bem, eu vim dos anos 80, e, por mais que eu apóie a livre expressão da garotada, é curioso ver o pessoal nos seus 18, 20 anos vestindo-se como membros do Sex Pistols que já estão na casa dos 40.

Achei umas camisetas fantásticas (já foi o tempo em que os comic shops eram referência de criatividade nesse setor). Infelizmente, eu uso tamanho G(ordo), e lá só tinham tamanho A(noréxico). Mas a viagem não foi perdida: comprei a edição nacional de um livro sobre o Kevin Mitnick por R$ 2.

É, quem nasce geek morre geek, não tem jeito.

História da informática nacional

Feb 3, 2003

Pra quem gosta de micros de 8 bits e da história das pessoas por trás deles, eis um tremendo achado: O site do MCI (Museu da Computação e Informática) reune, na seção biblioteca, uma coletânea de livros sobre a história da informática nacional. Prato cheio.

Combat! – um mangá até pra quem não gosta de mangá

Jan 19, 2003

Só o fato de ser do mesmo autor de “Mai” (um dos primeiros mangás a sair no Brasil, na época da onda Akira/Lobo Solitário) já valeria uma olhada neste gibi – e pelo jeito o Sr. Kazuya Kudo não perdeu a mão, o gibi é ótimo.

É verdade que a capa não seduz muito – talvez seja a colorização, meio artificial, ou a idéia (errada) de grupo infantil de combatentes que ela passa. A primeira coisa que me chamou a atençào é que a história se passa em Nova York (o personagem principal é nipo-americano), dando uma visão interessante a temas como a máfia, policiais nos dois lados da justiça e até sobre os veteranos do Vietnã que residem na cidade.

Também destaca-se o fato de não haver uma continuidade muito forte entre as histórias – apenas o personagem principal permanece. Este último fator, aliado ao fato de as páginas terem sido adaptadas para a ordem de leitura ocidental, certamente vai agradar os não-aficcionados pelo gênero, sem prejudicar os fãs como eu.

O fato de ser um formato maior e de terem “invertido” as páginas não impactou muito no preço: R$ 5,50 com três histórias que dividem 82 páginas. Fico torcendo para que os próximos números sejam publicados, pois tenho um certo receio quanto à viabilidade comercial de qualquer mangá acima da linha dos R$ 5. Desta vez espero estar errado.

Quadrinhos a serviço da igreja

Jan 18, 2003

Aproveitando o assunto HQ: por esses dias eu recebi na USP um panfleto, que me chamou a atenção por ser todo feito em quadrinhos. Não é novidade nego usar HQ para tentar passar um recado: o formato junta o apelo visual de mídias como a TV com a densidade dos meios escritos.

O que me chamou a atenção é que o panfleto era propaganda de uma igreja. Quadrinhos costumam abordar temas eclesiásticos, especialmente a partir dos anos 70, mas é comum fazê-lo através de uma visão mais distante. Quando há um posicionamento, geralmente é crítico.

Pinos Mágicos

Jan 15, 2003

Começou com pequenas doses, vendidas em pacotinhos perto do meu caminho. Daí foi crescendo, crescendo, e hoje minha mesa de trabalho (isso sem falar nas mesas ao redor da minha) é um verdadeiro mar de Pinos Mágicos – uma espécie de Lego com preços viáveis para a Vila Ema.

Crumb: a censura acontecendo onde menos se espera

Jan 3, 2003

A Conrad lançou o especial “R. Crumb: Frtiz the Cat”, uma edição com preço meio salgado na editora, mas que na FNAC estava com um bom desconto quando eu comprei.

Trata-se de uma compilação das histórias de Fritz, personagem de Robert Crumb que dispensa apresentações. O que me levou a escrever foi a história “R. Crumb Comics & Stories”. Eu já tinha lido esta no número 5 da revista “Porrada”, de 1998. Sem estragar muitas surpresas: Fritz retorna à casa de sua mãe no interior, depois de ter vivido um tempo na cidade, e acaba tendo uma relação sexual com uma garota.

Mensagens subliminares

Jan 2, 2003

Essa é tão ridícula que eu não podia deixar passar: o site Mundo Subliminar dedica-se a achar as mensagens que os conspiradores deixam na mídia na tentativa de corromper nossas criancinhas. Não sei se o autor é um rei da ironia, ou se acredita nisso tudo, mas ele juntou uma quantidade de material capaz de entreter por horas.

Um dos itens hilários é a “mensagem” que descobriram na campanha eleitoral de Lula (confira na seção “Destaques”), que comprova de forma irrefutável que ele é mesmo o demônio encarnado. Também gostei da matéria “Disney”, que promete boas risadas ao mostrar que tudo que o Tio Walt fez é para incutir idéias pecaminosas na petizada. E a seção de comentários, como não poderia de ser, descamba pro quebra-pau pseudo-teológico, dá até medo.

Os paulistas da Zona Leste ganham um brinde: no meio destes comentários, um cara alega que a vinheta da danceteria Overnight, tocada ao contrário, possui uma mensagem satânica (a mensagem é de 19/09/2002, tem que dar uns “avançar”). Se for verdade, é muito irônico, já que, no local onde era a Over, hoje funciona uma igreja…

Desista!

Jan 2, 2003

Ser macho, pra mim, é ser sincero. E neste ponto, me acho um pouco boiola: eu elogio vestidos floridos que realçam pneuzinhos, ignoro e-mails cuja gramática ou linha de argumentação imploram por uma desconstrução, parabenizo amigos “abençoados” com uma paternidade/maternidade inesperada, enfim, deixo a honestidade de lado na esperança de tornar o ar mais respirável para as pessoas.

Não me culpo por isso não – se todo mundo fosse sincero, esse mundo ia ser uma carnificina só. Mas admiro quem consegue colocar os dois pés na porta na hora certa, como o autor do artigo “Desista”. Não sou publicitário, mas depois de um certo tempo convivendo pessoal e profissionalmente com gente da área, acredito que o texto devia ser leitura obrigatória para vestibulandos nesta carreira.

P.S.: Ando escrevendo pouco. Combinação de FUVEST e uma repensada que eu estou dando no layout disso aqui. Mas eu volto.

Dez anos depois, uma devassa na Rede Globo

Dec 1, 2002

Eu sempre ouvi falar no documentário Brazil: Beyond Citzen Kane (“Brasil: Além do Cidadão Kane”), que disseca a história da TV Globo e a maneira com que esta manipulou seu público na defesa, entre outros interesses, dos governos militares e de Fernando Collor. Como muitas outras pessoas, não tive a oportunidade de assisti-lo na época (1993), já que as tentativas de trazê-lo a público no Brasil tendem a ser obliteradas† pela rede de influência da Vênus Platinada.

Já tinha procurado na Internet antes, mas foi só desta vez que encontrei uma página que disponibiliza os vídeos para download. O principal mérito do documentário é permitir um realinhamento com a realidade sempre que a Globo tenta passar uma imagem de jornalismo isento – fica difícil acreditar que seja possível deixar para trás uma herança deste porte.

É um pouco pesado para baixar: quatro episódios de uns 150MB cada, em formato DivX. Se fossem menores eu até disponibilizava aqui. Eis o link – se alguém conseguir converter pra VCD e disponibilizar, eu agradeço.

Macho que é macho programa em Atari

Nov 22, 2002

Certa vez escrevi um artigo sobre desenvolvimento de jogos para o videogame Atari 2600. Vira e mexe alguém quer mais informações sobre desenvolvimento pra Atari, e eu costumo recomendar o Stella – uma espécie de “manual oficial do desenvolvedor” – além de alguma coisa sobre Assembly 6502 (que você acha fácil no Google ou em sebos).

Da última vez que eu fui procurar, me deparei com um site que traz o código-fonte comentado (através de um paciente trabalho de engenharia reversa) de jogos como Combat, Freeway e Adventure. Passei uma hora divertidíssima (ok, diversão de nerd) lendo este último de cabo a rabo. Conclusão óbvia, mas indiscutível: esse Warren Robinett (autor do jogo) é um gênio. De marca maior.