Entre livros, aplicativos e visitas ocasionais ao templo fundado pela Monja Coen (Zendo Brasil), eu já tinha flertado com a meditação, mas nunca fui muito a fundo. E nem estava super atrás disso, mas numa busca por opções de retiro, acabei conhecendo o Vipassana (🔈 pronúncia).
Trata-se de uma técnica de meditação não-religiosa, não-sectária e universal, ensinada em centros ao redor do mundo (incluindo vários no Brasil). Ela exige 10 dias de isolamento em silêncio quase total numa rotina intensa - mas que, em troca, ensina o Dhamma (“lei da natureza”, em Pali, o idioma falado na época do Buda), uma arte de viver que promete remediar problemas universais e erradicar o sofrimento.
A técnica é ensinada por Satya Narayan Goenka, um birmanês de família indiana que passou 14 anos se dedicando à prática antes de começar a ensinar, só indo pra Índia fazer isso a partir de 1969. Morreu em 2013, mas os cursos seguem até hoje, guiados pelos vídeos e áudios que ele gravou - professores assistentes ficam só para tirar dúvidas.
Segundo a tradição do curso, essa forma de meditação “raiz” se perdeu por conta da incorporação de ritos, religiões e crenças, mas foi preservada intacta na Birmânia até que o Goenka a reapresentou à Índia e, dali, ao mundo. Incentivado pela indicação da minha psicóloga, e por ter um centro em Ontário, eu experimentei - e foi, de fato, transformador.






