chester's blog

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Hqs clássicas disponíveis para download

May 12, 2003

Os fãs de mangá e animê já conhecem o trabalho dos fansubbers e dos manga translators – indivíduos que traduzem os desenhos e gibis, disponbilizando-os na Internet. A qualidade das traduções varia, mas é muitas vezes o único jeito de ter acesso a coisas que não são lançadas num determinado idioma ou país. </br/>No Brasil já existem alguns grupos que fazem isto – mas eles costumam obedecer a regra de ouro: só disponibilizar o que não existe no país, de forma a viabilizar a atividade das editoras locais. Um exemplo é o Love Hina Brasil, que, apesar do nome, está trabalhando em outros mangás desde que a JBC começou a publicar Love Hina (um dos meus prediletos, mas já citei isto em outra ocasião).

Mr. T versus a rapa

May 10, 2003

Mr. TEu passei anos acreditando que “Mr. T versus …” era o assunto freak mais conhecido da Internet. Só que sempre que eu comento me perguntam o que diabos é isso. Então lá vai:

O Mr. T é a figuraça aí do lado. Ele se popularizou nos anos 80 com o seriado Esquadrão Classe A (A-Team), chegando a ter seu próprio seriado, além de um desenho animado. Em todos eles, o Mr. T era o cara durão (“helluva tough”), mas do bem (“milk is good”).

Uns caras resolveram fazer, só de farra, uma espécie de fotonovela onde ele enfrentava o Superman. A onda pegou, e hoje sites como o Mr. T Versus Everything listam mais de 300 histórias toscas do Mr. T usando seu moicano e suas correntes de ouro, defendendo os centros adolescentes e jogando os caras maus (ou nem sempre maus) longe pra caraco (“helluva far”).

Real ou virtual, o Mr. T dá um couro em todos os “sucka”: Jerry Springer, Pikachu, Van Damme, e até o pessoal de Friends e do Metal Gear Solid entram na dança. As mulheres não são poupadas: Christina Aguillera, Chun-Li, Spice Girls e até a Sailor Moon têm que parar com o blá-blá-blá (“jibba-jabba”) e entrar na linha. Helluva fun!

Sigam-me os bonzinhos

May 8, 2003

Não, não é do Chapolin que eu vou falar, e sim dos Combo Rangers. A história começou na época “pré-bolha” (~1999), com o site PutaQuePariu.com (não adianta procurar, nem o Internet Archive tem vestígio). </br/>O site era uma coleção de piadas e textos de humor no melhor estilo “5ª. série” (“mande seus amigos para a putaquepariu.com” era o mote de marketing), e tiveram o bom senso de terminar quando estavam por cima. Um dos webmasters (o Fabio “Sr. Y” Yabu), criou no Flash uma espécie de sátira dos seriados super sentai (Changeman, Power Rangers e similares), e com isso nasceram os Combo Rangers.

Com o tempo ele conseguiu espaço no UOL, e transformou em história em quadrinhos “de papel” (primeiro pela JBC e agora pela Panini). É voltada para o público infantil/infanto-juvenil, mas as tiradas e referências ao mundo “adulto” justificam a leitura: vão desde citações ao “Funk da Pamonha” até remakes de HQs e filmes semi-cult (vide o #10, “Mano Ou Ultramano”, uma das minhas favoritas).

Essas idéias meio absurdas são justamente o que torna o gibi divertido para adultos, por mais constrangedor que seja o clima “acho que aprendemos uma lição hoje”. E o melhor de tudo: dá pra comprar os números atrasados pela Internet na JBC – o correio sai baratinho e você compra pelo preço de capa. Arrematei todas e não me arrependo.

Quadrinho bom, de graça e online

Mar 19, 2003

Tem horas em que a vida nos surpreende: você gasta uma bala comprando quadrinhos que supostamente deveriam ser legais, e coisas bacanas de verdade pintam na web, de graça. Como foram dois casos só esse mês, me senti na obrigação de compartilhar:

O primeiro é o Small Stories Online, de Derek Kirk Kim. Não confunda os quadrinhos dele com os do substituto (Brent Kirk), que também são bons mas já é outra história. Fui imediatamente fisgado pela história Same Difference. Talvez eu esteja ficando (ou voltando a ser) sentimental, mas de repente me senti com 16 anos novamente (mesmo a história falando de gente da minha idade).

Se isso parece coisa de maricón pra você, corra pro Kaz’s Underworld (que descobri graças ao blog do Allan Sieber). Dê uma geral no arquivo e você verá como é bacana ver alguém cagando para o “politicamente correto” sem usar isso como justificativa para falta de talento. Tipo assim.

Boicotando a américa das marcas

Mar 19, 2003

O Adbusters é uma espécie de ONG anti-consumismo, famosa por suas campanhas como o Buy Nothing Day (Dia de Não Comprar Nada). Algumas pessoas me chamaram a atenção para a campanha mais recente deles, a Boycott Brand America (algo como “Boicote a América das Marcas”).

Esta campanha estimula as pessoas a diminuirem ou cortarem completamente o consumo de produtos de griffes americanas (tais como Coca-Cola, McDonald’s e Nike), na tentativa de passar um recado contra a guerra no Iraque através da única parte do corpo em que o governo e a elite americanos ainda têm alguma sensibilidade: o bolso.

Não vou tecer comentários sobre esta guerra, pois já se escreveu bastante coisa (boa e ruim) sobre ela. E, embora não acredite que minha ação individual vá fazer alguma diferença, achei interessante começar uma participação – além de medir o meu nível de dependência em relação à América corporativa, creio que outras pessoas possam ver o que estou fazendo e também tomar partido (afinal, foi o que aconteceu comigo).

Funcionando ou não, o consolo é que me parece muito melhor dedicar tempo e energia a uma causa de objetivo palpável como esta do que em prol de movimentos do tipo “vamos defender o software ‘livre’ e derrubar a tirania da Microsoft”. Isso sim eu acho um verdadeiro desperdício de ativismo…

Meu próprio Apple II de garagem

Feb 10, 2003

Apple IIGS montado num gabinete de tupperwareCorrendo o risco de denunciar meus vinte e muitos anos, confesso que boa parte da minha formação como programador veio dos saudosos clones do Apple II (TK3000, Unitron AP II, etc.). Juntando o desejo de voltar a brincar com uma dessas máquinas com o sonho de moleque de ter um Apple IIGS (modelo mais avançado que não chegou ao Brasil), resolvi comprar uma placa-mãe de IIGS no eBay (lá vendem o micro completo de baciada, mas o envio é proibitivo), improvisando um gabinete e adaptando periféricos de PC/Mac.

Sim, o “gabinete” é um daqueles recipientes plásticos de comida (“tupperware”, ou algo assim, no jargão da cozinha). Não é uma idéia original, nem a mais bizarra do planeta: o Applefritter mostra Macintoshes nos gabinetes mais bizarros, desde os montados com Lego até um aspirador de pó! Segue o artigo completo da montagem.

5a. fest comix

Feb 10, 2003

Não bastasse o Mundo Mix, compareci no domingo à 5ª Fest Comix. Estava lotadíssimo, mas valeu: o lugar tinha lançamentos dos últimos 3 anos, mas todos em estado de novo – e, em muitos casos, com preço de sebo. Isso fora a premiação, para a qual não pude ficar. É sempre legal ver o povo que faz os quadrinhos, mesmo pra quem, como eu, não tem vocação para “fã bobão“.

Deu pra completar minha coleção de Ranma 1/2, e comprar vários outros quadrinhos daqueles que estão sempre um pouco acima do que eu julgo razoável gastar num gibi – muita coisa de R$ 30 por R$ 20, de R$ 20 por R$ 15/12, etc. Há boatos de que o próximo será em Julho, mas planeje seus gastos, pois o lugar aceita cheque e cartão Visa. Desnecessário dizer que deixei as calças, minha mãe e ainda fiquei devendo.

Mercado mundo mix

Feb 3, 2003

Mistérios do casamento: saí pra ir comprar roupas na Augusta, e, de alguma forma, fui levado ao chamado Mercado Mundo Mix.

Não posso deixar de fazer uma observação pessoal: estou ficando velho. Não deu nem meia hora e eu já estava querendo chamar a gerência e pedir pra abrir umas janelas, ligar o ar condicionado, acender as luzes, sei lá. Entrei com 28 anos e saí com uns 40. Mau sapão, mau sapão.

De qualquer forma, as atrações do evento são os badulaques “modernos” e os tipos “alternativos”. As aspas são porque… bem, eu vim dos anos 80, e, por mais que eu apóie a livre expressão da garotada, é curioso ver o pessoal nos seus 18, 20 anos vestindo-se como membros do Sex Pistols que já estão na casa dos 40.

Achei umas camisetas fantásticas (já foi o tempo em que os comic shops eram referência de criatividade nesse setor). Infelizmente, eu uso tamanho G(ordo), e lá só tinham tamanho A(noréxico). Mas a viagem não foi perdida: comprei a edição nacional de um livro sobre o Kevin Mitnick por R$ 2.

É, quem nasce geek morre geek, não tem jeito.