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Eisner de carne e osso

Jul 14, 2003

Fui assistir a Pessoas Invisíveis, uma peça baseada em diversas obras de Will Eisner. Com um certo pé atrás (que eu sempre tenho com essa idéia de “cross-media”, especialmente quando envolve quadrinhos), gostei bastante do espetáculo: a história é uma amarração de diversas histórias do mestre, das mais conhecidas como O Edifício até outras não tão difundidas, como a do homem que sabia voar (uma das minhas favoritas).

O começo deixa um pouco a desejar – tanto o cenário quanto o elo entre as histórias são um pouco difíceis de situar, apesar (ou por causa) do esmero na produção. Contudo, assim que o cenário muda para a Dropsie Avenue, a história entra nos eixos. O resultado final é uma peça divertida, especialmente para fãs do Eisner. Os figurinos dão um show a parte: o Gerhard Shnobble e o síndico do edifício da avendia Dropsie, entre outros, são encarnações fantásticas do “jeito Eisner” de retratar tipos comuns. Sozinhos já valem o espetáculo.

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J2EE, .Net, o ovo e a galinha

Jul 8, 2003

Um dos motivos que me deixam um pouco reticente para escrever sobre informática é que este é um assunto sério, que normalmente é tratado de forma leviana. É fácil perceber neste site que eu prefiro escrever sobre assuntos levianos e tratá-los de forma séria.

E ainda por cima eu encontro bons artigos como este, que mostra uma perspectiva interessante sobre a questão J2EE x .Net. O artigo me causa duas frustrações: não apenas o cara “teve a minha idéia”, como fez isso há seis meses atrás. Mais um ponto para pensar menos e fazer mais.

Papo sério (com visual nem tanto) sobre segurança de redes

Jul 7, 2003

<img src=”img/blig/chester_serginho.jpg”align=”left” >O Último Segundo publicou um artigo que eu escrevi comentando os riscos da boataria e do alarmismo quando o assunto é segurança de redes.

O artigo até é interessante, e a oportunidade de publicar na imprensa séria é ótima, mas o que me ganhou a semana foi o fato de terem acionado um dos melhores ilustradores que eu já conheci, o “Serginho” Guilherme Filho, que mandou muito bem na ilustração ao lado. Matou a pau, Serginho!

Ah, vale lembrar que, além de ilustrar, o cara é músico das bandas The Beatless e GRAM. A primeira eu já tive a oportunidade de ver ao vivo, e curti muito. Da segunda tem várias palhinhas no site, confira.

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Gen – Quadrinhos de Hiroshima

Jul 6, 2003

Acabo de concluir a leitura do terceiro volume de Gen – Pés Descalços (Hadashi no Gen). É realmente um daqueles quadrinhos para os quais não se tem palavras. Através do garoto Gen, Keiji Nakazawa faz um relato autobiográfico de como foi a vida antes, durante e depois da bomba. Aos olhos de Gen, este sofrimento do mundo adulto se mistura com os problemas de criança, mas, ao mesmo tempo, a sua alegria de criança o ajuda a superar aquele inferno que nenhuma criança ou adulto deveria conhecer.

Ao contrário do que possa sugerir, não há nenhum tom anti-americano – a mesma objetividade usada para mostrar o sofrimento dos sobreviventes com os efeitos da bomba é utilizada para mostrar como o governo japonês lançou na miséria a sua população, priorizando a alimentação dos soldados e a construção de armamentos de guerra, e como os japoneses hostilizavam os estrangeiros, particularmente os coreanos, qualquer que fosse a situação. Fantástico, fantástico.

Bem-vindo ao mondo bizarro

Jul 6, 2003

Com o fim das aulas, pude organizar um pouco esta página, e vi que tem algumas coisas (especialmente fotos) que não se encaixam em lugar nenhum. Daí criei o mondo bizarro, um lugar para colocar essas tranqueiras sem pensar muito nas conseqüências.

Também dei uma boa ajeitada na história do meu Apple IIGS com gabinete de tupperware. Com o texto revisado, contei o resto da história, coloquei um índice e inclui as fotos finais. Agora posso jogar Lode Runner em paz.

Revista Crocodilo – trash que satisfaz

Jun 23, 2003

<img src=”img/blig/croc.jpg”align=”left” border=”2”>Ah, o que seria de nós sem os amigos bizarros? Por indicação de um deles comprei a Crocodilo, uma revista de humor e quadrinhos sem um gênero muito definido, mas que pega forte no lado trash.

Títulos como “Origami do Sexo”, “Bin Laden Pornô” e “A Febre dos Mariachis Iugoslavos” dão o tom da publicação. Fosse um site, seria mais um entre muitos. Mas pra colocar na banca precisa de coragem, e a Conrad parece que resolveu encarar.

Eu me identifiquei com o lado “cientista” dos caras: dentro de casa, eles dão a dica de como sintetizar o sexo oral feminno, mostram petiscos bizarros que podem ser feitos com o mínimo esforço, e por aí vai. Indo para a rua, eles experimentaram o famoso “treme-treme”, o bordel onde literalmente se transa com um vale-refeição. Quem disse que sai caro fazer reportagem externa?

Não consigo dar uma definição clara da revista: ela lembra um pouco a Casseta Popular, mas os quadrinhos remetem mais à Animal (e talvez a Mad tenha parecido tão ou mais chocante quando foi lançada, em 1742). Ainda não saquei muito bem onde Allan Sieber, Crumb e Hunt Emerson se encaixam no meio de tudo isso, mas ao menos são histórias menos “figurinha carimbada”, que fornecem uma excelente desculpa para desembolsar os R$ 6,90.

Os Malvados

Jun 8, 2003

Os Malvados, é uma tira online sobre a qual uma amiga me mandou a URL uma vez. Não é nada que tenha mudado a minha vida, mas é mais um link pra passar de vez em quando e ler as trocentas últimas.

Se você ficar com a impressão que o cara tem boas sacadas, mas não desenha nada, não deixe isso estragar a diversão. Afinal, o Luís Fernando Veríssimo também não desenha muito, o que não tira o mérito de As Cobras.

Bauru de jogos

Jun 8, 2003

Outro link bacana recebido dos amigos, o Bauru de Jogos é mais um site sobre jogos para micros e videogames de 8 bits. O diferencial é que os autores não têm dó de descer a lenha naqueles jogos que todo mundo acha podreira, mas ninguém tem coragem de dizer.

Os nomes das categorias são hilários, vão de “esportes de gordo” (golfe, sinuca e similares) a “punhetão” (aqueles jogos que são embromação pura), e as centenas de jogos garantem bastante tempo perdido.

Vale avisar: não é, nem de longe, politcamente correto: um jogo nipônico podreira logo leva um “Puta que pariu, não deviam ter parado em Nagasaki!”. Citações de Carlos Zéfiro e metáforas sexuais também imperam. E a graça tá justamente aí!

Emulador de Gamecube *totalmente* multiplataforma

May 14, 2003

Eu estou quase conseguindo fazer meu Apple IIGS rodar programas 16 bits (já venci a briga com o drive, mas ainda faltam o mouse e outros detalhes). Nem ia comentar enquanto não tivesse fotos, mas lembrei do assunto quando cruzei com a página do gCubix. É um emulador de Gamecube que roda em diversas máquinas: desde PCs com Linux/Windows até em computadores mais limitados, como o GameBoy Advance ou Apple IIGS. Tem até versões para celulares que rodam Java! </br/>Claro que é trote. Mesmo assim, é divertido ver as fotos photoshopadas dos mais diversos computadores, videogames e outros aparelhos rodando o suposto emulador.E se você estiver no clima, aproveite para conferir alguns anúncios sem noção veiculados nas revistas de informática dos anos 80. Esses, por incrível que pareça, são verídicos! </br/>