Faz sentido: é através da televisão que eu vejo a imagem de muitas das bestas deste mundo. Adicionei ao mondo bizarro algumas fotos dos outdoors deste gênero que andaram brotando na Marginal.
Brinquedos novos
Pra variar, a USP me sequestrou – mas o sumiço foi mais porque o velho e bom “museu dos micros de 8 bits” voltou à atividade: além de arrumar os disquetes que faltavam para o Mac512, recuperei diversos micros e acessórios da coleção antiga.
Além disso, arranjei várias coisas novas, que estou ligando e fotografando aos poucos. Comecei por este Spectrum +2 inglês: é a evolução do TK90x, com direito a gravador cassete embutido, teclado decente, tração nas 4 rodas, etc. Vou penar pra ligar (por causa da tomada e do sistema de TV europeus), mas vai valer a pena. Aguardem.
Misteriosas Placas da Marginal
De uns dois anos pra cá, começaram a surgir outdoors muito estranhos na Marginal Tietê (via expressa que corta São Paulo). Um dos mais antigos tinha a inscrição “TELEVISÃO – IMAGEM DA BESTA” (com o “B” imitando chifres), mas logo surgiram outros.
Mangá para leigos
O iG Ler publicou um guia sobre mangá que eu escrevi, voltado a pessoas que não conhecem nada de HQ japonesa. Para que a coisa não virasse um livro, algumas generalizações tiveram que ser feitas (e até agora as pessoas me cobram por não ter falado deste ou daquele mangá). É a vida.
Não é o primeiro artigo que escrevo para o portal iG, mas é um dos que eu mais gostei (tanto de fazer quanto do resultado final). Acho que empatou com o que fala sobre programação no Atari, meu favorito até então. Tem também um glossário sobre o tema.
Golpe do ICQ
Depois de um dia difícil, ainda aparece isso no meu e-mail:
********************************* Tenha um ICQ de apenas 6 digitos! ********************************* Para você ou sua empresa.
Com isso ficará mais fácil de seus clientes ou amigos entrarem em contato com você.Finalize mais negócios em sua empresa!Por que comprar um ICQ se posso conseguir de graça? Os ICQ de 6 dígitos, foram os primeiros números de ICQ disponíveis, os números começaram apartir de 6 dígitos. Por serem pequenos, eles são mais fáceis degravar, não recebem SPAM e também poucas pessoas o possuem. EX: 303132
APENAS R$ 10,00 Mais informações, acesse:
http://www.vendoicq.com <<<
</pre>
No site tem um FAQ, onde eles “explicam” a mágica:
“Esses ICQs são Hackeados? Não, esses ICQs não são hackeados. Agente simplesmente reativa os ICQs inativos, por já existirem a 7 anos.”
Eu queria saber como “agente” faz para que um ICQ fique inativo. Nem a Mirabilis sabe, pode procurar. Até se você quiser desativar manualmente não dá, mesmo porque eles não ganhariam nada deflacionando as contagens de usuários.
Mais ainda: mesmo que a história fosse fosse verdade, o Termo de Uso do ICQ proibe terminantemente esse tipo de coisa:
“You shall not transfer, assign, delegate, sublicense nor pledge in any manner whatsoever, any of your rights or obligations under this Agreement. For example, and without any limitation, you shall not transfer, assign, sell or offer for sale ICQ numbers, nor purchase or receive such ICQ numbers from any third party”.
Não caia nessa furada - até porque isso certamente incentiva eles a hackear mais números ainda.
Código-fonte do windows
Por esses dias, parte do código-fonte do Windows NT/2000 vazou para a Internet.O que mais se discute é se isso pode viabilizar ataques baseados em vulnerabilidades até então desconhecidas no sistema. Já acharam uma no Internet Explorer 5 (que vem com o Windows 2000), mas esse browser é cheio delas: até eu, um mero mortal, descobri como derrubar o IE5 usando apenas HTML.
Tem bastante coisa na rede cobrindo o assunto, mas eu começaria pelo excelente artigo do Kuro5hin, que foca mais nos comentários deixados pelos programadores ao longo do código do que no próprio. Parece que o pessoal de Redmond andou enrolando e fumando o Code Complete: é um comentário mais engraçado que o outro.
Como a “esquerda Slashdot” da informática tende a só enxergar os deméritos no outro lado da cerca, acho relevante destacar os seguintes pontos (não costumo fazer isso porque a reação natural é atacar a fonte, mas o Kuro5hin é respeitado tanto pelos desenvolvedores sérios quanto pelos wannabees):
*“Despite the above, the quality of the code is generally excellent. Modules are small, and procedures generally fit on a single screen. The commenting is very detailed about intentions, but doesn’t fall into ‘add one to i’ redundancy. “
“The security risks from this code appear to be low. Microsoft do appear to be checking for buffer overruns in the obvious places. The amount of networking code here is small enough for Microsoft to easily check for any vulnerabilities that might be revealed: it’s the big applications that pose more of a risk. This code is also nearly four years old: any obvious problems should be patched by now.”*
Aliás, eu tenho brincado esses dias, dizendo que, de um jeito ou de outro, caiu por terra a única vantagem que o Linux tinha sobre os Windows da família NT, que era a revisão feita por milhares de olhos no mundo todo… :-)
Tk-85
Enquanto não conseguia inicializar o Mac512, coloquei pra funcionar o meu TK85, o “Fusca” dos micros dos anos 80. Ah, férias da faculdade…
Hai-kais e outros livrinhos
Achei este Hai-Kais, do Millôr Fernandes, em um sebo. Ele abre explicando o uso da grafia “Hai-Kai” no lugar de “Haiku” (que é o nome original dos tradicionais versos japoneses de três linhas). Infelizmente, o buraco é mais embaixo.
Dakimakura – almofadas de abraçar (e sabe mais o que)
Apesar de o XBox não ter sido muito bem sucedido no Japão, a família “Dead or Alive” (jogos estrelados por garotas em biquinis apertados) vendeu bem nesta plataforma. E a Microsoft aproveitou para capitalizar, anunciando um console customizado para os fãs da série.
O que chamou a atenção do Wired News (nesta matéria) é que o pacote inclui uma dakimakura, i.e., uma almofada do tamanho de uma pessoa, personalizada com as figuras dos games.Eu fiquei abismado com a popularidade destas “almofadas de abraçar” na terra do sol.
A matéria sugere uma busca no Google Images, mas na parte de imagens do AltaVista o resultado também é abrangente. As figuras vão desde um inocente Snoopy até garotas nuas, que incentivam “abraços” mais calorosos…
Não amo muito tudo isso
Que os 450 anos de São Paulo iriam gerar barulho na mídia tudo bem, era previsível. E peças publicitárias de qualidade duvidosa seriam inevitáveis. Mas a pior parte do meu dia tem sido descer a Marginal Pinheiros e ver os outdoors “Amo Muito Sampa“, uma versão local daquela campanha mundial do McDonalds que todo mundo já conhece.
Caramba, eu só não fico constrangido de ser paulista porque é preciso ser muito alienado para achar que os jovens daqui (ou, na média, de qualquer lugar do país) são babões do jeito que aparecem nos cartazes. Não fossem os clipes dirigidos pelo Marcelo Tas, eu acreditaria em conspiração difamatória por parte de algum outro estado.