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Books

Clean Code (Código Limpo), por Robert “Uncle Bob” Martin

14 Aug 2011

Já observei que a maior parte dos programadores com algum tempo de estrada tende a se acomodar, acreditando que o que quer que fosse estado da arte (ou apenas popular) quando a pessoa era ultra-jovem é a verdade absoluta e inenarrável. Não sei se por preguiça, insegurança, ou cansaço, mas muita gente, depois de um tempo, se recusa a a aprender qualquer tecnologia, paradigma ou modo de trabalho novo, em muitos casos se afastando da programação porque já “aprendeu tudo”.

Revolution in the Valley: The Insanely Great Story of How the Mac Was Made

18 Jan 2011

Antes de se tornar objeto da admiração de uns e desinteresse/suspeita de outros, a Apple passou por três fases bem definidas: a “era de ouro” em que o Apple II e o Macintosh original foram criados; a queda em parafuso rumo à irrelevância; e a volta por cima. O papel evidente de Steve Jobs nas fases virtuosas alavanca o culto em torno de sua pessoa  a um ponto que fica difícil separar a verdade do mito, valorizando qualquer testemunho de quem esteve mais próximo.

Revolution in the Valley: The Insanely Great Story of How the Mac Was Made é um livro que reúne dúzias de histórias sobre o fim da primeira fase, isto é, sobre a criação do Macintosh. Boa parte delas veio do site Folklore.org: Macintosh Stories, organizado pelo autor – ninguém menos que Andy Hertzfeld, que escreveu boa parte do sistema operacional original do Mac.

Racing the Beam: Um raio-x do Atari 2600

04 Jan 2011

Racing The BeamUm aviso: não tenho como ser muito imparcial com este livro. Pra começo de conversa, jogos como Enduro, Pitfall, Adventure e Raiders of The Lost Ark são parte integrante das minhas memórias de infância. Eu associo o nome Atari ao universo dos videogames tanto quanto gerações mais recentes o fazem com Nintendo, Sega ou Sony. E um dos grandes “to-do”s da minha vida é concluir o desenvolvimento de algum jogo para essa plataforma. Já flertei com esta proeza no passado, o que resultou em uma pequena animação interativa (perdida no tempo) e em um artigo publicado há quase DEZ anos atrás no site Fliperama – cortesia do Internet Archive Wayback Machine.

Scroogenomics: A Economia dos Presentes

24 Dec 2010

Um livro cujo título junta Economics (economia) e Scrooge (personagem avarento do conto de Dickens, que também foi homenageado por Carl Barks ao nomear o Tio PatinhasUncle Scrooge no original), pode parecer mal-intencionado. Mas não é: o objetivo de Scroogenomics é mostrar que a compra desenfreada de presentes no natal não é exatamente a oitava maravilha para a economia nacional ou global – ao contrário do que o senso comum (compras ⇒ aquecimento econômico) possa sugerir.

Numbers Rule Your World

29 Nov 2010

Numbers Rule Your WorldSeria um exagero dizer que todo mundo curte um bom livro sobre matemática. Mas não dá para ignorar a popularidade dos que tentam jogar fora a interpretação natural dos números em favor de uma nova ordem que possa emergir do caos aparente. Exemplos incluem o Freakonomics, com a sua investigação baseada em números; o Outliers, que olha para as pessoas e coisas que se destacam; o Free; o The Long Tail e toda uma série de livros cujo tema é a “matemática fora da caixa”.

JavaScript: The Good Parts (O Melhor do JavaScript)

27 Sep 2010

Douglas Crockford, autor de JavaScript: The Good PartsNão ia escrever sobre esse livro, simplesmente porque não teria muito a acrescentar, mas o Lucas me convenceu de que valeria a pena nem que fosse só pra convocar as pessoas a ler. Se você programa em JavaScript (mais ainda: se não programa ou não gosta dela por ter tido experiências ruins), preste atenção:

Coders At Work (Peter Seibel)

14 Jul 2010

Coders At Work, Peter SeibelDepois de ter curtido tanto as entrevistas com os fundadores das startups mais famosas no Founders At Work, eu esperava que o Coders at Work – fosse ser ainda mais bacana. Afinal, a lista de entrevistados é diversificada e impressionante: vai de gente mais “próxima” como os criadores do memcached, JavaScript e JSON até decanos como Fran Allen e Donald Knuth, cujos méritos acadêmicos e na indústria tornam desnecessárias quaisquer apresentações.

A Arte de Entrevistar Bem (Thaís Oyama)

21 Apr 2010

A Arte de Entrevistar BemPode parecer estranho, mas algumas das minhas leituras mais agradáveis (e reveladoras) foram não-ficção fora da minha “zona de conforto” profissional e pessoal. É o caso de A Arte de Entrevistar Bem, um livro que busca orientar estudantes e profissionais nessa complicada tarefa de transformar conversas em jornalismo.

A autora já demonstra sua tarimba ao tornar o texto objetivo o bastante a ponto de não-jornalistas (como eu) acompanhem com facilidade. Para quem já foi entrevistado algumas vezes, vários momentos que me soavam como dissimulação e até ignorância revelaram-se, após a leitura do livro, técnicas sutis e apuradas para obter um material maior e melhor, muitas vezes até contra a vontade do entrevistado.

E ainda que nada disso interesse ao leitor (duvido), só os “causos” relatados por grandes nomes oriundos de veículos como CBN, Veja, O Globo e The New York Times divertem bastante. Se você quer dar um “break” nas leituras da sua área, dê uma folheada e considere. Para jornalistas eu realmente não sei se é bom ou não – mas é parte do ofício deles apurar, né?

Por Um Fio

20 Jul 2009

Este livro do Drauzio Varella é bem interessante: após anos e anos se surpreendendo com a maneira com que muitos pacientes mudavam (para melhor) seu modo de viver após receber um prognóstico decorrente de alguma doença incurável, o médico se...

Siddharta, por Herman Hesse

03 Apr 2009

Siddharta (que já teve versão em filme) é um livro de ficção, cujo protagonista-título é um jovem indiano bem-nascido, que deixa sua fortuna para tentar alcançar o conhecimento. Esta jornada se dá das mais diversas formas: desde a meditação e...

Budismo Essencial – A Arte de Viver o Dia-a-Dia

01 Apr 2009

O Reverendo Gyomay Kubose, autor de Budismo Essencial, vive um dualismo interessante: nasceu nos EUA, mas cresceu no Japão, dividindo-se entre os estudos acadêmicos no ocidente e a ordenação como monge budista da Escola Shin na terra do sol nascente....

Some Of My Best Friends Are White

08 Mar 2009

Quando viajei pela primeira vez para a África do Sul (em 2007) fiz algumas considerações sobre a convivência entre os diversos grupos étnicos no pós-apartheid. A idéia de "rainbow nation" descrita ali é válida, mas numa nova (e mais longa)...

Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas

15 Jan 2009

Comecei a ler este livro anos atrás, mas acabei não terminando, e retomei ele após ler o recém-comentado Os Vagabundos Iluminados, já que ambos são histórias semi-autobiográficas nas quais o zen-budismo exerce influência num contexto urbano ocidental (especificamente, nos EUA)....

Os Vagabundos Iluminados (The Dharma Bums)

04 Jan 2009

O mais perto que eu cheguei do nirvana foi ler Os Vagabundos Iluminados enquanto tomava sol e cerveja na praia, cercado de mulheres. Confesso que, por ser do mesmo autor de Pé na Estrada (que imortalizou a chamada geração beat)...

The Starfish and the Spider / Founders at Work

14 Sep 2008

Novamente uma dobradinha de resenhas, que abro com The Starfish and The Spider, que apresenta uma maneira inusitada de classificar as organizações (empresariais ou não). Ele as divide entre "aranhas" (spiders), isto é, organizações altamente centralizadas e "estrelas-do-mar" (starfishs), que...

Little Brother / Free Culture

21 Aug 2008

Estou devendo comentários sobre inúmeros livros que andei lendo, e começo a pagar esta dívida resenhando dois no mesmo post: Little Brother é uma excelente obra de ficção de Cory Doctorow (um dos co-editores do popular Boing Boing), na qual...

Liberal Libertário Libertino – Crônicas

06 Jan 2008

Estou terminando de ler o Liberal Libertário Libertino - Crônicas, mas posso escrever com segurança, pois se trata de uma coletânea de textos publicados no blog homônimo - beneficiados pela organização e conveniência que só as árvores mortas proporcionam. Os...

Getting Real

27 Jun 2007

Getting Real abre com uma proposta atraente: ajudar a construir aplicações web de sucesso. Não se trata de uma metodologia - até porque ele se dispõe a questionar muito do material e da cultura que compõem as metodologias (formais ou...

Linguagens de Programação Comparadas

05 Feb 2007

A comparação entre linguagens de programação (e incluem-se aí os ambientes sob os quais estas linguagens operam) é um assunto quase que inesgotável. Quando abordado de forma leviana, acaba em discussões que pouco diferem das mesas-redondas futebolísticas: programadores movidos por...

O Marketing depois de amanhã

03 May 2006

O Marketing Depois de Amanhã, livro mais recente do Ricardo Cavallini, é de difícil definição. Seu primeiro trabalho (Boa Bronha - A arte de desperdiçar energia) usava a experiência de criar um dos mais divertidos sites adultos brasileiros para comentar,...

Deuses Americanos

26 Jan 2006

Raramente deixo livros inacabados. No entanto, o indigesto A Voz do Fogo, do Alan Moore, foi um desses casos. Dizem que fica bom lá pelo meio - mas a caminhada é longa, e a vida é curta. Pra piorar, deixou...

A “civilidade” feminina em 1920

11 Dec 2005

Este Manual de civildade destinado às meninas para uso nas escolas é um livro do início do século passado, que, sob o pretexto alegado no título, desfila um humor que julgo ora sofistcado, ora grosseiro - mas nunca deixo de...

Por Que Almocei Meu Pai

18 Jun 2005

Leitura leve e divertida, Por Que Almocei Meu Pai é um livro de 1960 que já foi publicado sob diferentes nomes (mesmo no idioma original) e redescoberto algumas vezes em diversos lugares do mundo. Apesar do histórico conturbado, ele se...

Como mover o Monte Fuji?

08 May 2005

Me deparei por acaso com Como Mover o Monte Fuji, livro recomendado por Joel Spolsky, e que não sabia existir em português. O tema são os famosos quebra-cabeças de entrevista - cosutmeiramente atribuídos à Microsoft, mas usados na prática por...

Porque todo mundo tem um coração envenenado

11 Nov 2004

Coração Envenenado é uma autobiografia (relativamente antiga, da metade dos anos 90) de Dee Dee Ramone, fundador, baixista e autor de boa parte das músicas dos Ramones (ele escreveu bastante material, mesmo depois de deixar o grupo). O livro (que eu sugiro comprar no site, na loja é mais caro) vai da infância do autor até a fase em que ele se livra da heroína – que não durou muito, já que a droga o levou à morte em 2002.

Fãs da banda (como eu) irão encontrar uma relação íntima entre a vida “largada” dos membros da banda e as suas letras, e também conhecerão um ponto de vista bastante contundente acerca das mudanças de formação. Quem não é chegado em rock pesado de três acordes pode se frustrar, pois sem esta referência o livro está mais para uma edição light de Eu, Christiane F..

Transpiauí: uma peregrinação proctológica

01 Nov 2004

capa de Transpiauí: uma peregrinação proctológicaSem maiores delongas: li o Transpiauí: uma peregrinação proctológica, do semi-famoso MrManson (uma das mentes criminosas por trás do Cocadaboa). Demorei porque tentei achar nas livrarias online tradicionais, sem sucesso. No entanto, a loja online do Cocadaboa funcionou bem, e entregou rápido.

Os textos do MrManson no site sempre abordam o lado tosco de qualquer assunto que seja. Só assim para tornar interessante um livro sobre uma viagem ao meio do nada, na qual o autor nada fez. Não muda a vida de ninguém (e nem promete isso), mas garante umas boas risadas.

O vendedor de histórias

22 Sep 2004

capa do livro O Vendedor de HistóriasJá tinha lido dois livros do autor (Jostein Gaarder): o famoso O Mundo de Sofia (que é um misto de romance e curso básico de história da filosofia), e o menos badalado, mas talvez mais interessante O Dia do Curinga. Este último era meu favorito pessoal, até que resolvi experimentar O Vendedor de Histórias – talvez o melhor livro que li este ano.

O narrador e personagem principal é uma pessoa extremamente imaginativa, capaz de criar e recordar histórias com a mesma intensidade e riqueza de detalhes que encontra nas memórias de fatos reais. Após algum tempo contando sua infância e adolescência, ele mostra a maneira pouco ortodoxa na qual aplicou tal dom para ganhar a vida, e as conseqüências disto.

Esta trama permite que várias outras histórias curtas sejam inclusas no meio da história principal. Algumas delas, claro, possuem ligação com a história principal, mas, independente disso, algumas delas já são geniais independente do conjunto, e justificariam o livro sozinhas.

O final, embora interessante, não empolgou como os finais das histórias mais curtas – o que não tira o mérito do livro. Não recomendo ler as sinopses – é muito mais divertido descobrir tudo à medida que vai acontecendo (isso devia ser com qualquer livro, mas parece que com esse os sites de venda insistem em querer revelar mais do que deveriam).

Ensaio Sobre a Cegueira (e uma espetada no Alan Moore)

09 Sep 2004

Já que confesso os filmes que assisto tardiamente, aproveito para mencionar Ensaio Sobre a Cegueira, que só li agora.Sem grandes pretensões, este relato de uma cidade na qual vários habitantes são acometidos de uma cegueira misteriosa é interessante e justifica a leitura.

O autor é criticado por seu estilo que substitui os diálogos por longos parágrafos onde o narrador assume o “tom” de quem está falando.Não tive problemas com isso – ou, ao menos, não foram nada comparados aos que eu tive com o chatérrimo Voz do Fogo, que usa um artifício semelhante para tentar colocar o leitor dentro da cabeça de um homem das cavernas mentalmente debilitado. Este livro me levou a dois sacrilégios: falar mal do autor (Alan Moore) e parar de ler um livro antes do final.

Hai-kais e outros livrinhos

10 Feb 2004

Livro 'Hai-Kais', do MillôrAchei este Hai-Kais, do Millôr Fernandes, em um sebo. Ele abre explicando o uso da grafia “Hai-Kai” no lugar de “Haiku” (que é o nome original dos tradicionais versos japoneses de três linhas). Infelizmente, o buraco é mais embaixo.

Inclusão digital e a origem do linux

25 Dec 2003

<img src=”img/blig/softlivre.jpg”align=”right” border=”2” alt=”Software Livre e Inclusão Digital”>Uma das grandes virtudes da comunidade do software livre é seu primor pela excelência técnica. Infelizmente, este é o catalisador do que é possívelmente seu maior vício: a disposição que este pessoal tem para dizer bobagens sobre assuntos que pouco entendem – desde o software do concorrente até ética e geopolítica.

Kanji Pictográfico

04 Nov 2003

Quase comprei a versão original de Kanji Pictográfico, mas um amigo mencionou ter ganho a edição em português, e, de fato, achei em uma banca de rodoviária! Como a capa sugere, o livro tenta explicar cerca de 1000 kanjis (caracteres japoneses herdados da China) através da associação com figuras.

Muitos kanjis são, de fato, pictográficos, e para estes o livro é excelente. Entretanto, ele usa o mesmo artifício com os não-pictográficos – ou ainda, com aqueles cuja imagem de origem pouco se relaciona com o significado. Nestes, o resultado varia: vai de algumas pérolas de criatividade até as mais indigestas forçadas.

Para quem está estudando, todo santo ajuda – e o preço está abaixo de muitos livros “didáticos” que não chegam aos pés deste. Como curiosidade eu fico dividido – acho que eu daria de presente para alguém, mas não sei se compraria um pra mim.

Livros da FUVEST

01 Oct 2002

Quem já prestou FUVEST sabe do grande dilema do vestibulando. Não, não é qual carreira escolher, e sim decidir se deve ou não ler as “obras recomendadas”. Por um lado, há a possibilidade de recorrer aos resumos e investir o tempo economizado em outras matérias. Por outro, é uma boa maneira de misturar estudo e lazer.