chester's blog

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Same difference and other stories

16 Nov 2003

<img src=”img/blig/samediffother.gif”align=”right” border=”2”>Finalmente chegou o meu exemplar da versão papel das histórias do fantástico Derek Kirk Kim. Já falei dele antes por aqui, mas nunca é demais: suas histórias são fantásticas, particularmente a história-título, Same Difference.

Na edição ela ficou com o dobro de páginas (cada HTML tem o equivalente a duas), mantendo o mesmo ritmo apaixonante. É difícil explicar aqui em casa por que gastar US$ 22 (preço+envio) com quadrinhos que estão disponíveis online, mas no papel é sempre melhor – ainda mais para uma história a ser lida e relida inúmeras vezes. Para quem lê inglês, um prato cheio.

Love junkies

16 Nov 2003

<img src=”img/blig/lovejunkies.jpg”align=”left” border=”1”>Sei que vai soar ultramachista, mas não posso deixar de comentar: Love Junkies é a maior prova de que sacanagem para homem tem que ser feita por homem. A história é razoável – uma espécie de cruzamento de Love Hina com Sex In The City, mas o tal “erotismo sem ser vulgarizado” (segundo o editorial) tem algo de estranho. Não curti.

E o humor não chega nem perto, por exemplo, de Love Hina. Tudo isso tornou este um péssimo momento para que a JBC chutasse mais pra cima ainda o preço do mini-mangá (R$ 5,50). Ainda está dentro do público alvo, mas nào ajuda em nada.

Sangre de Barrio

15 Nov 2003

<img src=”img/blig/sanguedebairro.jpg”style=”float:left;border:1px solid; margin:4px;”>Se eu for ficar falando de tudo o que comprei em sebos nos últimos dias, não páro mais. Então vou ficar só com Sangue de Bairro, de Jaime Martin – lançada aqui como a edição no. 7 de “Grandes Aventuras Animal”.

Eu sempre me senti atraído pelo traço desse cara, mas nunca fui atrás de nenhuma história dele. Esta agrada tanto pelo pelo desenho, quanto pelo tema: o cotidiano de um adolescente da época “no future” em um subúrbio espanhol.

E eu queria um desses

15 Nov 2003

Não sou chegado em sonhos de consumo. Isso não é retórica esquerdista, pelo contrário, é ambição: eu quero mais dessa vida do que ficar desejando coisas. Claro que pensar assim não me impede de sonhar em ir pra cá e pra lá com um Embrio – uma possível resposta da Bombadier ao Segway Human Transporter (que já está à venda, mas ainda não é pro meu bico).

E por falar em discurso esquerdista, o mesmo Boing Boing que me fez conhecer o Embrio chamou minha atenção para esta fotonovela curiosa. Baseada em fatos reais (o cara fez mesmo isso, e parece que tem os recibos pra provar).

Boicote ao casseta e planeta

15 Nov 2003

Enquatno eu procurava uma ilustração para a nota anterior, achei essa entrevista com o Adão. Ela está hospedada no site do Projeto Casulo, cujos artigos se destacam pela qualidade dos hiperlinks – um recurso do qual muitas vezes a imprensa “pseudo-online” simplesmente se esquece.

Mas o assunto principal é que, da entrevista, fui parar na página de um tal movimento de boicote ao Casseta e Planeta. Os partidários alegam que o C&P está engajado numa campanha para difamar o povo gaucho – isso por causa dos manjados gracejos que os gaúchos compartilham com os habitantes de Campinas e Pelotas, e que vira e mexe são explorados na telinha pelo grupo humorístico.

O pior é que eles misturam essa paranóia com outras questões mais sérias, tais como o coronelismo exercido pela afiliada local da Rede Globo. E mesmo estes assuntos são tratados com factóides, ao invés da discussão séria que merecem. Mas o link está aí, julguem por vocês mesmos.

Revista Dundum

14 Nov 2003

<img src=”img/blig/dundum.jpg”style=”float:right;border:1px solid black; margin:4px”>A Dundum foi publicada em Porto Alegre, bem no começo dos anos 90. Além de ser o berço de gente como Adão Iturrusgarai e Edgar Vasques, ficou famosa por ter recebido apoio da Secretaría Municipal de Cultura (gestão PT), seguida pelas tradicionais reações da oposição quanto à “imoralidade subsidiada pelo dinheiro público”, aquela papagaiada de sempre, mas que, no fim das contas, parece ter ajudado tanto a prefeitura quanto a revista.

Peach girl

13 Nov 2003

A Panini resolveu apostar no mangá “de menina”, e eu, como de costume, fui macho o suficiente para comprar. É bacaninha, não muda a vida de ninguém, mas dá pra se divertir.

Se eu fosse feminista, estaria um pouco grilado com o fato de terem invertido as páginas, ou seja, publicado na ordem de leitura ocidental… as meninas não conseguem ler de trás pra frente, é isso?

Kanji Pictográfico

04 Nov 2003

Quase comprei a versão original de Kanji Pictográfico, mas um amigo mencionou ter ganho a edição em português, e, de fato, achei em uma banca de rodoviária! Como a capa sugere, o livro tenta explicar cerca de 1000 kanjis (caracteres japoneses herdados da China) através da associação com figuras.

Muitos kanjis são, de fato, pictográficos, e para estes o livro é excelente. Entretanto, ele usa o mesmo artifício com os não-pictográficos – ou ainda, com aqueles cuja imagem de origem pouco se relaciona com o significado. Nestes, o resultado varia: vai de algumas pérolas de criatividade até as mais indigestas forçadas.

Para quem está estudando, todo santo ajuda – e o preço está abaixo de muitos livros “didáticos” que não chegam aos pés deste. Como curiosidade eu fico dividido – acho que eu daria de presente para alguém, mas não sei se compraria um pra mim.

Crumb & cia versus Eisner

24 Oct 2003

Não vou me alongar demais explicando o que foi o Zap Comix (tem muito material na Internet sobre o assunto). Como o gibi/fanzine influenciou meio mundo – incluindo o meio mundo que me influenciou – comprei assim que vi na frente (apesar do preço salgado, na faixa dos R$ 30).

Honestamente, foi um pouco frustrante. Claro, é bacana para quem gosta de quadrinhos e quer ir um pouco além do convencional – ainda mais pelos textos introdutórios. Só que, em termos de diversão… sei lá, ficou bem atrás, por exemplo, da coletânea R. Crumb: Fritz the Cat, da mesma editora (Conrad), ou de outros quadrinhos do Shelton – por exemplo, “As Aventuras dos Fabulosos Freak Brothers” (outra ótima edição, embora um pouco difícil de achar).