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Retrocrush

Nov 20, 2003

retroCRUSH é o site pessoal de um cara chamado Robert Alphonso, que escreve sobre “pop culture and hot babes of yesterday”. Tem tanta coisa bacana que fica difícil pinçar alguma, mas eu rolei de rir com este artigo sobre uma compilação de folhetos indianos sobre “segurança”. Ou ainda, o jogo que faz CounterStrike ou Carmageddom parecerem uma canastra para velhinhas. Diversão garantida.

Same difference and other stories

Nov 16, 2003

<img src=”img/blig/samediffother.gif”align=”right” border=”2”>Finalmente chegou o meu exemplar da versão papel das histórias do fantástico Derek Kirk Kim. Já falei dele antes por aqui, mas nunca é demais: suas histórias são fantásticas, particularmente a história-título, Same Difference.

Na edição ela ficou com o dobro de páginas (cada HTML tem o equivalente a duas), mantendo o mesmo ritmo apaixonante. É difícil explicar aqui em casa por que gastar US$ 22 (preço+envio) com quadrinhos que estão disponíveis online, mas no papel é sempre melhor – ainda mais para uma história a ser lida e relida inúmeras vezes. Para quem lê inglês, um prato cheio.

Love junkies

Nov 16, 2003

<img src=”img/blig/lovejunkies.jpg”align=”left” border=”1”>Sei que vai soar ultramachista, mas não posso deixar de comentar: Love Junkies é a maior prova de que sacanagem para homem tem que ser feita por homem. A história é razoável – uma espécie de cruzamento de Love Hina com Sex In The City, mas o tal “erotismo sem ser vulgarizado” (segundo o editorial) tem algo de estranho. Não curti.

E o humor não chega nem perto, por exemplo, de Love Hina. Tudo isso tornou este um péssimo momento para que a JBC chutasse mais pra cima ainda o preço do mini-mangá (R$ 5,50). Ainda está dentro do público alvo, mas nào ajuda em nada.

Sangre de Barrio

Nov 15, 2003

<img src=”img/blig/sanguedebairro.jpg”style=”float:left;border:1px solid; margin:4px;”>Se eu for ficar falando de tudo o que comprei em sebos nos últimos dias, não páro mais. Então vou ficar só com Sangue de Bairro, de Jaime Martin – lançada aqui como a edição no. 7 de “Grandes Aventuras Animal”.

Eu sempre me senti atraído pelo traço desse cara, mas nunca fui atrás de nenhuma história dele. Esta agrada tanto pelo pelo desenho, quanto pelo tema: o cotidiano de um adolescente da época “no future” em um subúrbio espanhol.

E eu queria um desses

Nov 15, 2003

Não sou chegado em sonhos de consumo. Isso não é retórica esquerdista, pelo contrário, é ambição: eu quero mais dessa vida do que ficar desejando coisas. Claro que pensar assim não me impede de sonhar em ir pra cá e pra lá com um Embrio – uma possível resposta da Bombadier ao Segway Human Transporter (que já está à venda, mas ainda não é pro meu bico).

E por falar em discurso esquerdista, o mesmo Boing Boing que me fez conhecer o Embrio chamou minha atenção para esta fotonovela curiosa. Baseada em fatos reais (o cara fez mesmo isso, e parece que tem os recibos pra provar).

Boicote ao casseta e planeta

Nov 15, 2003

Enquatno eu procurava uma ilustração para a nota anterior, achei essa entrevista com o Adão. Ela está hospedada no site do Projeto Casulo, cujos artigos se destacam pela qualidade dos hiperlinks – um recurso do qual muitas vezes a imprensa “pseudo-online” simplesmente se esquece.

Mas o assunto principal é que, da entrevista, fui parar na página de um tal movimento de boicote ao Casseta e Planeta. Os partidários alegam que o C&P está engajado numa campanha para difamar o povo gaucho – isso por causa dos manjados gracejos que os gaúchos compartilham com os habitantes de Campinas e Pelotas, e que vira e mexe são explorados na telinha pelo grupo humorístico.

O pior é que eles misturam essa paranóia com outras questões mais sérias, tais como o coronelismo exercido pela afiliada local da Rede Globo. E mesmo estes assuntos são tratados com factóides, ao invés da discussão séria que merecem. Mas o link está aí, julguem por vocês mesmos.

Revista Dundum

Nov 14, 2003

<img src=”img/blig/dundum.jpg”style=”float:right;border:1px solid black; margin:4px”>A Dundum foi publicada em Porto Alegre, bem no começo dos anos 90. Além de ser o berço de gente como Adão Iturrusgarai e Edgar Vasques, ficou famosa por ter recebido apoio da Secretaría Municipal de Cultura (gestão PT), seguida pelas tradicionais reações da oposição quanto à “imoralidade subsidiada pelo dinheiro público”, aquela papagaiada de sempre, mas que, no fim das contas, parece ter ajudado tanto a prefeitura quanto a revista.

Peach girl

Nov 13, 2003

A Panini resolveu apostar no mangá “de menina”, e eu, como de costume, fui macho o suficiente para comprar. É bacaninha, não muda a vida de ninguém, mas dá pra se divertir.

Se eu fosse feminista, estaria um pouco grilado com o fato de terem invertido as páginas, ou seja, publicado na ordem de leitura ocidental… as meninas não conseguem ler de trás pra frente, é isso?

Kanji Pictográfico

Nov 4, 2003

Quase comprei a versão original de Kanji Pictográfico, mas um amigo mencionou ter ganho a edição em português, e, de fato, achei em uma banca de rodoviária! Como a capa sugere, o livro tenta explicar cerca de 1000 kanjis (caracteres japoneses herdados da China) através da associação com figuras.

Muitos kanjis são, de fato, pictográficos, e para estes o livro é excelente. Entretanto, ele usa o mesmo artifício com os não-pictográficos – ou ainda, com aqueles cuja imagem de origem pouco se relaciona com o significado. Nestes, o resultado varia: vai de algumas pérolas de criatividade até as mais indigestas forçadas.

Para quem está estudando, todo santo ajuda – e o preço está abaixo de muitos livros “didáticos” que não chegam aos pés deste. Como curiosidade eu fico dividido – acho que eu daria de presente para alguém, mas não sei se compraria um pra mim.