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Chester em NY

13 abr 2010

No fim do ano passado fiz uma viagem curta para o Canadá a trabalho – e por conta das escalas de vôo, decidi passar o final-de-semana em Nova Iorque. Sei que já faz um tempinho, e também admito que é uma viagem “normal” (comparando com as que já bloguei) – mas é um lugar que eu queria conhecer há tempos. Seguem, portanto, as fotos† e as minhas impressões:

O lugar bacana pra visitar lá é Manhattan, mas os hotéis são caros e ficam longe do aeroporto, o que me levou a ficar no Queens. Parece longe, mas o metrô dos caras faz jus à fama: o trem expresso (que eu pegava a três quadras do hotel) me levava às cercanias do Central Park em coisa de meia hora.

Aliás, o sistema ferroviário já mostra a sua força no JFK: o aeroporto é tão grande que você usa um trem de superfície (AirTrain) para ir de um terminal a outro – e ele integra com o metrô. O meu hotel-que-também-era-hostel tinha uma van que pegava os passageiros numa das estações, de forma que eu nem precisei usar essa integração.

Infelizmente, ao embarcar na tal van, eu esqueci a minha mochila no ponto. Vacilo total: o netbook e alguns documentos estavam lá, e não tinha nem sombra dela quando eu voltei. Felizmente o passaporte e os cartões não desgrudam de mim quando estou viajando, então foi mais o preju do netbook e da própria mochila – além da desorientação total, já que os mapinhas que a Bani gentilmente me cedeu (com todas as dicas de onde ir) estavam nela.

Inês morta, me enfiei no metrô e fui à luta. Na estação dá pra pegar um mapa que, embora não seja em escala, ajuda *muito* a se orientar. E é grátis. Não perca tempo procurando lan houses: é relativamente fácil achar WiFi, mas nenhum lugar vai ter um computador para você navegar – creio que inclusão digital exige excluídos digitais, o que eles parecem não ter (ao menos não em Manhattan).

Entre o incidente da mochila e o cansaço, o primeiro dia não serviu pra muita coisa além de reconhecer terreno. E, claro, comer: tem todos os tipos de restaurante lá, e se eu não fosse vegetariano teria experimentado o característico hot-dog de rua. Acabei num restaurante menorzinho† que tinha um veggie burguer maiorzão – com muitas fritas e catchup, afinal, era minha primeira vez nos EUA, eu tinha que prestigiar a… er… “culinária local”.

Um dos meus planos era assistir a um musical, e o escolhido foi Mamma Mia. Mesmo tendo assistido ao filme baseado nele umas 300 vezes (ou, talvez, justamente por ter assistido tanto) eu curti bastante – é outra coisa com atores não-canastrões e ao vivo. Mas no sábado eu só comprei os ingressos, além de um tênis apropriado para a neve – um item indispensável lá, mas que se provou valioso com as chuvas aleatórias de SP deste ano, e capotei.

Broadway

Comecei o segundo dia com uma vista ao Rockfeller Center, onde a galera patinava no gelo† alegremente enquanto eu congelava. Perto dali tem a Nintendo World Store – a loja é bacaninha e tal, mas o destaque *mesmo* é a mini-exposição. Ninguém dá nada, é só um balcãozinho, mas os itens incluiam o protótipo do Nintendo AVS†, um R.O.B.†, um GameBoy que sobreviveu à Guerra Do Golfo e várias outras coisinhas legais.

Ao invés de almoçar, aproveitei que a neve deu uma trégua e fiz uma rápida visita ao setor sul do Central Park† (o café quentinho do Starbucks e o Pretzel de rua são onipresentes e viabilizaram esse interlúdio). Aliás, um catch: a internet no Starbucks e na Apple Store é de graça – mas a AT&T detecta o iPhone e pede o número (que eu não tinha) para continuar. Sem um número deles, dá pra usar Maps, Skype, Nimbuzz e assemelhados, mas necas de navegar.

O musical rolou à tarde – aliás, é quase impossível distinguir a hora do dia sob chuva na Broadway† – o tempo fecha, mas as luzes compensam. Aproveitei que já estava lá pela zona sul e fui ver o Ground Zero (World Trade Center)†. Não é possível ver muita coisa – e também nem sei se é preciso, já que a gente viu isso na TV à exaustão – mas era a oportunidade de observar o local do que possivelmente foi o acontecimento mais influente sobre a história dessa década. É uma sensação difícil de descrever.

Fechei o domingo com outra coisa bem nova-iorquina (e, de uns tempos pra cá, paulistana): comédia stand-up. Para essa eu optei por um lance alternativo: o Ha! Comedy Club tem sessões todos os dias, pelas quais você paga US$ 10, consome dois itens do cardápio (gastando uns US$ 25 no total) e assiste a uma sequência de comediantes ao longo de 1h (como peguei a última sessão, a brincadeira foi pra quase 2h). A qualidade varia, o lugar é um galpão (aliás, metade dos caras fazia piada justamente com isso), mas pra quem quer sentir a “cena” vale – achei mais jogo que ir ver algum famoso gastando big bucks (que eu não tinha mesmo).

Faltou fazer várias coisas, tanto do pacote-turista quanto para vivenciar o dia-a-dia lá. Mas deu pra confirmar que, para uma criatura metropolitana como eu, o lugar é o topo do mundo. Volto assim que puder!

Comments


luciano

o isso ai nova iorque esta errado o certo é New York só uma correção vc pode ate colocar nova iorque mais esta particularmente errado.


chester

Luciano,

Obrigado pela dica, mas a verdade é que as duas formas são de uso comum. Para mais detalhes, veja o texto do Prof. Moreno sobre o assunto, ou o verbete da Wikipédia que fala da cidade - ambos são muito esclarecedores.

E já que você está tão preocupado com o uso correto do idioma, aproveito para sugerir atenção especial à diferença entre "mas" e "mais", bem como a aplicação de vírgulas, a apropriada separação de frases e a observação da gramática e ortografia em geral. No caso do seu comentário, minha sugestão seria:

Ei, isso aí ("Nova Iorque") está errado. O certo é "New York". É só uma correção - você pode até colocar "Nova Iorque", mas está particularmente errado.

(embora eu talvez omitisse o "particularmente" aí - não fica claro exatamente qual função adjunta ele exerce sobre "errado")


Ila Fox

Nossa Chester, que droga ter esquecido a mochila heim? sorte que seu passaporte não estava lá!
Quando eu e o Ricbit fomos para Paris, vimos uma bolsa encostada num canto do ponto de trem, ficamos preocupados com quem esqueceu. :-/

Ah, a Ana Elisa do Blog La Cucinetta é vegetariana também, e foi para vários lugares em NY com comidas gostosas vegetarianas - http://www.lacucinetta.com....

Chester

Pois é... o consolo é que eu tinha criptografia paranóica no "disco" (SSD), e também menos mal que eu não deixei dentro do aeroporto (senão era bem capaz da segurança, na nóia, explodir a mala e o latino-americano que deixou ela lá :-P )

A dica é quentíssima! Ok que quem consegue não comer carne em SP ri à toa quando vai pra fora (na África do Sul eu sentia amor nas prateleiras do supermercado), mas ter dicas dessas em primeira mão não tem preço, valeu!


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